Verdadeiro Caveira

1113 Palavras

A porta se abriu lentamente, o rangido da madeira quebrando o silêncio da sala, e de lá saiu Zé Pequeno, o temido chefe do morro do Dendê. Seus olhos eram penetrantes, como se pudessem ver através de Mateus e até o fundo de sua alma. Sua presença enchia o ambiente de uma tensão palpável, e ao sair, ele parou por um momento, encarando o BOPE com um sorriso que, para qualquer um de fora, pareceria amigável. Mas Mateus sabia bem, aquele sorriso era apenas a antecâmara da brutalidade que Zé Pequeno era capaz de cometer. Mateus, por instinto, se colocou em alerta. Sua postura rígida, sua mão ligeiramente afastada da arma, tudo indicava que ele estava pronto para reagir a qualquer movimento errado. Mas algo lhe dizia que não seria naquela hora. Zé Pequeno era um homem de muitos contrastes, com

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