Merlin
Quase deixei meu segredo ser revelado, já bastasse encontrar com esses humanos na faculdade e ainda sou obrigada escutar só merda saindo da boca deles. Fui com a Marley na livraria e sei que ela só fez isso pra me acalmar, ela vai procurar revista de k-pop e fico olhando os livros e vejo um que chama a minha atenção pego ele e leio o título do livro, "kamisama hajimemashita"
— você gosta de mangá? — um voz masculina pergunta me fazendo assustar, olho pra trás e vejo Gustavo
— mangá? — pergunto sem entender nada
— esse livro é um mangá. É igual um livro de quadrinhos, só que é feito por autor japonês — fala e olho o livro — tem um anime com o mesmo nome do mangá
— não sou fã de desenho animados
— nunca fala pra um otaku que anime é desenho animado, vai ser encrenca — fala e da risadas e fico olhando pra ele — quer saber a história desse mangá? — pergunta e balanço minha cabeça que sim — o mangá conta a história de uma garota humana que vira uma deusa e acaba se apaixonando por seu familiar que é uma raposa demoníaca e algum tempo ele passa ama-la também, o manga é bem divertido. Tenho certeza que você vai gostar
— raposa demoníaca — falo com a voz trêmula e coloco o livro no mesmo lugar — uma humana e um demônio se apaixonando, quanta imaginação — falo ao olhar pra ele
— você não acredita que duas espécies diferentes podem se apaixonar?
— não acredito no amor — falo friamente e começo a andar e vejo Marley vindo em nossa direção — isso que é paixão por coreanos — falo ao ver várias revista na mão dela
— deixa eu ser feliz — Marley fala
— boa sorte com essa paixão não correspondida, irmãzinha — falo e sorrio
— um dia ela será correspondida
— sonhar é de graça, então continue sonhando — falo e dou risadas e começo a andar
— era uma vez! Um príncipe de cabelos comprido e platinados — Marley fala e paro de andar e olho pra ela com a cara do cão — parei — fala e mostra a língua pra mim — deixa eu ir, você está cansando a minha beleza — fala e começa a andar
— príncipe de cabelos comprido e platinados — Gustavo fala
— era só algo que eu falava quando era pequena — minto e começo a andar — esse príncipe não existe e nunca vai existir — fala ao olhar na direção do mangá — vamos
(...)
Jefferson
Fomos na sala de games e ficamos um tempo jogando e depois resolvemos assistir um filme e fiquei o tempo todo pensando em como vou chamar a Marley pra sair, mesmo sabendo que ela nem possa ser uma humana isso não importa, gosto dela e quero ficar com ela mesmo assim.
O filme termina e meus amigos vão embora e só fica nos quatro e peço pro meu irmão levar a Merlin pra algum lugar pra mim poder ficar sozinho com a Marley e o mesmo consegue convencê-la a ir na praça de alimentação
— qual será a próxima diversão — Marley pergunta
— não sei — falo ao me aproximar dela — deixa eu ver — falo e me abaixo e começo beija-la e a mesma fica alguns segundos paralisada e aos poucos vai retribuindo e só paramos quando o ar nos falta — quer sair comigo, Marley?
— quero — ela responde e volto beija-la e alguns segundos paro — temos que encontrar eles — fala ao se afastar e vejo que ela está preocupada com sua irmã
— meu irmão não vai fazer nada de m*l a ela
— não é isso que estou preocupada. Merlin é complicada — fala e solta um suspiro — só queria que ela esquecesse o passado
— como assim?
— se te contar não conta pra ninguém. Três anos atrás minha irmã tinha uma paixão por um garoto e no dia que ela iria se confessar ele foi embora e a mesma prometeu nunca mais se apaixonar
— sua irmã não é tão diferente do meu, Gustavo também não consegui esquecer a namorada dele. Por causa dos nossos pais ele teve que terminar com ela e até hoje não consegui esquece-la
— porque seus pais eram contra?
— nossa família é rica e a garota era de família humilde e por isso eles não podem ficar juntos
— que idiotice — Marley fala brava — meus pais não ligam quem vamos amar ou namorar, eles só importa com a nossa felicidade
— meus pais são muito severos.
— sinto muito pelo seu irmão. Mas quem sabe aqueles dois passem a se gostar
— só o tempo vai poder nos dizer
(...)
Merlin
Fomos embora e Marley me fez dirigir só pra ela ficar pegando o Jefferson no banco de trás, liguei o rádio pra não escutar a pegação dos dois e torcendo pra chegar em casa logo pra poder vomitar. Um século depois chegamos, paro o carro e desço e agradeço por ter chegado
— visão do inferno que vai demorar pra sair da minha mente — falo e escuto risadas, olho e vejo Gustavo rindo — ri não — falo brava
— sua cara estava engraçada — fala rindo e fico irritada — os dois não vão sair tão cedo desse carro — fala e solto um suspiro
— será — falo e abro um sorriso travesso — MEU DEUS, O PAPAI CHEGOU — grito e Marley sai rápido do carro e olha apavorada prós lados — me enganei, era só uma cara que parecia com ele
— vai tomar no — Marley fala e não deixo ela terminar e tampo a boca dela
— tem medo, mas não tem vergonha, né — falo e começo a rir — tinha que ver sua cara de desesperada — falo rindo e a mesma fica me olhando com a cara de cão, então ela pega o celular — o que vai fazer?
— boa noite, tio Carlos. O Oscar está?
— Marley — a chamo e a mesma ignora
— oi Oscar! Só estou te ligando pra dizer que minha irmã aceita sair com você — fala e tento pegar o celular dela — ela não se importa que você seja mais velho. Bom ela falou que gosta de homens mais velhos e experiente. Só não conta pro tio Carlos, obrigada — fala e desliga o celular — quem está rindo agora
— vou te matar. Oscar tem quase a idade do papai — falo brava e tento pega-la e a mesma se esconde atrás do Jefferson
— era você que sempre dizia que iria casar com ele quando crescer
— eu só tinha seis anos, sua cabeça de jumenta — falo com raiva — se ele aparecer na faculdade pode dizer adeus de Marley
— então ele que é o príncipe platinado? — Gustavo pergunta e olho pra ele
— o príncipe é outro — Marley fala e sorri — ele era o — fala e tampo a boca dela
— não fala o nome dele nunca mais — falo com voz de choro — você foi longe demais — falo e tiro a mão da boca dela e saio correndo
— só estava brincando, Merlin — Marley fala e ignoro ela
— você pegou pesado com ela, Marley — Jefferson fala e a mesma desvia o olhar — melhor conversar com sua irmã — fala e a mesma da andando e entra na casa
— boiei — Gustavo fala
— resumindo. Merlin amava um garoto que teve que ir embora e a mesma não consegui esquece-lo e Marley toma aproveito disso pra perturba-la — fala e toca no ombro do Gustavo — ela é igual a você, irmão
— o que?
— também está presa no passado — fala e começa a andar e o mesmo fica parado no mesmo lugar