CAPÍTULO 7

2089 Palavras
Eu ainda estava pensando em como iria me desdobrar para ficar no Orfanato e continuar com as consultas aqui. Não sabia mesmo como iria fazer, mas eu daria um jeito. - Então? Estou esperando você me responder. Grey pede e eu olho para ele. - Não sei ainda o que vou fazer e como vou fazer. Mas eu darei um jeito. Digo e ele sorri e se senta. - Que ótimo, assim pode dar um jeito de me encaixar em dois ou três dias na semana. Esse homem era muito para minha cabeça. Como consegue ser tão arrogante e petulante dessa forma? - Eu não posso ficar à sua disposição. Eu tenho às minhas coisas para fazer no convento, portanto acredito que você possa achar outra pessoa para te ajudar. Ele dar um sorrisinho de lado e se levanta. - Anastásia, eu acho que você não me entendeu. Eu não quero outra pessoa, eu não vou arrumar outra pessoa. Você pode não querer me ajudar, mas eu quero sua ajuda e vou fazer de tudo para você ficar à minha disposição pelo menos esses três dias na semana. Ele segura no meu braço com gentileza, e esse contato me deixa sem graça. Me afasto dele. - Você nunca levou um não? - Costumo já ter o não em mente, mas busco sempre o sim. E é isso que estou fazendo com você. Quero que você me ajude. Vamos fazer uma ótima dupla. Reviro os olhos. - Depois que o Sr conseguir os locais, o que será feito? Indaguei querendo saber se ele só quer os lugares para montar à Fundação e da empresa dele, o mesmo vai me deixar em paz. - Você será responsável por tudo da Fundação. - Não. Eu não posso e nem quero. Falo aflita com essa responsabilidade. - Porque? - Porque eu já tenho muitas coisas para fazer. Já estou envolvida em várias obras de caridade. Não posso me envolver em mais nada. Eu vou te ajudar à procurar os imóveis, mas não assumirei à responsabilidade de cuidar da Fundação. - Vamos ver isso mais para frente, por enquanto você acha o lugar e depois vamos sentar para conversar. - Eu gosto das coisas claras Sr Grey. Eu não posso firmar um compromisso com o Sr sem ter como. - Eu também gosto das coisas claras Anastásia, e é você que está dificultando. Entendo que você tenha suas consultas, que tem um orfanato para assumir, tem seus deveres no convento. Mas eu quero saber como você vai fazer para me encaixar na sua vida. Nas suas prioridades. Elevo minhas sobrancelhas. Esse homem é louco. - Eu preciso encaixar você na minha vida? Porque? Indago incrédula. - Achei que tinha ficado claro. E porque eu não pretendo sair dela tão cedo. - O Sr sabe que sou uma Freira e não pega bem eu ficar andando com um homem do meu lado que não seja um padre, ou um religioso qualquer? Pedi vendo o mesmo se aproximar. Ele circula meu corpo e para atrás de mim. - Acho bom você tirar esses hábitos, porque eu não vou me importar se alguma notícia sair na mídia dizendo que eu estou andando com uma Freira. Ele sussurra no meu ouvido e depois dar uma leve mordida no lóbulo. Fico sem reação. Somente saio de perto dele assustada com seu ato. - O que o Sr pensa que está fazendo? Indaguei irritada. O Sr não encoste em mim de novo. - Desculpe, mas desde o dia que te vi naquele evento eu não estou conseguindo me controlar perto de você. Minha vontade é de tirar essas roupas de freira e te possuir em cima dessa mesa. Fico em choque com que ele fala. - Vai embora, e nunca mais me procure. Falo abrindo à porta. - Eu vou embora, mas vou voltar. E por mais que você me rejeite agora, eu sei que vou conseguir ter você. - Você é doente. - Não me considero doente. Me considero um homem que está com um desejo enorme por uma Freira, mas eu tenho em mim que isso vai mudar. Eu vou conseguir te ter e vamos resolver isso. Ele fala saindo e eu fecho à