Século XX, 1990
Chloé e Amelie chegam a Mansão. Elas estão cansadas, mas felizes com a viagem até o pé da montanha. Pelo menos haviam trazido informações sobre o passado de Isabellle e Giocondo; o vestido era a peça mais cobiçada . Amelie vai até a cozinha para preparar um lanche, em breve você voltaria para sua casa.
-Chloé, quando vamos descer ao porão? Temos de nos certificar de que não há caixas faltando.
-Ok, em dois dias, quando você voltar, traga sua prima para cuidar das tarefas e nós duas desceremos ao porão.
- Claro, ela já está ciente que ela virá comigo esta semana. Vamos come, estou faminta!- diz Amelie.
-Hum, essa torta de cogumelos parece apetitosa, você havia congelado?
-Sim, eu deixei outros pratos rápidos que no freezer para quando tiver fome à noite. É só esquentar no microondas.
-Não sei o que eu faria sem você, Amelie! Sempre fui uma mulher independente,trabalhava muito e pouco ficava em casa. Não sei cozinhar. Não tenho intenção de me casar. Mas se eu pensar nisso, contratarei alguém - risos.
-Se me permite fazer uma observação...nunca diga que não vai se casar; o homem de sua vida, pode estar a caminho.
-Não me faça rir. Que homem suportaria alguém como eu? Minha personalidade não é fácil, Amelie!
-Pode até ser, mas um homem com uma personalidade forte porém gentil e tolerante conquistará seu coração.
-Está se antecipando?- pergunta Chloé, Amelie.
—Não não! Estou apenas lhe dando um exemplo. O que você diria sobre o Sr. Richard? Ele parece ser um homem atraente.
-Oh, meu Deus! Que está insinuando? Não tenho intenção de me envolver emocionalmente com o Richard.
—Confesso que há algo nele que me repele,mas dê tempo a ele, Chloé. Nunca diga: "desta água não beberei !"
—Faça-me rir, Amelie. Quer me ver casada tão breve?
-Não é isso Chloé. Desculpe, estou me metendo em sua vida particular. Vamos deixar as coisas seguirem seu ritmo.
-Não há nada a perdoar. Sei que está pensando em mim. Fique tranquila.
As duas terminaram o almoço; Chloé subiu para descansar. Tudo estava quieto. Os gatos dormiam na cama de Chloé. Uma brisa suave começou a mover as cortinas. Mas a janela estava fechada. Chloé sentiu frio,ela acordou desconfortável sentindo seus pés frios; verificou o aquecedor, estava funcionando, apanhou mais dois cobertores do armário para se aquecer. Percebeu as luzes do abajur piscarem, ela estava atenta. Um aroma de perfume amadeirado invadiu seu nariz, ela sentiu os pelos dos braços se arrepiarem. Chloé se encolheu abraçando os joelhos encolhida à cabeceira da cama. Cobriu-se até o pescoço e ficou observando. Sentiu o lado esquerdo da colchão afundar suavemente como se alguém sentisse a seu lado, ela quase gritou mas permaneceu em silêncio. Uma brisa agradável beijou seu rosto. Ela fecha os olhos e depois escuta:
"Meu amor. Meu raio de sol! Estou feliz por você ter ido em busca do nosso passado. Quero que você use esse vestido. Ele sempre foi seu, Isabelle. "
O medo tomou conta dela, mas Chloé manteve os olhos fechados. Ela sabia que a voz não estava vindo de dentro de sua cabeça. Ela a ouviu bem em seu ouvido; decidiu não responder nada. Então, sentiu um leve toque em seus lábios. Ela riu como se lembrara de um beijo; seus olhos ficaram pesados e ela adormeceu.
[...]
O Porão
-Bom dia, Chloé. Aqui está minha prima Sofia.- disse Amelie ao chegar à mansão.
-Bom dia, prazer em conhecê-la, Sofia. Não se assuste com o tamanho da mansão. Aqui você vai fazer tudo aos poucos durante a semana,- disse Chloé.
- Muito prazer, senhora Chloé. Não me importo com o trabalho. Farei o que puder para agradá-la.
