bc

Rua.Mal.Deodoro;N.405.Sentro

book_age4+
1
SEGUIR
1K
LER
outros
Sombrio
outros
outros
outros
perdedor
cidade
outros
slice of life
solitário
like
intro-logo
Sinopse

um jovem conta sta historia através de uma carta. Nela ele trasmite pensamentos e reflexões e conta a sua trajetoria de vida, des de o horfanato o qual foi criada até o seu tenpo atual.

nela sita historias curtas e assustadoreas de um ponto de vista infantil

chap-preview
Pré-visualização gratuita
Meu dia e minha vida!
Acordo pela manhã e consulto o meu celular, que dorme ao meu lado. Sei que é perigoso, mas já é um costume rotineiro. Zero mensagens; de vez em quando surgem notificações de aplicativos, mas todos são irrelevantes, exceto o do banco — afinal, é onde está todo o meu dinheiro. ​Fico ali deitado até que sinto fome e sei que é hora de levantar, após uma batalha feroz contra a preguiça (na qual eu costumo lutar a favor dela). Viveria ali se fosse possível. Sei que existem pessoas que adorariam poder correr com as próprias pernas, mas não podem porque estão presas em uma "gaiola confortável de algodão". Vejo o que tem na geladeira e como as sobras do jantar. Quando não tem nada, sou f*****o a sair. Odeio o sol, mas como ainda é cedo, vou e volto rapidamente, perdido em pensamentos tão confusos que nem noto o caminho. ​Não sei cozinhar, mas me orgulho de fazer o melhor café do planeta todas as manhãs, menos aos sábados. Odeio sábados! Minha cabeça nunca para, sempre pensando e julgando. Às vezes me pego falando sozinho. Estarei ficando maluco? Absolutamente não. Eu adoro ficar sozinho. Sempre foi assim; acostumei-me com esse modo de vida calmo, onde ninguém me diz o que fazer. ​Esse tempo de barulho já passou. Antigamente, eu ouvia gritos e choros; as camas eram duras e não havia o suficiente para todos. Mas era legal dividir a cama com meus irmãos. Éramos felizes correndo no quintal e implicando com nossa irmã mais velha. Devo encontrá-la um dia para pedir desculpas pelas bonecas perdidas; eu tinha pavor daquelas bonecas macabras que ela ganhava. Jamais esquecerei dela. ​Tento viver como os monges: mantendo a concentração em uma rotina diária precisa para fazer o tempo passar mais rápido. Sou um "gênio paciente". Quem cresce em orfanato, sendo o último para o banheiro e para as refeições, aprende a ser assim. Dizem que os mais novos são mimados, mas na minha realidade os mais velhos tinham toda a atenção, roupas melhores e presentes interessantes, como cadernos e mochilas. Eu só ganhava brinquedos simples e o d****o de ter um celular. ​Minha mente ainda guarda traumas da "Titia". Lembro-me do barulho da colher de madeira cortando o ar e dos gritos estridentes na calada da noite. Ela dizia que "homens devem ser firmes e aguentar a dor". Uma vez, ela me arrastou até a "sala de correção" por causa de um giz de cera que eu nem sabia de quem era. Fui castigado e obrigado a recitar rezas para pedir perdão por pecados que eu não entendia. Até hoje, me pergunto se não eram os "fantasmas" da casa que espalhavam aqueles lápis pelo chão. ​Apesar das trevas, as noites no orfanato tinham seus mistérios. Quando o silêncio virava "lei marcial", nós nos reuníamos escondidos embaixo de barracas de lençóis para contar histórias de terror. Foi ali que tive minha família: uma irmã, uma tia e um irmão que foi, em parte, um pai para mim — o melhor de mim. ​Anos depois, voltei ao orfanato para ver minha tia antes de seu enterro, mas o local estava fechado e mofado. Com documentos em mãos e a ajuda de um jovem aspirante a padre, confirmei o destino dos meus irmãos: todos estão bem, casados e com seus próprios filhos. Não os visitarei para não atrapalhar, mas fico feliz por eles. ​Por fim, encontrei minha mãe. Ela era alcoólatra, mas calma. Vivemos juntos durante a pandemia; ela me ensinou a costurar e me tirava para dançar, dizendo que eu precisava "me soltar". Antes que eu pudesse fazer as perguntas que guardei por anos, ela partiu em um acidente. Sua irmã, minha tia, apareceu apenas para reivindicar a casa, mas não briguei. Minha mãe me ensinou que homenagens se fazem em vida. ​Hoje, vivo com o valor da indenização que recebi. Estou no último período da faculdade e, após a formatura, partirei para outro país para uma pós-graduação de quatro anos. Esta carta deve chegar a você no final de setembro. ​Este é um convite: encontre-me no Bar JH. Se eu não estiver, mostre esta carta à filha do dono. Ela o receberá bem. ​Espero que me entenda e aceite o meu convite. Sou o seu filho. Fim.

editor-pick
Dreame-Escolha do editor

bc

propriedade do traficante

read
6.2K
bc

A médica da facção

read
20.6K
bc

Memórias de uma mulher de bandido

read
1.2K
bc

Sob Ameaça - O Contrato

read
2.0K
bc

Paixão marcada

read
3.1K
bc

Entre a dor e o reencontro

read
2.7K
bc

ENTRE AS GRADES 2

read
1.5K

Digitalize para baixar o aplicativo

download_iosApp Store
google icon
Google Play
Facebook