POV. Aurora Acordei com o som metálico da chave girando. O corpo ainda estava pesado, e por um instante não soube se era sonho ou realidade. A voz do instrutor veio logo em seguida, seca, sem qualquer traço de empatia. — Saiam. Vão tomar café. A próxima prova começa em uma hora. Abri os olhos devagar, piscando contra a luz que entrava pelas frestas. Dante já estava de pé, o rosto sem expressão, os movimentos mecânicos, como se a noite anterior nunca tivesse existido. Eu fiquei alguns segundos sentada, tentando entender o que ele tinha acabado de dizer. Prova. Uma hora. Isso não devia estar acontecendo. Na outra vida, depois do m******e dos Ceifantes, o torneio tinha parado. Foram dias de luto, silêncio e medo. Mais de trinta mortos. O Conselho tinha suspendido tudo até conseguir reorg

