A semana passou. Arrastada. Pesada. E, ainda assim… silenciosa. Pedro não mudou de postura. Não voltou atrás. Não provocou. Não perseguiu. Não desejou. Ele foi perfeito. Profissional. Impecável. E isso— isso irritava. Mais do que qualquer humilhação. Júlia sentia. A cada dia. A cada hora. A cada momento em que ele passava por ela… como se nada tivesse existido. Nenhum olhar. Nenhuma tensão. Nenhum sinal. Era como se o final de semana— não tivesse acontecido. E aquilo— aquilo não fazia sentido. Não depois de tudo. Não depois da intensidade. Não depois da entrega. Na quinta-feira— ela não aguentou. Não esperou ser chamada. Não pediu horário. Ela entrou. Direto. Na sala dele. Pedro levantou o olhar. Calmo. Sem surpresa. E esperou. Aquilo irritou mais

