O silêncio entre eles tinha peso. A cela, antes fria, parecia encolher a cada respiração. O ar carregado de tensão deixava o corpo inquieto, e nenhum dos dois conseguia ignorar o que estava crescendo ali. Aurora continuava parada, o corpo ainda trêmulo, o olhar fixo em um ponto qualquer, fingindo que não sentia o calor dele tão perto. Dante a observava, e cada segundo se tornava uma provocação. Ele sabia que devia se afastar, que o contato anterior já tinha ido longe demais, mas havia algo naquela mulher que desafiava qualquer tentativa de controle. Quando ele deu um passo, ela não recuou. Ficaram frente a frente, tão próximos que o ar entre os dois parecia vibrar. A voz dela saiu baixa, carregada de aviso, mas o tom tremia, como se o próprio corpo a traísse. “Não se aproxime.” Dante nã

