A recepção era um espetáculo de opulência. A quadra do Complexo fora transformada em um jardim de cristais e flores exóticas. Garçons serviam champanhe francês e iguarias que contrastavam com o churrasco suculento que era servido simultaneamente para toda a comunidade na praça central. A música da orquestra deu lugar a um DJ internacional, e por algumas horas, o medo do helicóptero foi substituído pelo êxtase da celebração. Guilherme e eu abrimos a pista com uma valsa lenta. Ele me segurava como se eu fosse um tesouro frágil, apesar da pistola que eu sabia estar escondida sob seu paletó de corte impecável. — Você conseguiu, morena — ele sussurrou no meu ouvido, enquanto rodopiávamos. — O Rio de Janeiro parou pra ver o nosso amor. — Nós conseguimos, Gui — respondi, fechando os olhos e en

