No Covil de Zé Pequeno

945 Palavras

Mateus não fazia ideia de há quanto tempo estavam andando. O ar quente da noite envolvia sua pele, abafado mesmo sob o pano áspero que cobria sua cabeça. O cheiro da favela era uma mistura de fumaça, comida e esgoto, algo comum em territórios dominados pelo tráfico. A princípio, foram caminhando a pé. Ele sentia os passos firmes de Joana ao seu lado, seu ombro às vezes encostando no dele. Mas, depois de um tempo, o som distinto de motores sendo ligados ecoou ao redor deles. "Vambora, sem gracinha", um dos traficantes ordenou. Mateus sentiu uma mão firme em seu ombro, empurrando-o em direção ao veículo. Ele foi colocado na garupa de uma moto, seu corpo forçado a se ajeitar atrás do piloto. Joana foi colocada em outra moto, um pouco à frente. O motor roncou, e logo estavam em movimento

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