Capítulo 2

1496 Palavras
Victor Engulo em seco, surpreso com tal revelação, mas, ao mesmo tempo, só Deus sabe os pensamentos libidinosos que estão se passando em minha mente nesse momento. Tento não deixar transparecer o quanto fui afetado por tamanha beleza. — É um prazer conhecê-la, senhorita. — minha voz soa mais rouca que o normal, propositalmente. — Gostaria de poder dizer o mesmo. — pela primeira vez, desde que cheguei em casa, ela se pronuncia e me mostra sua língua afiada. — Andrea! — seu pai a repreende — Desculpa, senhores. — Não se preocupe com isso, entendemos que não é fácil ter um casamento arranjado. — minha mãe o responde. Sorrio de canto, balançando a cabeça para os lados e vejo Sarah conter um riso. — Se me permitem, irei tomar um banho. — comunico, virando o corpo em direção ao meu quarto. — Aceitam algo para beber? — ouço meu pai oferecer, á medida em que subo a escada. Enquanto tomo banho, penso na mulher maravilhosa que está na sala e que em breve a terei para mim. Não é como se fosse o casamento dos sonhos, mas com uma mulher daquelas, não será como pagar prisão perpétua. Após estar vestido e devidamente perfumado, vou saindo do quarto e esbarro com a belíssima mulher. Ela iria cair, porém, consigo segurá-la antes disso. Miro seus belos lábios rosados e carnudos. Ela arranha a garganta, me tirando do transe. — Onde fica o banheiro? Poderia me dizer? — Fica logo ali. — aponto com a cabeça para a última porta do corredor. — Obrigada. Já pode me soltar... — ela fixa o olhar em minha mão no seu braço. — E se eu não quiser? — a desafio. — Nesse caso, terei que fazer por mim mesma. — dito isso, ela pisa em meu pé e pela dor que sinto, afrouxo a mão em seu braço. — Filha da püta! Ela quase consegue sair, porém, sou bem mais rápido. Deixo a dor de lado e a seguro, encostando-a na parede. Sua respiração fica ofegante e os lábios entreabertos. Aproximo meu rosto do dela, o mais perto de sua boca quanto possível e desvio, cheirando seu pescoço. — Não brinque comigo, querida futura esposa... — sussurro em seu ouvido e finalmente solto-a. Ela sai em direção ao banheiro, possessa de ódio, sorrio de canto, observando seu quadril requebrando enquanto anda. Retorno à sala, onde deixei todos e a tal mulher não demora a voltar também. Vladimir se vira em direção ao meu pai. — Acho que já podemos selar nosso acordo. — Angel. — meu pai chama minha mãe para perto. Ela o entrega um pacote e todos olhamos com curiosidade. — Filho, essa é a sua aliança de noivado — ele ergue o objeto de ouro reluzente — Entregue a sua noiva. Ele me dá e noto a felicidade no semblante dos meus pais e do Vladimir. O restante das pessoas aqui presentes — compostos por minha irmã e minha futura esposa — não esboçam nenhuma emoção em seus rostos. Me aproximo da Andrea. — Me permite? — peço sua mão, porém, ela reluta, virando o rosto para o lado. — Andrea — a voz de seu pai reverbera pelo lugar — Aceite. Ela solta uma lufada de ar. Pego sua mão direita e deslizo a aliança em seu dedo anelar direito, acaricio e beijo o dorso. Sorrio de canto e pisco para ela, que revira os olhos. — Bravo! — Vladimir aplaude, parecendo feliz, seguido pelos outros, que mesmo não se agradando da situação, o fazem. Permaneço encarando a linda morena, imaginando o prazer que, em breve, poderei proporcioná-la. — Temos que ir, senhor Hilberg. Nos veremos em breve — Vladimir se despede do meu pai e se dirige a minha mãe — Foi um prazer revê-la, senhora Hilberg e conhecer a linda filha de vocês. — leva a mão dela à boca, beijando o dorso. Sarah revira os olhos. Ela sempre detestou homens assim. — Obrigada, senhor Bernardi. — mamãe sorri. Assim que o Vladimir passa pela porta, minha mãe se vira para mim. — Pela demora, pensamos que algo poderia ter dado errado. — seu olhar está carregado de preocupação. — Relaxa, tá tudo bem. — beijo a testa dela. — O sangue que estava em sua roupa não é seu, né? — Não, apenas ossos do ofício. — Não se preocupe, Angel... Nosso filho tem o nosso sangue e foi