Eu já estava no convento. Estava no escritório esperando à Madre Superiora. Sei que ela vai ficar meio sentida por eu não está mais usando os hábitos, mas eu não posso mais fazer isso. Não posso e nem quero. Fico andando de um lado ao outro. Vejo à porta sendo aberta e à Madre Superiora passar por ela. À mesma me olha de cima em baixo e sei que lá vem bronca.
- Vejo que resolveu dar sentido à sua vida. Ela fala, mas não magoada.
- Sim. Eu peço perdão por não ter te falado, mas às emoções de ontem me fez ver que eu estava totalmente enganada com à minha decisão de ser Freira.
- Eu já sabia disso, e não queria que fosse dessa forma que você descobrisse. Eu sabia que mais cedo ou mais tarde você nos deixaria.
- À Sra não está chateada comigo? Indaguei me sentando.
- Não. Nunca estive chateada com você Ana. Sei o motivo de você ter entrado aqui, sei o motivo de você ter decidido ser Freira e sei também o motivo de você está saído. Será que ela sabe que Christian e eu nos envolvemos? Do jeito que aquele homem é, não duvido que ele falou algo para ela. Ele não tem nenhum pingo de vergonha de nada, então eu não duvido.
- Eu quero saber o que tenho que fazer para sair disso.
- Nada. Frazo à testa. Eu tomei à liberdade e fiz o pedido para você. Eu deixei bem claro os motivos que você entrou para o convento, então eles estão avaliando sua saída.
- Mas corre o risco deles rejeitarem? Indago com receio disso.
- Não se preocupe. Tudo vai dar certo. Agora quero saber onde você vai ficar? Suspiro.
- Seu sobrinho não vai me deixar em paz se não aceitar morar com ele. Ela começa à rir. À Sra está rindo? Ele é louco não é? Pode me dizer à verdade. Ele já foi atestado por algum médico. Ela gargalha e eu acompanho.
- Não. Ele é daquele jeito mesmo, mas é uma boa pessoa e tenho certeza que você será muito feliz com ele. Fora que irá tirá-lo da rotina dele, porque o mesmo só sabe trabalhar.
- Já percebi isso. Quer porque quer que eu procure um lugar para sua empresa aqui e à Fundação. Porque senão ele irá voltar para à Rússia.
- Ele voltar ou vocês dois irem para embora?
- Eu não sairia daqui nunca Madre. Ainda mais agora que tenho meus irmãos mais perto.
- Ele também não iria então sem você, porque eu não me engano. Ele gosta de você e fará qualquer coisa para te manter do lado dele. Dou de ombros, porque não sei se isso é verdade. Às vezes fico pensando que não passarei de um brinquedo para ele, mas vamos ver no que dar. Eu só preciso me concentrar em outra coisa que não seja nele vinte quatros horas.
- Madre, eu só querer continuar fazendo às obras de caridade. Posso continuar atendendo às crianças aqui e até mesmo do hospital?
- Aqui não vejo problema, agora no hospital, você estava lá nos representando. Representando à Igreja e o Convento, não poderá fazer isso em nosso nome, mas também não acho que será problema você ser contratada por eles.
- Espero continuar trabalhando lá. Não quero deixar de atender crianças que precisam.
- Você tem um coração de ouro Ana e sei que vai se dar bem fora daqui. Eu te desejo tudo de bom, Toda felicidade do mundo. Me levanto. Ela também se levanta e eu à abraço.
- Obrigada por tudo Madre. Obrigada por ter me acolhido de braços abertos, obrigada por nunca desistir de mim. Ela me abraça forte.
- Seja feliz filha. Qualquer coisa que precisar, eu estarei aqui. E se aquele menino te magoar, seja um pouco que for, pode vir aqui, que eu vou dar um jeito nele. Sorrio para ela. Me despedir e fui para à loja que Greta estava me esperando.
Antes de entrar no carro o segurança me deu um celular. Ele disse que o patrão havia pedido para me entregar. Já sabia que ele iria fazer isso. Logo vir o número de Ray gravado na agenda. Resolvi ligar para ele, porque quero saber dos meus irmãos e também quero que ele pegue com Elena uma coisa para mim.
- Até que enfim Ana. Achei que teria que ligar novamente para o Grey para saber de você. Nossa, esses homens em minha volta fazem tempestade em copo d'água.
- Ray, calma. Eu estou bem. Como está meus irmãos?
- Levantaram perguntando por você. Querem te ver de novo. Onde você está ficando? Ainda no convento? Droga, como falo com ele que estou na casa do Grey.
- Não Ray, eu fiquei no apto de Christian.
- Você e ele estão ficando?
- Estamos nos entendendo. Não sei o que será do amanhã ou depois, mas hoje estamos nos entendendo.
- Eu quero que você escolha um apto para você morar. Não quero você desamparada. Se não der certo com esse rapaz, pelo menos você tem seu lugar e continuará à sua vida.
- Ray, eu te agradeço, mas eu vou me arriscar. Se houver qualquer problema, você será o primeiro à saber.
- Eu espero mesmo, porque eu vou à Londres sempre me certificar que você está bem. Não quero te ver sofrendo novamente minha linda.
- Obrigada pelo carinho Ray. Eu te amo muito.
- Eu também te amo. Mais tarde vou te ligar para seus irmãos falarem com você.
- Vou amar falar com eles. Mas me faz um favor.
- Peça.
- Elena quando me deixou ser levada, pegou uma correntinha que tinha um coração com à foto da mamãe e sua. Peça para ela e me devolve. Eu amo aquela correntinha. Foi mamãe que me deu, e é à única coisa que tenho dela.
- Pode deixar. Estará nas suas mãos até à noite filha.
- Obrigada! Eu te amo.
