Eu e Ela

1345 Palavras
Eu não devia, não devia mesmo, estar no quarto da Rosa depois do beijo que trocamos na porta da casa dela. Tirei meus tênis, os anéis e as correntes, e ela estava começando a tirar a... Roupa? Quando vi, ela só estava de saia e sutiã. Esses dias na internet, eu vi o significado de uma frase popular, o tal do Gay Panic. Eu tive um ataque no momento em que a vi de sutiã, e tive outro agora. Eu queria desaparecer e ao mesmo tempo, queria puxar ela pro meu colo e fazer com que ela rebolasse pra mim. - Já disse pra você não fazer isso na minha frente, Rosa. Me dá sensações estranhas. - Reclamei, enquanto tentava desviar o olhar. Rosa riu da minha cara. - Qual o problema de você sentir essas coisas? Você não acha isso divertido? Diversão. Rosa não tem ideia do que é diversão. Ela não sabe o que é surfar em nuvens, nem montar na p***a de um leão e apostar corrida com sua melhor amiga. t***o não é divertido. Me deixa muito, muito nervosa, inclusive. - Não é divertido sentir coisas que você não pode controlar. Pelo menos não pra mim. - Rosa ainda estava parada, de sutiã e saia na minha frente. Ela tirou as sandálias e começou a andar em minha direção. - Você precisa se soltar mais. - Disse. E aí, ela montou no meu colo. Sentou-se passando uma perna para cada lado do meu corpo e apoiou as duas mãos em meus ombros. Ela me olhou, com malícia, e eu fiquei paralisada. - Me soltar mais? - Questionei. - Não acha que o beijo que te dei ali fora foi o suficiente? - Tá bem longe do suficiente. Você não sabe o que é prazer de verdade ainda. E só vai saber se experimentar. - Ela passou uma das mãos por meu cabelo, colocando algumas mechas atrás da minha orelha. - A gente pode tentar, se você quiser. - Tentar? - Ela confirmou com a cabeça. - Você nunca fez sexo também, não é? - p***a. Ela tá querendo f********o comigo? Eu sou a p***a de um anjo caído, dentro da casa da pessoa que eu deveria proteger, e ela está no meu colo falando de sexo. Isso é muito, muito errado. Parece que tudo que eu faço é errado, c*****o! Como eu fui me meter nisso? - Não, eu não fiz e não posso fazer com você, Rosa. - Falei. - E se eu te fizer mudar de ideia? Billie, tudo isso é só diversão. Estamos aproveitando a vida. Não existe vida após a morte, então, temos poucos anos pra fazer aquilo que realmente queremos. - Acho que foi a coisa mais lúcida que já ouvi de um humano. Ela tem razão. Olhei para baixo. Me lembro dos filmes do PornHub, lembro da conversa que tive com Caim, que não era exatamente daquele jeito e todas aquelas coisas. Mas uma coisa estava na minha mente: Se eu tivesse um pênis, com essa garota no colo ele com certeza estaria duro. - Billie? - Eu estava perdida olhando para as coxas descobertas de Rosa. E então, eu levei as mãos até elas. Enquanto eu deslizava as mãos pelas coxas de Rosa, fui subindo o olhar pelo corpo dela. Ela tem um piercing no umbigo, e ele é rosa. Sua cintura é fina, tenho a impressão que consigo circulá-la com minhas duas mãos. Seu sutiã preto tem um lacinho no centro e seus s***s com certeza encheriam a minha mão se eu os tocasse. Seu colo e pescoço eram tão bonitos que poderiam ter sido pintados por DaVinci em uma de suas obras. E o queixo dessa moça parece ter sido desenhado por algum grande artista também. Talvez, esculpido por Michelangelo no mármore. Os lábios de Rosa estavam levemente entreabertos. Foi nesse instante que eu percebi que não tinha mais nenhum domínio do meu corpo, e quem me dominava era aquela sensação estranha que chamam de t***o. Meus lábios encontraram os lábios de Rosa, e eu fechei meus olhos. Invadi os lábios