Nathan Keen Nos levantamos com a urgência de quem tem a alma em frangalhos. Cada canto da casa, cada sombra, cada brecha foi vasculhada com um desespero crescente. Fomos até minha sala, onde Valentina guardava as chaves. Nada. O vazio nos recebia como uma resposta amarga, uma confirmação de que ela não estava ali, de que algo estava terrivelmente errado. A angústia se agarrava ao meu peito, um peso que esmagava minha razão. O silêncio dela era um grito ensurdecedor na minha cabeça. Entre a multidão barulhenta, avistei Ketley. Seu rosto carregava o mesmo pânico que ardia em mim. As amigas de Valentina também começaram a procurar, mas era inútil. A festa continuava, como se a minha dor fosse invisível, e o mundo se recusasse a parar. As risadas e a música me irritavam, cada som era um tap

