A noite se arrastava, lenta e interminável. O silêncio no quarto era quebrado apenas pela respiração pesada e irregular de Coringa, e pelos leves movimentos de Perigo, que também permanecia inconsciente. Nenhum dos dois acordou durante toda a noite. Thais, no entanto, não conseguiu pregar os olhos. Sentada ao lado de Coringa, segurava firme a mão dele, como se o contato físico fosse o único elo que a mantinha ancorada na realidade. Na outra mão, a arma permanecia firme, pronta para ser usada a qualquer momento se alguém ousasse tentar algo contra eles. Os pensamentos de Thais corriam a mil, impossíveis de serem silenciados. Ela olhou para o reflexo no espelho na parede oposta, e o que viu a fez hesitar por um momento. Ali estava ela, sentada ao lado do homem que amava, com uma arma em pun

