Neve e Suspiros

1135 Palavras
O vento gelado cortava o rosto de Sthefany enquanto ela caminhava pelas ruas iluminadas de Manhattan. Pequenos flocos de neve caíam suavemente, pousando sobre o cabelo e os ombros dela, criando uma cena quase cinematográfica. Mas, por mais bonita que fosse a cidade coberta de branco, seu foco estava em Ricardo. Ele caminhava ao lado dela, mãos nos bolsos, expressão calma, porém intensa, como se cada detalhe ao redor passasse despercebido diante dela. — Você parece impressionada com tudo — disse ele, olhando-a de soslaio, um sorriso divertido nos lábios. — É… tudo é tão diferente… tão grande — respondeu Sthefany, sentindo o frio misturar-se ao calor que percorria seu corpo por causa da presença dele. Ricardo riu, baixo, quase um murmúrio que ela sentiu como se fosse só para ela. — Diferente, sim… mas você também é diferente — disse, aproximando-se um pouco mais, diminuindo a distância entre eles. — E de um jeito que me intriga. Ela sentiu um arrepio subir pela espinha. — E eu nem sei se quero que me descubram totalmente — murmurou, desviando o olhar e sentindo o calor subir às bochechas. — Eu não estou aqui para descobrir nada que você não queira mostrar — disse ele, com firmeza, mas com uma suavidade que parecia envolver cada palavra. — Estou aqui para aproveitar o que existe entre nós, enquanto podemos. O silêncio que se seguiu foi carregado de tensão. Eles continuaram caminhando, lado a lado, mãos quase se tocando, cada movimento pequeno intensificando a proximidade. A neve caía com mais intensidade, cobrindo ruas, carros e passantes. Mas nada disso parecia importar. O mundo se resumia a eles, aos olhares, aos toques que se tornavam inevitáveis. Quando chegaram a uma pequena praça, o chão coberto de neve refletia as luzes dos postes, criando um brilho mágico ao redor. Ricardo parou e olhou para Sthefany, avaliando cada detalhe dela, cada gesto, cada respiração. — Eu sinto que… não posso ignorar isso mais — disse ele, aproximando-se, voz baixa e rouca. — Não posso ignorar você. Sthefany sentiu o coração disparar, o corpo reagindo involuntariamente à proximidade. — Eu… eu também não consigo — confessou, quase sem fôlego. Ele sorriu lentamente, e antes que pudesse reagir, passou uma das mãos pelo rosto dela, afastando delicadamente alguns fios de cabelo. O toque, suave e firme ao mesmo tempo, fez Sthefany arrepiar. Era impossível negar o que sentia. O desejo crescia dentro dela, intenso, urgente. — Posso? — perguntou ele, aproximando o rosto do dela. Ela assentiu, incapaz de falar. Tudo ao redor desapareceu. O frio, a neve, o som da cidade — nada importava. Apenas os olhos dele e a sensação de proximidade que fazia seu corpo inteiro vibrar. Quando finalmente seus lábios se encontraram, o mundo explodiu em sensações. O beijo começou suave, exploratório, mas rapidamente se tornou urgente, carregado de desejo e necessidade. Cada movimento, cada toque transmitia algo mais profundo do que palavras poderiam expressar. Sthefany sentiu as mãos dele se entrelaçando à dela, puxando-a para mais perto. O corpo dela respondeu instintivamente, aproximando-se, encostando-se nele, sentindo a firmeza de Ricardo, a temperatura de sua pele, o calor que crescia a cada segundo. — Você me deixa louco — murmurou ele entre beijos, sussurrando contra os lábios dela. — E você… me deixa sem controle — respondeu ela, incapaz de conter o tremor que percorria cada fibra de seu corpo. O frio da neve desapareceu diante do calor que surgia entre os dois. A intensidade do desejo era palpável, cada respiração compartilhada aumentava a urgência, cada toque parecia despertar algo primitivo e irresistível. Ricardo deslizou as mãos pelas costas dela, explorando, puxando-a para mais perto, enquanto Sthefany correspondia com a mesma entrega, sentindo cada centímetro do corpo dele reagir ao seu toque. O mundo inteiro parecia ter parado, e nada importava além daquele momento. — Nós… não deveríamos estar fazendo isso — murmurou Sthefany, tentando recuperar o fôlego, mas a voz falhou, carregada de desejo e arrependimento. — Talvez — respondeu ele, com um sorriso sedutor — mas eu não consigo resistir. E acho que você também não. Ela suspirou, incapaz de negar. Cada fibra do seu corpo pedia por ele, e a química entre os dois era impossível de ignorar. Ricardo segurou o rosto dela com delicadeza, aproximando-se novamente, e o beijo se intensificou, mais profundo, mais urgente. A neve caía ao redor, testemunha silenciosa da entrega de ambos ao desejo crescente. Sthefany sentiu as mãos dele descerem lentamente pelos braços, provocando arrepios, enquanto ele pressionava o corpo contra o dela, sentindo cada curva, cada reação. A cada toque, a cada beijo, eles exploravam um território que ninguém jamais tinha explorado com eles. Era intenso, proibido e irresistível. — Eu quero você — sussurrou Ricardo, com a voz rouca, aproximando os lábios do ouvido dela. — Eu também… — respondeu Sthefany, sem conseguir esconder o tremor de excitação que percorria o corpo. Eles permaneceram ali, abraçados, os corpos próximos, compartilhando calor e desejo. Cada beijo, cada toque, cada respiração era carregada de promessa e intensidade. Sthefany sentiu que estava se entregando de maneira completa, algo que nunca havia sentido antes. A química entre eles não era apenas física; havia uma conexão emocional profunda, uma atração que ia além do prazer imediato. Quando finalmente se separaram, respirando pesadamente, os olhos deles se encontraram novamente. Um sorriso travesso curvou os lábios de Ricardo. — Acho que esses quinze dias serão ainda mais intensos do que imaginávamos — disse ele, segurando a mão dela novamente. — Sim — respondeu ela, sorrindo timidamente, mas sentindo o coração acelerar. — Muito intensos… Eles continuaram a caminhar pela praça coberta de neve, mãos entrelaçadas, a tensão diminuindo lentamente, mas a química permanecendo. Cada passo era carregado de expectativa, cada gesto carregado de desejo não declarado. Sthefany sabia que aqueles quinze dias em Nova York não seriam apenas uma viagem. Seriam quinze dias de descoberta, prazer, entrega e arrependimento. Quinze dias que a transformariam para sempre, e a cada momento ao lado de Ricardo, ela percebia que estava se perdendo no desejo e, ao mesmo tempo, se encontrando de uma maneira que nunca imaginou. O frio da cidade contrastava com o calor que sentiam juntos, e cada toque, cada beijo roubado, cada sussurro aumentava a intensidade da paixão que crescia entre eles. Era perigoso, excitante e completamente irresistível. Enquanto se despediam naquela noite, com promessas silenciosas nos olhares, Sthefany percebeu que não havia volta. Cada segundo com Ricardo era uma mistura de prazer, arrependimento e desejo incontrolável. Quinze dias pareciam curtos demais para tudo que poderiam sentir, descobrir e viver. E assim, entre flocos de neve, suspiros e beijos intensos, Sthefany começou a compreender que aquela viagem não seria apenas uma aventura. Seria uma experiência que mudaria sua vida para sempre — intensa, proibida, arrebatadora.
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