Capítulo 5

2315 Palavras
  Jess ficou assustada com as palavras de Robert por um momento, mas logo abriu um pequeno sorriso e o abraçou. – Que bom que você pensa assim, mas espero não magoar ninguém. Você cedo ou tarde vai ter que falar com ela. Agora vamos, Victória já deve estar nos esperando. – Robert continuou andando com Jess em seus braços a caminho do rio.  Victória os aguardava impaciente com as mãos nas cadeiras. – Nossa, que demora!  – Qual surpresa você quer fazer ao Dean que leve Kabruma? – Jess perguntou desconfiada. – Ele tem agido muito diferente. Mau, egoísta, m*l educado, e eu achei uma poção que vai o transformar em uma pessoa boa! Não gosto desse novo Dean, ele maltrata até o papai...  – Vicky, eu não acho certo transformar nosso irmão. Mas também não gosto do novo Dean, ele realmente ficou mais metido depois que soube que podia ter uma varinha ou que podia fazer algum tipo de feitiço, ficou mandão. – ele parou e respirou fundo. - Entretanto, ele é nosso irmão. Não é só por que agora podemos usar magia que vamos resolver todos os nossos problemas com ela! – Mas Robert... – Não, Vicky! E a Jéssica certamente vai concordar comigo. Ela também teve uma péssima experiência com poções de personalidade. Não vamos fazer isso com nosso Dean! Tudo pode ser resolvido com uma boa conversa. Afinal, ele só tem dez anos.   Victória ficou cabisbaixa e começou a marchar para longe do rio, dando um ultimo vislumbre, ela notou umas plantas que lembravam lavanda, mas com uma coloração azulada e dançantes como o vento. Kabruma , logo pensou.  Ela certamente terminaria de preparar aquela poção.        Depois que todos foram dormir, Vicky saiu na encolha pelas portas dos fundos. Amarrou seus longos cabelos ruivos e correu em direção ao rio. Quando ela chegou lá, com seu coração já quase saindo pela boca de ansiedade, não havia mais kabruma. Ela ficou tão surpresa que caiu de joelhos, muito frustrada. Ela já tinha aceitado a ideia de que Jéssica havia pego as plantas para que ela mais tarde não viesse buscá-las, quando ouviu um pigarreio logo atrás de si. Ela rapidamente se virou, ficou de pé, na defensiva.  – Quem está ai?  – Ora, ora, se não é a ruivinha Campbell! - disse a pessoa saindo das sombras com algumas kabrumas em mãos. Vicky revirou os olhos.  – Nate.   Nate era um dos meninos da escola, encarnavam com os Campbell por serem de fora. Jess ficou temerosa de anunciar que eles eram bruxos, pois eles podiam ser desafiados em duelos e suas magias ainda estavam bastantes instáveis. Ela pediu para que aguentassem um pouco mais o bullying e esperassem ela dar o sinal verde. É claro que Dean não fecharia o bico, então Jess fingiu colocar uma azaração na palavra magia enquanto estivessem na escola, para que ele não falasse sobre. Nate estava encostado em uma árvore de braços cruzados.  – Que coisa mais inusitada, não acha? Você parecia com tanta pressa que nem me percebeu aqui quando passou.  – Vai ver, eu te ache tão insignificante que nem noto mais que você existe.   Vicky já ia marchando de volta para casa, agora além de frustrada, estava furiosa. O menino lhe agarrou o braço quando ela passou por ele.  – Se querem esconder que são bruxos, eu não tenho problema com isso, pois posso continuar te perturbando, ruivinha. - começou. Vicky arregalara seus olhos e se afastou da mão do garoto.  – Não, eu não... – Mas, vão ter que ter cuidado com o que falam dentro da floresta de uma cidade onde vivem centenas de bruxos. - ele se aproximou um pouco dela e lhe acariciou o rosto assustado. – eu estava aqui mais cedo para colher algumas ervas medicinais e acabei ouvindo sua conversa. Eu sabia que voltaria aqui por esse horário, então colhi as kabrumas para você.    Ele estendeu a mão com as kabrumas para Vicky, que estava ofegante, mas ela nada fez.   –  Pegue-as. Lhe fiz um favor e a impedi de machucar suas lindas mãos com os espinhos da kabruma.   Assim que ela desistiu e pegou as flores azuis, Nate escondeu as mãos cortadas atrás de si. Vicky pareceu perceber e ficou ainda mais frustrada.  – Por que se incomodar?  Vicky nunca o tinha visto faz aquele expressão. Ele estava risonho, com timidez. Desviava os olhos quando seus olhares se encontraram, seu respiração estava um pouco mais rápida. Ela não entendia o que estava acontecendo com ele. Ele, que sempre fora o badboy da escola, que sempre implicava com ela e seu tom de cabelo. Ele parecia outra pessoa, sendo observado por aquela semi luz da lua que refletia na água do rio.   – Quando vocês entraram no colégio não pude deixar de notar você. Todo mundo ficou estupefato com sua beleza. Ninguém ousou falar com você. Eu estava prestes a te chamar para sair quando ouvi uns garotos no corredor dizerem que vocês eram meros humanos sem magia. Ficou com tanta raiva que juntei umas pessoas para implicar com vocês, faz com que vocês saíssem da cidade. Como poderia eu me apaixonar por uma sem magia?   Como Nate ao se declarar, começou a entrar no espaço de Vicky para beijá-la, ela acabou deixando a kabruma cair para impedi-lo. Ela o empurrou, ainda sem acreditar. Ao se afastarem o suficiente, ela lhe deu um tabefe na face com toda a força que ela ainda possuía.  – Nunca passou na sua cabeça i****a que eu,  Victória Campbell, recém descoberta bruxa, te daria uma chance depois de todo o bullying que você fez a mim e meus irmãos passarem?  – Eu não... – Por favor, fique longe de mim e da minha família.   Ela se abaixou e pegou as flores caídas no chão e, sem olhar para trás, foi embora para casa. Vicky entrou silenciosamente em casa, estava com muita raiva e queria bater com tudo agora, mas sabia que isso teria que esperar. Ela desceu para o porão e começou a separar tudo para a poção.   Os outros ingredientes, Vicky já tinha pegado, só faltava em sua receita a Kabruma que logo em seguida adicionou aos demais ingredientes. Quando terminou de preparar, colocou em um pequeno frasco que guardou em sua bolsa. Ela esperaria a hora certa para colocar na bebida de Dean a poção que mudaria sua vida.    Ela chegou a refletir sobre o que Robert havia a advertido, ele sempre tinha razão das coisas, mas ela não tinha ideia de qual experiência r**m Jess teve, mas sabia que com essa poção, ela não tinha como errar.   Victória estava tão feliz que de repente deu muita v*****e de chorar. Ela ficou muito triste, mas nunca iria desistir de seu plano. Ela seguiria sua vida e seu irmão a dele só que de uma maneira mais gentil e calma, mesmo se ele fosse ficar meigo demais.   O dia m*l tinha começado e Victória já ouvia os gritos de Dean do primeiro andar. Sua cabeça doía muito por ela ter dormido pouco. – Pare! – A voz de Dean podia ser ouvida de qualquer cômodo da casa. – Você não sabe que não gosto que me chame de baixinho? Só porque eu tenho dez anos isso não significa que eu seja baixinho! Entendeu? – Dean estava berrando no salão com Peter. Peter estava apenas brincando e seu filho falava num tom agressivo. – Calma, Dean! Porque você está assim agora? Sempre querendo mandar em todos! Você só tem dez anos e não mais do que isso, respeite os mais velhos que você! Aprenda a ser igual a todos os garotos de sua idade. – brigou Peter. Robert tinha acabado de chegar do jardim com um livro embaixo do braço e ouviu os berros. – Eu não! Igual aos outros garotos? E nem você manda em mim, Peter! Só porque é meu pai i****a, não significa que deve me tratar assim! Você é um grosso! i****a!   Peter e Robert caíram no sofá de espanto. Aquele menininho agora era aquele monstro ambicioso e m*l? Como ele ficou assim? A ponto de chamar Peter de idiota... Dean não se demorou e logo saiu da presença dos mais velhos e bateu a porta do quarto.   Mesmo lá, se podia ouvir seus chiliques e grunhidos de ódio. Como ele se tornara assim? Ele, que sempre fora o mais quieto e o que vivia em menos destaque na família. Era sempre o mais animado. Pra onde fora aquele Dean?   Tinham que tomar uma providência, e rápido!   Não passado muito tempo, Dean deixou seu quarto e saiu sorrateiramente pela porta da cozinha que estava entreaberta. Robert que estava na sala pensativo, o percebeu. Peter estava sério, sentado no sofá, pensativo também. Ele perdeu sua autoridade, seu orgulho. Se sentia como tivesse criado m*l seus filhos e pecado. Robert se levantou rapidamente e pediu licença ao seu pai.   Robert saiu de casa correndo ao encontro de Jess na floresta que ainda voltava para casa, estava pensando em segui-lo e ver o que ele sempre fazia na floresta e porque ele estava tão diferente, não podia ser só por conta da magia, tinha algo a mais, ele tinha certeza. Atrás de si,  Vicky também saía sorrateiramente de casa, nem mesmo parou para tomar o café da manhã, aproveitou o burburinho matinal para ir atrás do irmão. Robert encontrou Jess quase chegando em casa e a interceptou.  – Jess!  - gritou. – Robert?  Você não já estava em casa? - o menino estava sem fôlego da correria e se apoiava nos joelhos. – Precisamos seguir meu irmão! Talvez haja outra influência a ele lá na floresta, precisamos saber! – Jessica o olhava confiante, parecia concordar. – Claro, mas e a Victória?  – Acho que está dormindo ainda.  – Você a verificou antes de sair? As kabrumas se foram, alguém as colheu ontem a noite. – Robert a olhou com a preocupação evidente nos olhos e saiu correndo, já bufando. Victória não teve dificuldades em encontrar seu irmão. Ela tinha preparado um suco de amoras com a poção, pois sabia que era seu favorito. Dean estava lançando feitiços em uma pedra numa clareira não muito distante da colina. Ele ia até lá todos os dias para treinar feitiços novos. Vicky já o seguia há alguns dias, para ter certeza de lhe encontrar na hora certa. Ao se aproximar do menino, ele se virou rapidamente e lhe apontou a varinha.  – O que a enxerida faz aqui?  Vicky tentou não parecer magoada, apertou forte a garrafa de suco e lhe lançou um olhar triste.  – Eu percebi que saiu sem comer nada, então lhe trouxe algo para beber. - o garoto gargalhou. – Vá embora. Não quero beber nada! – Mas eu fiz suco de amora.... - disse já com a voz pra baixo. - Já que não quer então vou dar pro Robb.   O menino se surpreendeu e correu até ela, lhe arrancando a garrafa bruscamente das mãos. Ele tirou a tampa e a jogou no chão, enquanto bebia o suco todo num só gole. Ao finalizar, arremessou a garrafa na direção de Vicky, que se desviou por pouco.  – Agora ele não terá nada que beber, pois eu bebi...tudo. - ao dizer isso ele caiu que nem uma pedra no gramado. Victória correu em direção ao menino inconsciente.   – Não achei que ia funcionar tão rápido. - sussurrou. Deu uns tapinhas no rosto do irmão para que ele acordasse. – Ei, Dean, acorde.    Alguns segundos depois, Robert e Jéssica chegaram até onde eles estavam. Victória estava com Dean desfalecido em seus braços, sentada no chão. Robert xingou. – d***a! Chegamos tarde, ele... Esquece! Melhor não falar nada. – Vicky estava com um grande sorriso no rosto. – Vicky! Vem cá, preciso falar uma coisa! – Jess a chamou. Ela entregou Dean nos braços de Robert e caminhou até Jess que parecia furiosa.  – Sim? Se for pra perguntar sobre a poção eu já dei pra ele. Mas pelo o que você disse, ainda não apareceram os efeitos colaterais... – Mas irão aparecer em breve! E ele está apagado, como pode ter certeza? – Jess deu uma pausa e o olhou, parecia bem, mas estava assombrosamente apagado demais. – Robert, tente acordar o menino.    Robert tentou de tudo, mas o menino não deu qualquer sinal de vida. Seus irmãos já ficaram apavorados com a ideia, mas seu pulso ainda estava lá, ele ainda estava vivo. Dean estava em sono profundo, respirando devagar, sua pele estava um pouco gelada e não parecia que iria acordar tão cedo.   Robert o carregou até em casa e ao ver o estado do menino, Peter saltou no sofá e correu até ele. – O que aconteceu? - ao ver que ninguém respondia, ele começou a sacudir o menino nos braços de Robb. - Dean? Querido? Dean... ele está...? – Não, ele está bem.  – Mas ele está tão gelado... O que aconteceu, Robert? - seu tom de urgência e preocupação apunhalava o coração de Robb, que não sabia o que dizer. Victória se colocou na frente e abraçou seu pai.  – Eu estava correndo atrás dele para conversarmos e ele fugia de mim, troçou e bateu a cabeça. Por isso não acorda.   Vicky se aproveitou do roxo que Dean tinha na testa de quando caiu ao desmaiar para inventar uma desculpa que Peter fosse aceitar. Robert subiu as escadas e o colocou em seu quarto, quanto Peter desesperado procurava por um médico no telefone.   Jess puxou Jéssica mais uma vez para um canto e lhe deu um olhar assassino.   – O que diabos você deu para Dean beber? Vocês são inexperientes para criar poções sozinhos. O que você lhe deu?  – Eu preparei uma poção que achei num velho livro da sua família, Jess, sinto muito. – Que feitiço?  – Kormam Kam.  disse finalmente.             
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