O avião cortava o céu de Nova York para o Brasil, e Sthefany sentia cada vibração como se fossem facadas no peito. Quinze dias haviam passado rápido demais, como um sonho intenso do qual não queria acordar. A janela à sua frente mostrava nuvens brancas que se estendiam até onde a vista alcançava, e ela sentia-se suspensa entre o que vivera e o que a aguardava. O corpo ainda ardia de memórias: cada beijo de Ricardo, cada toque que roubara seu fôlego, cada noite de entrega. Mas agora, a consciência pesava, lembrando-a de que o prazer e o desejo carregavam consigo uma sombra — algo que ela ainda não compreendia completamente, mas que sabia que a seguiria pelo resto da vida. Enquanto o avião ganhava altitude, Sthefany fechou os olhos e deixou-se levar pelas lembranças. Cada rua de Manhattan,

