Imperador O pagode já tava no fim. O som ainda moía baixinho nas caixas, o cavaquinho chorando entre risos e vozes arrastadas. A galera se dispersava devagar, cada um indo no seu tempo. Uns rindo alto, outros encostando nos muros, tropeçando de cachaça. O cheiro de churrasco, cerveja e perfume barato ainda grudado no ar. Binho já tava enfiado num canto com a Brenda, quase engolindo a mina viva, sem pudor nenhum. Tomate berrava no meio da roda, zoando geral com uma latinha na mão e a língua mais solta que as calças dele. E eu ali... Com a mão no copo gelado e a cabeça fervendo. Vi quando Yasmin se levantou. Parecia cena de filme. A luz da varanda batia de lado, fazendo os cabelos loiros brilharem igual ouro. Ela puxou a alça fina do vestido pro lugar, jogou os fios por cima do

