Júlia não disse sim. Mas também não disse não. E, naquela noite— isso foi uma escolha. O silêncio entre eles, no caminho até o carro, não era vazio. Era carregado. Como se tudo o que tinha acontecido ainda estivesse no ar. Suspenso. Sem resolução. Pedro abriu a porta para ela. Um gesto automático. Mas, dessa vez… não era sobre educação. Era sobre conduzir. Ela entrou. Sem questionar. Sem recuar. E, quando a porta fechou— o mundo ficou do lado de fora. Pedro ligou o carro. A cidade seguia normal. Luzes. Movimento. Vida. Mas ali dentro— não existia mais nada além deles. Sem olhar para ela— ele pegou o celular. Desligou. Júlia observou. Por um segundo. E entendeu. Não era descanso. Era escolha. Ela fez o mesmo. Sem anúncio. Sem explicação. Não era qualquer

