O sol nasceu tímido naquela manhã de inverno em Nova York. A luz atravessava as cortinas finas do quarto de hotel, iluminando suavemente os lençóis amarrotados. Sthefany abriu os olhos devagar, sentindo o corpo ainda dolorido e entregue à intensidade da noite anterior. Ao seu lado, Ricardo dormia, a respiração lenta, o braço ainda pousado sobre a cintura dela como se quisesse garantir que ela não fosse a lugar nenhum. Por alguns segundos, ela apenas ficou ali, observando-o. O cabelo escuro desalinhado, o maxilar marcado, os lábios entreabertos. Ele parecia menos imponente enquanto dormia, mais humano, mais vulnerável. E foi nesse detalhe que o coração dela apertou. A lembrança do que viveram na noite passada fez seu corpo estremecer. Cada beijo, cada toque, cada gemido ainda ecoava em su

