capítulo 38

1144 Palavras

312 — Hotel Serramar Narrado por Gustavo Henrique Oliveira Andrade A porta do quarto se fechou com um clique abafado atrás de nós. O ar parecia mais denso ali dentro. Mais carregado. Cada passo dela pelo carpete parecia ecoar dentro do meu peito. Lorena jogou a mochila no sofá, tirou o tênis com o pé, largando no canto com a despreocupação de quem não sabia — ou fingia não saber — que cada gesto dela era um ataque direto à minha sanidade. Ela puxou o cabelo pra cima, fazendo um coque improvisado. O pescoço exposto. A pele morena brilhando sob a luz fraca. Engoli em seco. Tentei. De verdade. Tentei focar no que importava. Fui até a bancada. Puxei a mochila. Tirei os papéis da assembleia, o dossiê contra o Caio, a pasta preta marcada com meu novo nome: Gabriel Navarro. Loren

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