Narrado por Gustavo Henrique Oliveira Andrade Lorena ajeitou o notebook no colo, tentando disfarçar o riso que ainda tremia nos lábios. Aquela mulher sabia. Sabia o que causava. Sabia que cada sorriso, cada provocação, cada piscadinha inocente era mais um prego na p***a do meu controle. ** — Preciso trabalhar, general... — murmurou, sem muita convicção, tentando escapar pela lateral da cama. Segurei o tornozelo dela. Firme. Sem força bruta. Só o bastante pra lembrar quem mandava ali. ** — Então trabalha. — rosnei, a voz rouca, arrastada. Ela tentou puxar a perna, rindo. Falhou. ** — Você tá me sequestrando, Gustavo. — brincou, mordendo o lábio. Inclinei a cabeça, os olhos cravados nos dela. O riso dela morreu. O ar entre nós ficou pesado. Quente. Elétrico. ** — Se eu

