cap 17 por que eu sou o Imperador

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Imperador O sol já tava se pondo quando eu subi de moto rumo à quadra, com a cara fechada e o pensamento voado. Binho vinha atrás de mim, rindo e falando merda como sempre, e o Tomate colado na cola, fazendo barulho com aquela moto dele que parece que vai desmontar a qualquer hora. Hoje era dia de jogo. E jogo de favela é guerra em forma de bola. Morro contra morro. Orgulho em disputa. Resenha, zoeira, aposta e respeito na reta. Subi na lomba com a quebrada viva, o povo sentado nas calçadas, o cheiro de churrasco invadindo a rua, os moleque batendo lata e gritando. A quadra já tava no clima. Aquecida. Quando estacionei a moto, cortei o giro e desci, o povo olhou. Porque onde eu chego, para. É lei. Moleque (cochichando) — Eita, o chefe vai jogar hoje? Imperador — Vê se aprend

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