Merlin
Marley sabe como fico quando fala do Fox e pra piorar ela ligou pro Oscar e falou que aceito ficar com ele, mas que droga!
Entrei correndo pra dentro e vou direto pro meu quarto e me tranco nele e alguns segundos escuto Marley batendo na porta e ignoro ela, então a mesma fica alguns segundos batendo na porta e depois desiste
— Marley, i****a — falo e deito na cama e permito que minhas lágrimas saírem
Gustavo
Merlin também sofre por causa de um amor do passado, "Merlin amava um garoto que teve que ir embora e a mesma não consegui esquece-lo", será que por isso ela tem aquele jeito frio, lembro que no shopping ela falou algo que não tinha importância, "esse príncipe não existe e nunca vai existiu", será que era desse garoto que ela estava falando?
Entrei pra dentro e fui direto pro meu quarto e me jogo na cama e algo vem minha mente, "príncipe de cabelos comprido e platinados", então me levanto e vou no banheiro e olho meu reflexo no espelho
— isso só pode ser uma coincidência. Não tem como ser ela — falo e fico encarando meu reflexo — mas preciso saber
(...)
Merlin
Fui pra faculdade mais cedo só pra não olhar pra cara da Marley, ela passou dos limites e precisa ver que nem tudo é brincadeira. Entrei na faculdade e fui direto pra biblioteca, não tenho nada contra os humanos, meus avós e tios são humanos, mas me sinto desconfortável perto de vários humanos e por isso que sempre veio na biblioteca, porque poucos alunos usam ela já que tudo está na internet hoje em dia. Pego um livro de biologia avançado e começo a ler
— fez as pazes com sua irmã? — uma voz masculina pergunta, olho e vejo Gustavo
— ainda não — respondo e volto a minha atenção no livro
— esse livro é bem avançado. Você deve ser muito inteligente
— puxar pro meu pai tem suas vantagens -falo orgulhosa
— o que seus pais fazem da vida?
— eles são rei e rainha — falo baixinho
— o que?
— meu pai tem uma empresa fora do Brasil e minha mãe é dona de casa — menti
— então eles estão fora do país?
— melhor eu ir antes que ele faz mais perguntas que não consigo responder — pensei — de algum jeito sim — falo ao se levantar — vou ir pra minha sala, nos vemos depois — falo e começo a andar
— tudo bem — Gustavo fala e saio da biblioteca e vou pra minha sala
Gustavo
Depois que soube que Merlin tem um amor que não consegue esquecer e que provavelmente é o príncipe platinado que Marley falou. Me deixou muito pensativo e por causa disso nem consegui dormir
Fui pra faculdade bem cedo e isso não é normal, mas não consegui ficar em casa com os pensamentos em guerra na minha mente, então resolvi ir mais cedo pra me distrair, quando cheguei fui na biblioteca pra tirar um cochilo e encontro Merlin lendo um livro e sem pensar vou até ela e acabo trocando poucas palavras com ela e depois a mesma se despedi e sai da biblioteca e de algum jeito parece que ela fugiu de mim
— tenho certeza que ela falou, "rei e rainha" — pensei — cada vez mais fico curioso pra descobrir seus segredos
(...)
Merlin
Não sei porque, mas sinto que Gustavo desconfia que sou a garota que salvou ele no passado, então tenho que ter cuidado e me afastar dele.
Deu hora de voltar pra casa, então guardo tudo e saio da sala e vou pra saída, mas paro ao lembrar que Marley ligou pro Oscar e conhecendo aquela serpente retardada, com certeza ele estará na frente da faculdade mostrando sua beleza pra todos. Saio da faculdade com cautela e mais a frente me escondo atrás da árvore, "sabia que ele estaria aqui", agora o que vou fazer? Se sair chamarei atenção desnecessárias.
Dou mais uma olhada e vejo que o mesmo está encostado numa moto e tem várias garotas perto dele
— o que você está fazendo, Merlin? — uma voz masculina pergunta e por impulso, puxo ele e prendo contra a árvore e tampo sua boca e vejo que é o Gustavo
— fica quieto — falo e volto olhar na direção do Oscar — merda! o que vou fazer? — falo e sinto uma mão no meu braço e vejo que ainda estou com a mão na boca do Gustavo — desculpa — falo muito envergonhada
— de quem você está se escondendo? — Gustavo pergunta e aponto na direção do Oscar — quem é aquele homem?
— Oscar! Irmão do meu tio Carlos
— sua paixonite de criança — Gustavo fala e fico vermelha de vergonha
— só era uma criança boba — falo envergonhada — não acredito que ele está aqui. Como vou embora?
— venha comigo — Gustavo fala e pega minha mão e começa a andar e entramos na faculdade e alguns segundos saímos do outro lado — vamos pelo estacionamento dos professores — fala e concordo com a minha cabeça e alguns segundos saímos da faculdade e Gustavo contínua segurando minha mão
— obrigada! Você me salvou — falo envergonhada e o mesmo percebe que ainda está segurando minha mão e solta ela e vejo que seu rosto está vermelho — porque meu coração está batendo rápido? — pensei