delicados com minha língua mandona, tocando a dela com a minha sem pressa. Minhas mãos se perderam no corpo daquela humana e eu, literalmente paguei minha língua. Jamais imaginei ter vontade de tocar um humano, e aqui estou eu, subindo minhas mãos pelos quadris dessa garota. Estacionei as mãos na cintura dela e foi nesse momento que eu a segurei com firmeza e a arremessei na cama, para então, me encaixar entre as pernas dela. Ela me deu espaço, e meu quadril se encaixou bem em cima do dela, e entre suas pernas. Voltei a atacá-la com meus lábios e dessa vez, eu senti que estava começando a dominar a situação. Uma de minhas mãos percorria a barriga dela enquanto eu a beijava, e eu a subi, até seu seio, ainda por cima do sutiã. Brinquei com a peça por alguns instantes, antes de invadí-la com minha mão e tocar um de seus s***s. Aquilo não era o suficiente, não era. Eu quero mais, por que diabos eu não paro e vou pra casa? Eu não posso me envolver tanto assim com um humano! Eu encerrei o beijo, olhando para o rosto dela, e vi seus olhos claros se tornarem mais escuros por conta do t***o. Ela me queria, e eu a queria da mesma forma. Levei meus lábios até o queixo dela e o beijei, de forma úmida. As mãos de Rosa adentraram em minha camiseta, por trás, e eu senti suas unhas pequenas serem passadas por minha pele nas costas. Fiz um caminho de beijos até o pescoço dela. Eu li sobre pescoço, sei que o lugar correto para estimular é o músculo esternocleidomastóideo. São muitas terminações nervosas ali. E ele começa um pouco atrás da orelha, e termina perto do ombro. É uma área grande, que eu chupei e passei os dentes em cada pedacinho. A medida que eu fazia isso, sentia as unhas dela cravarem em minhas costas e sua respiração falhar. - Billie... Mentirosa... Eu duvido muito que você nunca tenha estado com uma mulher desse jeito. Não, não estive. Mas eu aprendo rápido, já disse mil vezes. Epa, eu não falei isso, eu estou apenas pensando. Eu não consigo... Falar? Se eu não posso falar, ela também não pode. - Shhh... - Falei, contra o pescoço dela. - Depois a gente conversa. - Falei. Ufa. Ao menos algo saiu da minha boca. Passei meus lábios pela garganta dela, com um caminho de beijos, até o outro lado. Ela ofereceu o pescoço pra mim inclinando-o para o outro lado, deixando mais espaço livre. E eu fiz, exatamente a mesma coisa que havia feito do outro lado. Beijei, chupei, passei minha língua... Percebi que meu quadril fazia movimentos involuntários contra ela. Era como se ele tivesse vida própria e quisesse tomá-la para mim. Eu rebolava de leve, o que fazia com que eu estimulasse ela, e a mim também. Tudo por cima da roupa. E aí, meu celular tocou. Estava em cima da mesinha de cabeceira dela, tocando alucinadamente com a foto de Caim na tela. - Merda... - Resmunguei. Eu saí de cima dela, frustrada, irritada e com vontade de queimar o Caim vivo. Peguei o celular na não e me joguei ao lado dela, para atender. - Oi, seu empata f**a do c*****o! - Resmunguei. Rosa prendeu a risada. - Preciso de você. É urgente. Tipo, urgente mesmo. Venha literalmente voando. - Acho que desde que eu cheguei aqui, Caim nunca falou tão sério comigo. Desliguei o telefone e dei um beijo na testa de Rosa. - Não posso ficar, ele precisa de mim. Eu volto outro dia, e a gente... Termina o que a gente começou. - Ela se sentou na cama. Desci as escadas da casa dela correndo e fui tão rápida, que não deu tempo sequer dela sair da cama para me ver. Quando eu já estava lá fora, abri minhas asas e obedeci. Eu fui voando imediatamente até o Caim.
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