muito bem treinado. Agora vamos, temos algo para conversar, Victor. — papai meneia a cabeça em direção ao escritório. — Aconteceu alguma coisa? — tento decifrar o semblante dele, que está sério. — Vai, meu filho. — minha mãe me encoraja. — Não é justo o que querem fazer... — Sarah finalmente se pronuncia. — Do que está falando? — pergunto. — Sarah, já chega! Seu irmão sabe que tem um dever a cumprir. — meu pai a repreende. O acompanho até seu escritório e nos sentamos frente a frente. — Então, como foi a missão? Deu tudo certo? — papai pergunta, com os cotovelos apoiados sobre a mesa. — Sim, mas não me parece que é sobre isso que quer falar... Papai ri anasalado. — Você sempre foi muito esperto... De fato, não é sobre isso. Como sabe, estou prestes a me aposentar e você irá herdar o meu lugar como chefe — meneio a cabeça em concordância — Há alguns anos, fizemos uma aliança com a máfia italiana e o senhor Bernardi nos garantiu a filha dele como sua futura esposa, por isso ele veio até nós. Temos que adiantar o seu casamento. — Assim tão rápido? — Sim, meu filho. Vladimir é um homem influente e tem ótimos contatos que nos poderão ser úteis no futuro. Sabe que as coisas não estão nada boas. Solto uma lufada de ar. — É por isso que a Sarah está tão irritada? — Sim, você sabe que sua irmã nunca concordou com isso. Ela puxou a sua mãe, tão geniosa quanto. — papai ri, me levando a fazer o mesmo. — Tudo bem, pai. Farei o que é certo, depois converso com ela. — Obrigado, meu filho. Sabia que podia contar com a sua lealdade. (...) Já arrumado, verifico minhas armas e coloco uma escuta em meu ouvido. Desço a escada para ir até uma das casas noturnas mais famosas daqui, lugar esse que temos uma sociedade. Precisamos manter o controle nesse tipo de ambiente, porque muitas das organizações mafiosas traficam mulheres e as vendem para se prostituírem. A Bratva e Camorra são as únicas que não se envolvem com esse tipo de coisa e também lutamos contra. Chego ao lugar, vendo o quanto está lotado e sigo direto para a área vip. Enquanto bebo, algumas mulheres se esfregam em mim. Minutos depois, saio com a intenção de fumar um charuto e esbarro em alguém. — Me desculpe, não foi minha intenção. — seguro na cintura da pessoa, que pelo corpo, sei que é uma mulher, sem olhá-la diretamente. — Tudo bem, não tem... — ela para de falar, quando nos encaramos. Imediatamente, reconheço seu rosto. — Andrea? O que faz aqui? — fico possesso de ódio por saber o tipo de lugar que ela frequenta. — Não importa, a vida é minha, isso não é da sua conta. — ela tenta se soltar de mim, porém, não permito. — Você vai para casa. Aqui não é lugar para você. — seguro em seu braço. — Me solta! Você não é ninguém para me dar ordens. — tenta puxar o braço, mas não permito. — Escute bem, você é minha noiva e jamais permitirei que esteja em um lugar como este. Ouviu bem? — Se não me soltar, vou gritar. É isso que você quer? — Faça o que quiser, apenas não se meta a bësta comigo. Não sabe do que sou capaz. Cadê sua aliança? — noto que não está usando. — Está guardada. — ela me desafia. — Não importa onde esteja, deve usá-la. Você é minha. — Me solta, cara. — puxa o braço novamente. Me abaixo e pego ela pelas pernas, colocando por cima do ombro. Ela grita e se debate, pedindo para soltá-la. — Tragam meu carro. — peço aos meus seguranças, quando chegamos ao lado de fora. Eles não demoram a fazê-lo. Coloco Andrea no carro, entrando em seguida. Paramos em frente a mansão dos Bernardi e eu pego ela em meus braços. Prefiro não alertar o Vladimir, para não piorar a situação dela. Deixo Andrea na porta de casa. — Até mais, querida noiva. — sussurro com um sorriso de canto. — Você é um porco! — ela dá um tapa em meu rosto, fazendo meu sangue ferver. Seguro seu braço com força. — Nunca mais ouse repetir isso, ou não responderei por mim. — meu maxilar está trincado. Ela vira o corpo e entra em casa, batendo a porta em minha cara. Fico puto com isso.
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