Luana Quando ouvi o barulho do primeiro rojão, anunciando invasão, eu me desesperei. Me debati e tentei, a todo custo, sair da situação em que me encontrava. Eu estava trancada, sozinha, numa salinha. Mas essa era bem diferente da que eu geralmente frequentava pra ficar com algum dos caras do corre. Essa era a salinha de tortura — e, quando você entra nela, é bem difícil sair com vida. Gritei. Tentei chamar pelo Terror, pelo VH, e até pela Bruna, que tinha me deixado ali dentro. Mas ninguém apareceu. E os tiros só se intensificaram. Ali, amarrada no chão sujo e fedorento, sem o olhar de ninguém me encarando, eu me permiti chorar igual criança, deixando que a dor saísse um pouquinho do meu peito. Eu tava morrendo de medo. Mas, em momento nenhum, eu menti. O Terror precisava acre