porta sentindo meu coração bater forte. Isso não é possível. Ele não tem que sumir da minha vida. Vou para à minha mesa e pego minha garrafa de água. Bebo nervosa lembrando da ousadia dele. - Eu terei que manter uma distância dele. Sei que o mesmo não vai desistir que eu encontre os imóveis, mas eu posso fazer isso sem que fiquemos perto. Se ele não tem respeito por mim, eu tenho e farei tudo para não está ao alcance dele. O Resto da tarde atende mais cinco crianças e depois fui embora. Eu ainda estava pensativa com o que aquele homem fez. Ele não tem nenhum pingo de respeito mesmo. Não só por eu ser freira, mas também por eu não ser nada dele. Como pôde agir daquele jeito? Como não tem nenhum tipo de bom senso para ver que eu sou uma religiosa? Ele não presta mesmo. Chego no convento irritada. Eu estava com muita raiva dele, de mim por deixar ele encostar em mim. Isso não vai acontecer mais. Farei o que ele me pediu, mas não vou ceder nunca às investidas dele. - Você está bem irmã Ana? Irmã Gertrudes pede me olhando. - Sim. Boa noite! À madre está no escritório? - Não. Ela está fazendo uns biscoitos na cozinha. Assinto indo para lá. Quero dizer à ela que vou procurar os imóveis para o sobrinho arrogante dela. Só isso e depois voltarei assumir minhas funções no Convento. Assim que chego na cozinha, me deparo com à cena que não queria ver. Na verdade com o homem que não queria ver tão cedo na minha vida. O que ele está fazendo aqui? que droga! - Boa noite irmã Ana. À Madre Superiora indaga olhando para mim sorrindo. - Boa noite! Não sabia que à Sra tinha visita. Depois falo com à Sra. Digo me retirando. - Meu sobrinho me disse que você aceitou procurar os imóveis para ele. Ela fala e eu me viro para ela. O maldito tem um sorriso no rosto. - Sim. Eu aceitei e iria conversar isso com à Sra . Mas eu vou me retirar e depois conversamos. - Algum problema irmã Ana? Ela indaga. - Não. Sou estou cansada. Digo à verdade, porque realmente cansada. - Não quer comer uns biscoitos com à gente? O arrogante pede e eu balanço à cabeça em negação. - Não. Muito obrigada! Boa noite. Saio dali com raiva dele está aqui. Droga. Isso não deveria me afetar, mas é mais forte do que eu. Vou para meu quarto. Tomo meu banho e depois me ponho de joelhos em frente ao altar que tem no meu quarto. Começo à pedir à Deus entendimento e discernimento para tudo que está acontecendo na minha vida. Peço à ele para afastar qualquer distração que venha me afastar da vida com Ele, da comunhão com Ele. Eu quero continuar na sua presença e continuar dentro do que Ele proporcionou para minha vida. Peço perdão pelas minhas falhas diária. E agradeço pela minha vida e pela vida dos meus irmãos que onde quer que eles estejam. Assim que termino escuto uma batida na minha porta. Atendo. - Madre? Indaguei surpresa por ela está ali. - Você está bem? Assentir. Não pareceu. Pareceu nervosa e irritada com algo. - Impressão sua Madre. Minto. - Christian está feliz por você ajudá-lo. - Eu disse que só iria ajudá-lo à achar os imóveis, e depois ele seguia com sua ideia. - Ele me disse. Disse que você não quer assumir à Fundação, por causar do Orfanato e suas funções aqui. - Não tem porque eu assumir mais algum trabalho. Eu já tenho uma vida cheia de coisas para fazer. E gostaria de ver com à Sra uma forma de ir para o Orfanato e continuar com minhas consultas no hospital. - Uma Madre Superiora da Inglaterra está vindo para assumir o Orfanato. Franzi à testa. - Porque? Não estava certo que seria eu? Indaguei sem entender. - Eu pedi que fosse outra pessoa. Você realmente está com muita coisa para fazer, e outra, eu pensei no hospital. Você não teria tempo de dar suas consultas lá. Eu