Capítulo 24 MAYA NARRANDO A luz da manhã entrou pelas frestas da janela do meu quarto, mas não trouxe a sensação de um novo dia. Trouxe apenas a confirmação da minha nova realidade. Eu abri os olhos e senti o peso do braço do Cairo sobre a minha cintura. Ele ainda dormia, a respiração pesada misturada com o cheiro de uísque que ainda emanava dos poros dele, mas mesmo dormindo, ele me segurava como se eu fosse um troféu que ele temia perder. ( ... ) E assim os dias foram e já se passaram duas semanas. Depois dessa noite de madrugada, onde ele entrou aqui como um furacão de drogäs e posse, as coisas mudaram. Eu lutei. Lutei com todas as minhas forças para não ser levada para a mansão dele no topo do morro. Eu não queria ser a "primeira-dama" de fachada, trancada numa gaiola de ouro on

