. VH O mundo caiu na minha cabeça quando a Maria Eduarda entrou no hospital correndo, dizendo que os cana tavam tentando subir pra pacificar. Na hora, eu enlouqueci. Por que o Terror não tinha me avisado? Por que ninguém tinha me avisado? Eu devia largar a Thaís no hospital e vazar, ou continuar aqui? Duda: — Não vai, Vitor! — ela segurou meu braço. — Sei lá... liga pra alguém, manda eles fazerem alguma coisa, mas fica aqui! VH: — É VH — corrigi, tirando meu braço do dela. — Fica aí, eu volto em pouco tempo. E tu é responsável por qualquer bagulho que acontecer com a Thaís. Ela me encarou toda xoxa, com o olho vermelho, mas assentiu. Disparei com o carro pra entrada do morro, e já de longe vi vários canas saindo — de moto, de carro, até caveirão e helicóptero. Foi fácil entrar.

