Capítulo 1

1302 Palavras
Victor — Querem aumentar as apostas? — o homem engomado, à minha frente, pergunta. — Sim, irei dobrar a aposta. — lhe respondo sério, encarando os homens que estão jogando comigo. No fim, certamente por se sentirem ameaçados ou simplesmente não ficarem por baixo, todos aceitam dobrar, alguns até triplicam. Estamos na parte da alta sociedade do maior cassino da Rússia. Vejo um dos homens cochichar algo no ouvido da loira atrás dele e os dois rirem. Ela se inclina, mostrando seu enorme decote, não se intimidando por todos estarmos babando em seus belos seiös siliconados. Então assopra o dado na mão do homem e em seguida o lança, esperando o resultado. Noto seu olhar presunçoso e seu sorrisinho ganancioso logo após ver que ganhou, mais uma vez. Nesse momento, não me importo em perder, porque o que estou fazendo é apenas uma jogada de mestre. Após seu triunfo, ele termina sua bebida e se levanta, ajeitando os botões do seu terno de milhões e sai, acompanhado da loira peituda. Espero eles se afastarem mais e os sigo, um pouco mais distante. Como se notasse que está sendo seguido, ele para, olhando para trás. Mexo numa das máquinas de apostas, para não comprometer o meu disfarce. — C'è qualche problema, tesoro? (Algum problema, amorzinho?) — a loira peituda e de voz aguda, pergunta a ele em italiano, alisando seu ombro. — Era solo un'impressione... (Foi apenas impressão...)— ele a responde no mesmo idioma. Sorrio de lado sem mostrar os dentes ao escutá-lo. Quando vejo-os andando novamente, volto a segui-los. Os dois vão em direção aos quartos do lugar. Entram num dos elevadores e eu entro no elevador ao lado. Não posso arriscar ser visto. Enquanto o homem abre a porta do quarto, já noto sua mão habilidosa, como um perfeito cafajeste, abrindo o laço do vestido da mulher e beijando os ombros dela. Sinto nojo disso, pois, se tratando de um homem bem mais velho que ela, certamente ele está pagando por uma boa fodä. Isso acontece muito no meio em que vivemos. Os mais poderosos se apoderam das mais indefesas. Ambos entram no quarto e ele empurra a porta para fechá-la, porém, sou mais rápido, corro e coloco o pé, impedindo-a. Continuo na mesma posição, até que eles se afastem e não me vejam. Após entrar, o homem tira a roupa, ficando somente de cueca e deita na cama, chamando-a com a voz baixa. — Andiamo, tesoro... (Vem, gracinha...) Ela faz uma dancinha sensual, enquanto vai se despindo e eu observo tudo de onde estou, escondido. Percebo que não posso mais esperar. Pego minha arma na parte de trás da calça social, miro na perna dele e disparo. — Ah, pörra! — o homem geme e o sangue espirra na barriga da mulher, que está aos berros. Saio do meu esconderijo, segurando uma arma em cada mão. Uma apontada para ele e outra para ela. — Ti prego, non uccidermi, ragazzo... (Por favor, não me mate, moço...) — a loira está se tremendo toda, com as mãos para cima e chorando. — Não pretendo, é só você colaborar — a encaro sério — Cadê as outras? — pergunto ao homem na cama, gemendo de dor e segurando a perna, onde a bala penetrou. — Do que está falando, seu filho da putä? — Se me insultar será pior, então, muito cuidado com suas palavras, meu caro... Onde estão as outras? As mulheres traficadas que você comprou? Fala, cäralho! Atiro na outra perna dele. — Ah, filho da püta! — ele geme de dor e se contorce. — Si trovano tutti nel capannone nella parte alta della città (Estão no galpão na parte alta da cidade.) Siamo stati tutti portati lì (Fomos todas levadas para lá.) — a loira assustada dispara. — Vädia! Eu te mato. — mesmo sem forças e gemendo de dor, o filho da putä repreende a mulher. — Muito