-Chloé, vou mostrar os quartos superiores para que Sophia começe a limpar. -disse Amelie
-Está bem, quando você terminar, vamos para o porão. Não consigo suportar a curiosidade. Algo me diz que vou encontrar vestígios da família Ruchels - disse Chloé.
-Acho que sim. Esta era a casa deles. Onde mais estariam seus pertences?
-Amelie responde
O porão havia sido totalmente reformado após o trágico incêndio que o destruiu parcialmente. Eles tentaram reproduzir como originalmente. Desde que chegara à mansão, Chloé nunca havia descido; as escadas tinha corrimão de madeira, os degraus muitos degraus. Eles acenderam as luz fraca que m*l iluminava o ambiente. estava tudo organizado. Certamente os Meyes trouxeram os objetos que estavam no quarto do Giocondo. Não haviam dito que havia documentos e fotos no porão. Elas abriram duas que continham belos chapéus, só podiam ter pertencido a Isabellle; ela havia trazido tudo o que lhe pertencia para a mansão antes de se casar. Era uma garota elegante pela riqueza e delicadeza dos detalhes dos chapéus. Havia outra caixa cor de rosa. Elas à abriram, nela havia fotos da família Ruschel. Madame Aleida, a mãe de Giocondo sentada no jardim. Ela era muito bonita. Havia uma dedicatória nas fotos das crianças, dois meninos. Deviam ser Giocondo e o irmão adotivo; eles pareciam muito felizes! Encontraram outra foto de Madame Aleida e sua dama de companhia Berna Catrina que havia falecido . Encontraram documentos, algumas cartas de parentes. Havia uma caixa de madeira que estava trancada. Como ela poderia ser aberta? Chloé guardou-a para levar ao serralheiro. Tinha uma espécie de tranca antiga.
Encontraram as roupas de Giocondo. Um frasco de loção de barbear, estava quase vazio e outro de perfume. Chloé não conseguiu conter sua curiosidade e decidiu abri-los. Para sua surpresa e desconforto, tanto a loção quanto o perfume eram exatamente iguais ao cheiro que havia sentido algumas vezes. Mas então, ela não estaria louca; poderia ser realmente uma coincidência ou um fenômeno? Chloé teria que se certificar com os Meyes.
Reservaram as caixas que levariam com elas. As roupas que encontrou de Isabellle estavam intactas. Era como se o tempo não tivesse passado por alí.
Acredita-se que m*l haviam sido usadas. Estavam embrulhadas em tecido de seda, bem fechadas em caixas; o mais interessante é que elas não foram furtadas dalí; certamente os vândalos tinham medo de violar os pertences por acharem que a mansão seria amaldiçoada porque o crime ocorreu na noite do pedido de casamento.
Alguns dizem que a noiva retorna à mansão todos os anos para esperar o pedido de casamento. Crenças, nada mais. Elas olharam tudo que havia; levaram sapatos, bolsas de mão. Não encontraram joias, mas alguns acessórios como lindas presilhas de cabelo. Chloé as pegou para usar, depois as devolveria.
Decidiram deixar o porão, causava em ambas um certo m*l estar. Chloé sentia dificuldade para respirar.
Chloé e Amelie pegam os objetos e saem de lá.
-Chloé, você está melhor?
parece um pouco pálida.
-Algo fechou minha garganta Amélie. Pode ter sido o início de um processo alérgico.
-Por via das dúvidas, da próxima vez, colocamos um lenço no rosto- disse Amelie.
- Sim, você tem razão, faremos isso.
-Amelie, se não se importa gostaria de ir para o meu quarto. Não estou bem disposta a continuar olhando essas caixas. Vou me deitar um pouco.
Chloé levou a caixa de madeira para seu quarto, sentou-se na cama abraçando o objeto. Ela ouviu a voz falar:
"Meu amor. A chave está na biblioteca. Ache-a"
Chloé ficou assustada. Se fosse verdade que a chave estava na biblioteca, ela passaria acreditar em fantasmas ou espíritos; certamente estaria tendo contato com um ser de outro plano. Mas se não fosse verdade, não daria mais ouvidos.
...