pensei no seu bem estar. - Tudo bem. Eu também estava com receio de ficar longe dos meus pacientes. Digo e ela sorrir. - Você não vai descer para jantar? Ela indagou olhando para minha camisola de algodão. - Não estou com fome. Prefiro me deitar para descansar. - Christian me disse que levou o almoço para você e você não comeu. Está fazendo algum tipo de jejum? - Não. Só não achei certo aceitar nada dele. Ela assentiu. - Tudo bem. Mas você comeu algo durante o dia? - Comi um lanche no hospital. Não se preocupe. Eu estou bem. - Tudo bem. Vou deixar você descansar. Amanhã nos falamos mais. Assinto. Boa noite! - Boa noite! Ela vai embora e eu me deito para dormir. Amanhã tenho que ficar no convento, mas posso começar à procurar esses imóveis para o Sr Grey. Fecho meus olhos e me vejo pegando no sono. Eu estava sentada em um lugar diferente. Era uma sala, mais exatamente um escritório. Não era o da madre e nem sabia de quem era. Vi à porta se abrindo e por ela passar o Sr Grey. O que ele faz aqui? - Que bom que veio Anastásia. Ele fala se sentando perto de mim. - Gostaria que o Sr tivesse mais respeito por mim e me chamasse de Irmã Anastásia. Ele se levanta sorrindo e rodeia minha cadeira. - Fico imaginando o que você está vestida por baixo dessas roupas largas de Freira. Ele fala tocando em meu ombro e eu tento levantar, porém ele vem para frente e me trava na cadeira. - O Sr está sendo um canalha, ridículo. Muito desrespeitoso. Ele me dar um sorriso safado e depois puxa à cadeira para à minha frente e se senta. - Eu quero você. Ele começou à subir à parte de baixo do vestido. Estava nervosa com o ato dele. Quando já estava para passar dos joelhos, eu estava bem incomodada, tanto com o olhar dele em mim como por suas mãos na minha pele. Tentei levantar, mas ele me travou e continuou subindo sua grande mão para dentro do meu habito. - Por favor pare. Isso não é certo. - Isso é mais que certo. É desejo, é amor, é meu corpo querendo o seu. E... Ele chega na minha i********e. Posso sentir sua excitação aqui. Ele fala passando seus longos dedos na minha i********e por cima da calcinha. Você me quer tanto quanto eu te quero. - Não. Isso não é verdade. Digo me levantando nervosa. Ele segura meu braço. - Não adianta você fugir. Você será minha. Ele fala e eu balanço à cabeça em negação. - Não. Isso não é certo. Não pode acontecer. Não pode acontecer. Digo olhando nervosa para ele. Ele me puxa para seus braços e tenta me beijar. Eu tento escapar dos seus braços, porém ele é mais forte do que eu. - Não foge. Você quer o mesmo que eu. - Não. Não quero. Isso é errado. Acordo suada. Desnorteada pelo sonho. Isso não pode acontecer. Eu tenho que me afastar dele. Eu não posso contra à doutrina e os votos que eu fiz. Me levanto para beber água. Eu estou nervosa com esse sonho. Isso não pode acontecer de jeito nenhum. Respiro fundo e volto para cama, porém me assusto em sentir minha calcinha úmida. Me toco nervosa. Isso não pode está acontecendo. Eu preciso pedir perdão à Deus por essa falha, pelos meus pensamentos pecaminosos. Por esse sonho pecaminoso. Me ajoelho e começo à pedir perdão à Deus. - Perdão Deus! Eu não deveria ter esses tipos de sonhos. perdão por minhas falhas, pelo meu pecado. Confesso à Te meus pecados. Me oriente para que eu não possa mais pecar contra Ti. Me afaste de qualquer m*l ou pessoa que possa me afastar de Ti e da sua obra. Peço com veemência. Amanhã irei à paróquia para me confessar. Eu não posso deixar as coisas chegarem ao ponto do sonho. Não posso deixar que aquele homem consiga me transformar em pecadora. Eu farei de tudo para fugir das investidas dele.
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