obrigado, senhorita. Garanto que seu esforço irá valer a pena. E você, nos vemos no inferno. — dito isso, aponto a arma para a cabeça dele e atiro. Sua cabeça bate contra a parede, pelo impacto do tiro e seu corpo desliza até a cama, sujando tudo de sangue. Guardo ambas as armas, uma na parte de trás da calça e outra na parte interna do terno. — Vamos! Você vem comigo, se veste. — ordeno para a loira, não lhe dando brecha para recuar ou tentar fugir. — Dove mi stai portando? (Para onde vai me levar?) — ela pergunta, se levantando devagar do chão e ainda muito nervosa. — Onde estão as outras. Preciso que me mostre onde fica esse lugar, irei tirá-las de lá e enviá-las de volta para suas casas. Mesmo estando muito nervosa, ela pega a roupa no chão e se veste rapidamente. — Vai na frente! — ordeno e ela obedece — Qualquer gracinha, eu atiro, ouviu bem? — encosto bem no seu corpo para que sinta o material da arma e sussurro em seu ouvido para que ninguém mais ouça. Permaneço sério. — Sì... Sì, signore... (Si... Sim, senhor...) — sua voz quase não sai, devido ao nervosismo. — Ótimo! Agora anda. — impulsiono-a para a frente. (...) Chegamos ao tal galpão e, obviamente, o lugar estava guardado por soldados. Eu e os soldados da Bratva atiramos em todos, não sobrando um para contar a história. Assim que entramos, vi que a situação das mulheres era caótica. Estavam todas acorrentadas e com a boca tapada. O cheiro de fezes e urina forte. Dadas as circunstâncias, provavelmente não era possível elas fazerem suas necessidades como se deve. Ordenei que colocassem todas no caminhão e as levassem de volta para seus lares. Quando chego em casa, assim que entro na sala, vejo meus pais conversando com algumas pessoas. Alguns rostos são um tanto familiares, outros não. Reparo também numa mulher muito linda. Pele clara, cabelos longos e negros, e olhos azuis. E um corpo capaz de fazer qualquer homem perder o juízo. Ela está séria, não parece estar contente em estar aqui. — Bom, não era exatamente nessas circunstâncias que eu esperava que se conhecessem — meu pai olha meu estado, sujo e fedido — Mas, temos estômago forte, não será isso que irá nos impedir de prosseguir com nosso acordo. Observo a conversa, sem entender absolutamente nada. — Senhor Bernardi, quero que conheça meu filho, Victor Hilberg. Filho, esse é o tão aclamado e temido Vladimir Bernardi, chefe da Cosa Nostra, máfia italiana. — meu pai me apresenta ao senhor de meia-idade, com cabelos grisalhos, porém, muito bem conservado para sua idade. — É um prazer conhecê-lo, meu caro. Fico feliz em saber que está seguindo o legado de seus pais. — ele estende a mão para mim. — O prazer é meu, senhor. Já ouvi falar muitas coisas a seu respeito. — retribuo seu cumprimento. — Espero que tenham sido apenas coisas boas. — ele parece me analisar. — Sim, o senhor é um exemplo para mim, assim como meus pais e meus avós. — vejo-o sorrir e, pelo visto, meus pais estão contentes com isso. Somente a Sarah, minha irmã, que está com cara de poucos amigos, o que me intriga bastante. Mas, por hora, decido não pensar nisso. — Grazie, ragazzo. (Obrigado, rapaz). — meneio a cabeça brevemente. — Essa é Caterina Bernardi, esposa do senhor Bernardi. — a mulher não nëga a beleza de sua filha. É tão linda quanto. Se parecem bastante e aparenta ser bem mais nova em relação ao Vladimir. Mesmo sem querer, fico o tempo inteiro olhando de soslaio a linda morena com semblante sério. Ela não disse uma palavra desde que eu cheguei. — E por último, mas não menos importante... Essa é Andrea Bernardi, filha deles e sua futura esposa.
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