A descoberta (parte 1)

715 Palavras
Três dias haviam se passado, era fim de tarde, Bárbara havia recebido seu cartão, Otávio a instruiu a baixar o aplicativo do banco, para que também pudesse usar pelo celular, com a ajuda dele ela o fez. – qual o limite? – ela perguntou, tendo em vista que não havia visto no aplicativo. – limite do que? – ele perguntou. – do cartão Otávio. – não tem limite, usa no débito ok, está vinculado a minha conta. – você é bem louco sabia. – por que? – ele perguntou. – dar um cartão de débito pra uma jovem de dezenove anos, sua sorte é que não sou nenhuma maluca. – não se preocupe com isso, nem que tente muito vai me levar falência, gaste o que quiser. – louco, pelo menos verifique os gastos. – por que eu faria isso? – porque é o seu dinheiro, não meu, é o certo. – se você diz. – disse ele dando de ombros, mesmo que verificasse os gastos, não iria limitar ou reclamar. – agora vou me aprontar pra ir para sair. – vai para o restaurante? – não, hoje vou sair com um amigo. – amigo? E você tem amigo? – ela perguntou em um tom descrente, naquele tempo que estava ali, ele não havia falado em amigos, e do jeito sério e frio que era, nem imaginava que tivesse. – sim. – fiquei surpresa agora, então você não é tão anti social quanto eu imaginava. – ela disse o fazendo rir. – eu não sou anti social Bárbara, convivo muito bem com todos. – e era verdade, convivia bem com as pessoas, mas não conseguia dar muito espaço em sua vida, mas esse amigo era especial. – e então, quem é esse amigo? – ela perguntou animada. – ele se chama Ferdinando, é o dono do restaurante que me deu emprego quando vim embora para cá. – ele havia sido muito importante na vida de Otávio, tinha dado a ele não só emprego, como também moradia, não era nada grandioso, mas ele permitiu Otávio morar em uma quitinete que havia nos fundos do restaurante, mas também tinha dado todo apoio a ele quando decidiu começar seu primeiro negócio. – que legal, vai lá, pra não se atrasar. – ela disse alegre, então ele seguiu para seu quarto, para se aprontar. Após a saída de Otávio, Bárbara foi para o quarto, tomou um banho relaxante e colocou um pijama que consistia em um short curto de seda e uma blusinha preta que marcava a cintura e o bico dos s***s, então deitou-se em sua cama e pegou seu celular, havia uma mensagem de um número estranho, mas como o DDD era de sua cidade, decidiu verificar do que se tratava, era Tom, um amigo de Guilherme e nas mensagens dizia “ oi Bárbara aqui é o Tom, peguei seu número com a Lídia sua amiga, preciso te contar algo sério, Guilherme é meu amigo, mas isso, não poderia esconder, você não merece, eu pensei muito se contava ou não, não queria te deixar mais triste, a pouco você perdeu sua mãe, mas pensei bem, é melhor você saber, escute o áudio” o coração de Bárbara se apertou, ela respirou fundo, então colocou o áudio “p***a mano, que noite maravilhosa, aquela gata me deixou morto, ela é boa demais, gostosa pra c*****o, me rendeu uma canseira, mas como a Baby não tem igual, a Baby é fora do comum, é linda, é gostosa, boa de cama como nenhuma outra, e eu amo ela, mas eu vacilei cara, a mãe dela faleceu e eu não tava lá porque tava transando com outra, só vi as mensagens dela no dia seguinte, quando já estava pra acontecer o enterro” ao ouvir aquilo, Bárbara deixou seu celular cair no chão, lágrimas escorreram por seu rosto, o cara a quem ela havia sido fiel por três anos, a quem havia dedicado seu amor e compreensão, era um traidor, enquanto ela chorava a morte da mãe ao lado de Otávio, ele tinha uma noite de prazer com outra. – não, não acredito que ele fez isso. – disse ela sentindo uma dor em seu peito que fazia seu corpo tremer, de raiva, de ressentimento, de dor, então desabou em lágrimas
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