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Chama Divina

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Sinopse

*Ruby*

Eu nunca quis ser uma ameaça. Nunca quis que os deuses me temessem ou que o universo me caçasse. Mas quando descobriram que eu podia matá-los, decidiram me exterminar antes que eu sequer entendesse meu próprio poder ou por que os tenho. Agora, tudo o que quero é sobreviver. E talvez, só talvez, fazê-los ver que eu não sou o monstro que imaginam

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Prólogo
Ruby Acordo com um sorriso no rosto, a animação pulsando em minhas veias. Hoje é meu aniversário de 17 anos. É estranho como o tempo passa rápido… ainda me lembro de quando tinha cinco anos e corria pelos corredores do castelo, seguindo minha irmã Cristal como uma sombra. Mas isso já faz tanto tempo… Jogo esses pensamentos para o fundo da minha mente e me levanto da cama. A luz dourada da manhã entra pela janela, iluminando os fios ruivos do meu cabelo. Ando até o banheiro, tiro a camisola e entro no banho. A água quente desliza pela minha pele, despertando meus sentidos. Meu cabelo ondulado sempre exige um pouco de cuidado, então, depois de lavá-lo, aplico um óleo leve para mantê-lo macio. Me visto rapidamente, escolhendo roupas confortáveis. Não sou muito de vestidos pomposos, então opto por uma calça de couro ajustada e uma blusa de mangas longas, ideal para treinar mais tarde. Com um último olhar no espelho, saio do quarto e desço as escadas em direção à sala de jantar. Assim que cruzo a porta, um estrondo de vozes me pega de surpresa. — Parabéns, Ruby! Dou um pequeno salto, o coração disparando com o susto, mas logo rio ao ver os rostos conhecidos. Minha mãe, Eliza, e meu pai, Alex, estão sentados à mesa, um bolo de chocolate à frente deles. As servas de companhia da minha mãe, Maori e Naomi, também estão ali, sorrindo para mim. Elas são como tias, sempre por perto desde que me entendo por gente. Ao ver o bolo, meu sorriso se alarga. — Chocolate? Vocês sabem mesmo como me agradar! — digo, me aproximando da mesa. — Minha cerejinha, está quase se tornando adulta… — minha mãe diz com a voz suave, os olhos brilhando de orgulho. Mas não deixo de notar como sua pele parece mais pálida e sensível a cada dia. Sua saúde me preocupa, mas ela sempre finge que está tudo bem. — A cada ano fico mais preocupado com o dia que nos deixará, espero que esse dia nunca chegue, princesa. — Meu pai sempre foi carinhoso e protetor, mas diferente de outras famílias reais, ele nunca tentou me prender ou limitar minhas vontades. Dou um pequeno sorriso. Sei que ele fala isso porque sabe que minha alma inquieta não se contenta com a vida no castelo. Minha mãe acaricia minha mão com delicadeza. — Quer uma festa grande? Podemos organizar um baile, convidar as famílias nobres… Reviro os olhos, já antecipando essa conversa. — Não, mãe. Sem festas. Eu quero passar o dia treinando e viajando para outros mundos. O que acha? Ela suspira, desaprovando. — Ruby, você é uma princesa. Tem 17 anos. Vagando por aí atrás de aventuras, como espera que os outros reinos te vejam? Pode treinar no castelo mesmo. Cruzo os braços, tentando não rebater. Sei que minha mãe se preocupa, então deixo passar. Meu pai dá uma risada baixa. — Não adianta dizer isso, Eliza. Ela não consegue ficar em um lugar só… é igual à irmã. O sorriso desaparece do rosto da minha mãe. Sua expressão se fecha e ela abaixa a cabeça. O clima pesa instantaneamente. Cristal… minha irmã mais velha. Ela morreu quando eu ainda era criança, mas as lembranças dela são borradas na minha mente. Só lembro que ela sempre segurava minha mão, me levava para todo lugar, como se eu fosse sua preciosidade. Gostaria de lembrar mais… mas não consigo. Minha mãe nunca superou sua morte. Todo ano, no aniversário de Cristal, ela se fecha no quarto e chora. Sua saúde piorou desde então. Desvio o olhar. Não quero que esse momento estrague meu dia. — Obrigada pelo café da manhã. Vou treinar no jardim. Eles não tentam me impedir. Sabem que sou teimosa demais para mudar de ideia. O jardim do castelo é vasto, cercado por árvores de folhas prateadas e flores que brilham levemente sob o sol. O cheiro da grama molhada pela brisa da manhã preenche o ar. Caminho até a área de treinamento e puxo a espada que sempre carrego na cintura. A lâmina reflete a luz, e por um momento vejo meu próprio reflexo. Os olhos azuis determinados, o cabelo ruivo vibrante… sou forte. Independente. Meu pai me ensinou a lutar desde pequena, e meus mestres dizem que tenho talento de sobra. Dou um salto para trás e começo a movimentar a espada no ar, girando o pulso com precisão. Ataque, defesa, esquiva. Cada golpe é calculado, cada movimento é feito com disciplina. Minha respiração se mantém controlada enquanto intensifico a velocidade dos ataques. Depois de um tempo, guardo a espada e começo a treinar com meu poder. Faço um movimento com a mão e uma pequena chama vermelha surge na ponta dos meus dedos. Ela dança no ar, obedecendo ao meu comando. Lanço-a contra um alvo de madeira e ele explode em cinzas. Sorrio. Meu poder é poderoso. Sempre foi. Mas nunca entendi de onde vem essa força… nunca me explicaram o porquê de meu poder ser diferente dos outros. Quero dizer, meus pais não tem poderes diversos, posso usar vários elementos ao mesmo tempo, fogo, gelo, raio, entre outros que ainda não testei. Ignoro esses pensamentos e continuo treinando. Porém, enquanto faço um último ataque, sinto algo. Uma presença. Minha respiração se altera levemente. Olho ao redor, mas não vejo ninguém. Ainda assim, a sensação persiste. Alguém está me observando. Disfarço, fingindo continuar meu treino, mas agora meus sentidos estão atentos. Meus olhos discretamente analisam os arredores, procurando qualquer movimento incomum entre as árvores. E então, por um breve instante, vejo. Uma mulher de cabelos brancos. Ela está longe, quase escondida entre as sombras das árvores, mas seus olhos… eles brilham como se carregassem um segredo. Antes que eu possa reagir, ela desaparece. Fico parada por um momento, o coração batendo mais forte. Quem era aquela mulher? E por que estava me observando? Franzo a testa. Seja lá quem for, sei que não a vi por acaso. E isso… isso pode significar algo muito maior do que imagino.

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