capítulo 5

1345 Palavras
Merlin Quase deixei meu segredo ser revelado, já bastasse encontrar com esses humanos na faculdade e ainda sou obrigada escutar só merda saindo da boca deles. Fui com a Marley na livraria e sei que ela só fez isso pra me acalmar, ela vai procurar revista de k-pop e fico olhando os livros e vejo um que chama a minha atenção pego ele e leio o título do livro, "kamisama hajimemashita" — você gosta de mangá? — um voz masculina pergunta me fazendo assustar, olho pra trás e vejo Gustavo — mangá? — pergunto sem entender nada — esse livro é um mangá. É igual um livro de quadrinhos, só que é feito por autor japonês — fala e olho o livro — tem um anime com o mesmo nome do mangá — não sou fã de desenho animados — nunca fala pra um otaku que anime é desenho animado, vai ser encrenca — fala e da risadas e fico olhando pra ele — quer saber a história desse mangá? — pergunta e balanço minha cabeça que sim — o mangá conta a história de uma garota humana que vira uma deusa e acaba se apaixonando por seu familiar que é uma raposa demoníaca e algum tempo ele passa ama-la também, o manga é bem divertido. Tenho certeza que você vai gostar — raposa demoníaca — falo com a voz trêmula e coloco o livro no mesmo lugar — uma humana e um demônio se apaixonando, quanta imaginação — falo ao olhar pra ele — você não acredita que duas espécies diferentes podem se apaixonar? — não acredito no amor — falo friamente e começo a andar e vejo Marley vindo em nossa direção — isso que é paixão por coreanos — falo ao ver várias revista na mão dela — deixa eu ser feliz — Marley fala — boa sorte com essa paixão não correspondida, irmãzinha — falo e sorrio — um dia ela será correspondida — sonhar é de graça, então continue sonhando — falo e dou risadas e começo a andar — era uma vez! Um príncipe de cabelos comprido e platinados — Marley fala e paro de andar e olho pra ela com a cara do cão — parei — fala e mostra a língua pra mim — deixa eu ir, você está cansando a minha beleza — fala e começa a andar — príncipe de cabelos comprido e platinados — Gustavo fala — era só algo que eu falava quando era pequena — minto e começo a andar — esse príncipe não existe e nunca vai existir — fala ao olhar na direção do mangá — vamos (...) Jefferson Fomos na sala de games e ficamos um tempo jogando e depois resolvemos assistir um filme e fiquei o tempo todo pensando em como vou chamar a Marley pra sair, mesmo sabendo que ela nem possa ser uma humana isso não importa, gosto dela e quero ficar com ela mesmo assim. O filme termina e meus amigos vão embora e só fica nos quatro e peço pro meu irmão levar a Merlin pra algum lugar pra mim poder ficar sozinho com a Marley e o mesmo consegue convencê-la a ir na praça de alimentação — qual será a próxima diversão — Marley pergunta — não sei — falo ao me aproximar dela — deixa eu ver — falo e me abaixo e começo beija-la e a mesma fica alguns segundos paralisada e aos poucos vai retribuindo e só paramos quando o ar nos falta — quer sair comigo, Marley? — quero — ela responde e volto beija-la e alguns segundos paro — temos que encontrar eles — fala ao se afastar e vejo que ela está preocupada com sua irmã — meu irmão não vai fazer nada de m*l a ela — não é isso que estou preocupada. Merlin é complicada — fala e solta um suspiro — só queria que ela esquecesse o passado — como assim? — se te contar não conta pra ninguém. Três anos atrás minha irmã tinha uma paixão por um garoto e no dia que ela iria se confessar ele foi embora e a mesma prometeu nunca mais se apaixonar — sua irmã não é tão diferente do meu, Gustavo também não consegui esquecer a namorada dele. Por causa dos nossos pais ele teve que terminar com ela e até hoje não consegui esquece-la — porque seus pais eram contra? — nossa família é rica e a garota era de família humilde e por isso eles não podem ficar juntos — que idiotice — Marley fala brava — meus pais não ligam quem vamos amar ou namorar, eles só importa com a nossa felicidade — meus pais são muito severos. — sinto muito pelo seu irmão. Mas quem sabe aqueles dois passem a se gostar — só o tempo vai poder nos dizer (...) Merlin Fomos embora e Marley me fez dirigir só pra ela ficar pegando o Jefferson no banco de trás, liguei o rádio pra não escutar a pegação dos dois e torcendo pra chegar em casa logo pra poder vomitar. Um século depois chegamos, paro o carro e desço e agradeço por ter chegado — visão do inferno que vai demorar pra sair da minha mente — falo e escuto risadas, olho e vejo Gustavo rindo — ri não — falo brava — sua cara estava engraçada — fala rindo e fico irritada — os dois não vão sair tão cedo desse carro — fala e solto um suspiro — será — falo e abro um sorriso travesso — MEU DEUS, O PAPAI CHEGOU — grito e Marley sai rápido do carro e olha apavorada prós lados — me enganei, era só uma cara que parecia com ele — vai tomar no — Marley fala e não deixo ela terminar e tampo a boca dela — tem medo, mas não tem vergonha, né — falo e começo a rir — tinha que ver sua cara de desesperada — falo rindo e a mesma fica me olhando com a cara de cão, então ela pega o celular — o que vai fazer? — boa noite, tio Carlos. O Oscar está? — Marley — a chamo e a mesma ignora — oi Oscar! Só estou te ligando pra dizer que minha irmã aceita sair com você — fala e tento pegar o celular dela — ela não se importa que você seja mais velho. Bom ela falou que gosta de homens mais velhos e experiente. Só não conta pro tio Carlos, obrigada — fala e desliga o celular — quem está rindo agora — vou te matar. Oscar tem quase a idade do papai — falo brava e tento pega-la e a mesma se esconde atrás do Jefferson — era você que sempre dizia que iria casar com ele quando crescer — eu só tinha seis anos, sua cabeça de jumenta — falo com raiva — se ele aparecer na faculdade pode dizer adeus de Marley — então ele que é o príncipe platinado? — Gustavo pergunta e olho pra ele — o príncipe é outro — Marley fala e sorri — ele era o — fala e tampo a boca dela — não fala o nome dele nunca mais — falo com voz de choro — você foi longe demais — falo e tiro a mão da boca dela e saio correndo — só estava brincando, Merlin — Marley fala e ignoro ela — você pegou pesado com ela, Marley — Jefferson fala e a mesma desvia o olhar — melhor conversar com sua irmã — fala e a mesma da andando e entra na casa — boiei — Gustavo fala — resumindo. Merlin amava um garoto que teve que ir embora e a mesma não consegui esquece-lo e Marley toma aproveito disso pra perturba-la — fala e toca no ombro do Gustavo — ela é igual a você, irmão — o que? — também está presa no passado — fala e começa a andar e o mesmo fica parado no mesmo lugar
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