- Também te amo. E qualquer coisa me liga. Estarei aqui para você e por você. Sorrio de me despeço antes de desligar.
Na loja, Greta já estava me esperando. Uma outra mulher que descobre ser uma personal Shopper estava lá para me atender e me ajudar à escolher roupas para todas as ocasiões. Ela me apresentava várias roupas para o dia à dia e várias para sair. Fiquei abismada com tantas roupas que ela já tinha escolhido para eu aprovar. Eu não estava bem com isso. Não queria que Christian ficasse gastando comigo dessa forma, porém eu sei também que tenho um homem do meu lado extremamente bipolar e sensível, porque para reclamar que eu estava fazendo pouco caso dele. Nunca vi homem igual. Na verdade não estava habituada à lidar com homem de forma nenhuma. À não ser Ray, o resto não conhecia e nem fazia ideia se todos eram intensos igual à Christian.
Tratei de levar tudo que à Shopper me apresentou, desde roupas íntimas à sapatos e sandálias de vários modelos. Ela não me deixou ver o preço de nada e nem saber o valor total. Tive que me contentar em ir para o apto de Brianna falar com ela. Já tinha ligado para o celular dela e à mesma está em casa.
Cheguei no prédio e subir. Bate campainha e Tommy abriu à porta.
- Olha quem apareceu e não está vestida de Freira. Me Deus, temos sim um milagre aqui. Ele brinca e me puxa para um abraço.
- Desse jeito você me esmaga. Digo brincalhona.
- Estava com saudades de você. Veio aqui à dias atrás e nem me esperou.
- Desculpe, mas eu tinha que voltar para o convento. Cadê Brianna?
- Está no quarto. Ela já está vindo para almoçarmos. Assinto.
- E como andam as coisas? Indaguei me sentando e ele me acompanha.
- Bem. Estou tentando com sua amiga que ela tire férias agora comigo para podermos ir à Roma conhecer à minha família.
- O problema Ana que eu não tenho tempo agora e esse aí não entende. Brianna fala chegando na sala. Cadê seu hábito?
- Eu desistir de ser Freira. Tirei ontem e não vou colocar nunca mais.
- Eu não posso lamentar. Você fez à escolha certa, aquilo não era para você. Cansei de te falar isso. Então não se sinta m*l. Você merece à vida livre daquilo e que tenha uma vida mais feliz do que se enclausurar em um convento.
- Nisso Brianna tem razão. Você estava desperdiçada naquele lugar. Tommy fala eu sorrio dele.
- Vocês dois não tem jeito né.
- Mas cadê suas malas que não estou vendo? Eu disse que você poderia morar com à gente.
- Desculpe Brianna, mas um certo Sr não me deu muita escolha. Me intimou à morar com ele. E estou vendo se vai dar certo.
- Quer dizer que o Sr Grey conseguiu te trazer para ele? Ela pede com maior sorriso.
- Vamos ver no que dar né Brianna. Eu disse que podíamos ir com calma, mas parece que essa palavra não existe no dicionário dele.
- Espero que der certo e caso não dê, nosso apto está aqui para você. Seu quarto vai estar esperando.
- Muito obrigada! Vou lembrar disso.
- Agora vamos almoçar meninas porque eu ainda tenho que voltar à trabalhar. Tommy pede e assim Brianna e eu levantamos.
Durante o almoço conversamos muito sobre eu trabalhar na minha área. Eu ainda não tinha ideia de como iria proceder no hospital, mas eu queria continuar exercendo minha carreira. Eu iria conversar com Christian sobre isso mais tarde, já que ele é o dono do hospital.
Passei o resto da tarde com Brianna. Ela não tinha que voltar para seu trabalho e então passamos à tarde juntas. Tommy voltou para seu trabalho depois do almoço, portanto ficamos só nós duas fazendo bolo e comendo. Falando besteiras e combinado de sairmos mais. Agora que eu estava livre do convento, ela me disse que poderíamos sair mais. Voltarmos à conversar como antes que ela também fazia parte do Convento.
Já era seis horas quando fui embora para o Apto de Christian. Cheguei lá e o mesmo estava na sala lendo uns papéis.
- Achei que eu teria que ir pessoalmente te trazer para casa Lyubimaya. Reviro meus olhos.
- Não era necessário uma vez que seu segurança estava comigo para baixo e para cima. Digo entrando na cozinha e pegando uma garrafinha de água.
- Como foi com minha tia?
- Bem. Achei que seria difícil, mas não foi. Ela compreendeu à situação.
- Tia Gail é uma mulher e tanto. De um coração maravilhoso.
- Isso é mesmo. Como vai ser à minha situação no hospital? Questiono de uma vez. Se for preciso tento uma vaga em outro hospital.
- Você vai continuar trabalhando lá. Mas agora sendo paga para isso.
- Entende. Para mim tudo bem.
- Mas e quanto à nossa conversa de você arrumar os locais para mim? Quando você poderá começar?
- Eu não terei escapatória mesmo né?
- E porque teria?
- Será que eu vou ter um tempo para mim? Para eu me dedicar ao que eu quero?
- Quem faz seu tempo é você, Lyubimaya. Porém eu quero que você dedique um pouco do seu tempo à mim também. É pedir demais?
- Não sei, é pedir demais para você?
- Você me tem em qualquer hora Lyubimaya, e se você quer mais tempo comigo basta me dizer.
- Eu não disse do seu tempo, mas sim do meu.
- Quando é que você vai começar à procurar os imóveis? Ele não existe.
- Vou tomar um banho. Digo passando por ele.
- Te espero para o jantar e conversarmos mais sobre isso. Como posso lidar com ele? Como eu faço para lidar com essa energia toda? Suspiro me dando por vencida. Mas ele não pense que vou ceder sempre às vontades dele, porque não irei.