A Soluthur do século XIX tinha seus encantos. Os passeios ao ar livre, os encontros com amigos e familiares. Eu havia sido convidada para um piquenique com Giocondo; para a sociedade, seria o prenúncio de um pedido de noivado oficial. Fiquei muito feliz! Meus pais estavam presentes um pouco mais afastados nos observando. Cheguei ao parque com um modelo de Mademosaile Chateou em rosa chá, usava um chapéu com fitas que prendiam delicadamente embaixo do meu queixo. Eu estava radiante! juntamente com a minha mãe, preparei a toalha com as delícias preparadas para aquele momento: frutas, bolos, pães, sucos naturais...
Giocondo se aproxima e cumprimenta papai que está mais distante. Eles conversam por um tempo enquanto mamãe se levanta para cumprimentá-lo; ele beija a mão de mamãe e vem ao meu encontro.
Os outros jovens, embora amigos, não se aproximavam a menos que fossem chamados.
Giocondo se aproxima.
—Bom dia, senhorita Isabelle. Posso arriscar dizer que a sua beleza não compete com a luz do sol, só sua presença ilumina tudo ao redor.
-Isso me deixa lisonjeada, Sr. Giocondo.- ela ruboriza.
—Por favor, me chame apenas de Giocondo. Não somos mais estranhos.
-Ah não, então o que somos?
—Se me deixares; pretendo acordar todos os dias de minha vida ao seu lado.
—Você acaba de me deixar desconfortável. -risos
-Não foi minha intenção. Mas desde aquela dança no baile, não tiro você da cabeça.
—Confesso que fui pega de surpresa. Não pensei que você estivesse tão interessado em mim.
—Como é que você não entendeu nada Isabelle?! No baile, não tirei os olhos de você!
Desculpe-me pela ousadia, mas m*l posso esperar para ser seu namorado.
Isabelle corou. Ela não sabia o que dizer... Ele apenas sorriu e lhe serviu um suco. Eles comeram e conversaram sobre muitos assuntos, eram perfeitos juntos.
Os pais de Isabelle decidiram se aproximar para atender ao chamado de Giocondo. E assim o fizeram. Ele a pediria em namoro.
Duas semanas depois...
-Mamãe. O mensageiro está aqui com um convite do meu namorado para jantar. O que eu digo?
-Diga que sim! É claro que iremos.
Isabelle enviou um pequeno bilhete agradecendo o convite e confirmando sua presença.
O Jantar na mansão
A família de Isabelle chegou à mansão pontualmente. Eles ficaram encantados com o requinte e a elegância da bela casa. Foram recebidos pelo anfitrião. Sua mãe, Aleida, estava bastante deprimida, mas estava presente no jantar com o marido. Após a refeição. Os noivos foram para a varanda com o consentimento de seus pais, que tiveram o cuidado de não sair, confiavam na reputação do rapaz.
Giocondo admirava a tamanha beleza naqueles olhos verdes translúcidos. Eles se desejavam, bastava olhar a felicidade em seus rostos. Giocondo precisava ganhar um beijo de sua amada. Em um determinado momento, quando seus pais estavam jogando xadrez e sua mãe conversava com a Sra. Aleida que estava muito doente.
Giocondo se aproxima de Isabelle. Eles se olham com doçura, suas mãos se entrelaçam. Ele pode sentir o doce perfume de flores silvestres dela... Seus corpos estão agora mais próximos; Isabelle está ofegante, ele percebe... Ele a toca gentilmente com o polegar em sua bochecha. E então diz:
—Você é meu raio de sol, Isabelle.... diga que sente o mesmo por mim e eu serei o homem mais feliz do mundo!
-Eu... Eu, o amei Giocondo... desde o primeiro momento que o vi.
Não cabia mais diálogo alí; ele sorriu como se visse o céu se abrir diante de seus olhos, então a beijou suavemente como um beija-flor colhendo o néctar numa dança rítmica.
Dois meses depois...
Giocondo perde sua mãe Aleida vítimada de uma doença que a estava deixando fraca. Não havia tratamento possível, ela estava perdendo muito sangue diariamente. O senhor Derek começa a deixar a fábrica de lado. O tesoureiro Heringuer decide ajudar Giocondo nos negócios fazendo ele mesmo as viagens que o empresário fazia. Esse é o início do todo sofrimento.
Chloé visita sua amiga
- Querida Isabelle, que surpresa agradável! Venha!
—Desculpe-me Charlotte, eu não a avisei, és como uma prima adorável. A mamãe está na costureira. como estavamos por perto, resolvi arriscar uma visita.
-Mas isso é bom! Eu realmente queria ver você. Quero que me ajude a escolher alguns tecidos para meu enxoval de noiva.
-Tenho prazer em ajudar, assim aprenderei para quando chegar a minha hora.- ela ri.
-Então venha ver: os tecidos chegaram. Estou tão nervosa, Isabelle! Tudo vai mudar depois que eu disser sim no altar.
-Mas você não está feliz?
-Sim, muito! Estou ansiosa e com medo de não estar à altura do meu noivo, Henrico é um homem magnífico. Não quero decepcioná-lo.
-Não pense em bobagens. Você é uma Dumont. E todo mundo sabe que mulheres com esse nome são educadas, talentosas, cultas. Não há nada a temer. Você é uma boa anfitriã e Henrico a conhece desde que vocês eram crianças.
—Por certo estamos nos preparando desde pequenos para este momento. Mas há uma coisa que me deixa mais nervosa... - risos.
-Do que está falando? Não há nada a temer!
-Isabelle sua tolinha, como não?! Temos de servir ao nosso marido; preciso está bem na noite de núpcias , entendeu? - Charlotte cora.
-Huum! Mas de que maneira? Você está se referindo como arrumar a cama para que ele possa se deitar?
-Oh meu Deus! Esqueci que você só tem dezesseis anos. Sua mãe certamente não lhe disse nada?!
-Não me deixe curiosa, conte-me o que preciso saber.
-Isabelle, acho melhor conversarmos sobre isso depois do meu casamento. Então, eu lhe contarei em detalhes tudo o que acontece na cama, na hora das núpcias - ela ri
-Tudo bem Charlotte, vamos mudar de assunto.
-Mas me diga, como é seu relacionamento com Giocondo? Dizem que ele é um excelente partido. Por isso insisti em convidá-lo para o baile. O Henrique me disse que ele nunca havia convidado nenhuma garota.
-Estou apaixonada. Ele é um cavalheiro; muito responsável que ama sua família. Sinto muito que sua mãe tenha morrido. Agora ele tem problemas com o pai que está muito triste e não quer ir para a fábrica.
-Sinto muito, querida prima. Esse infortúnio vai atrasar seu casamento.
-Isso é o que menos importante agora. Ele também tem problemas na fábrica. Está sendo roubado; mas por favor, não conte a ninguém sobre isso. Eu precisava desabafar.
-Deus! Mas isso também? Você terá que ser forte Isabelle, isso pode ser um problema sério; se algo acontecer com suas finanças, você não poderá se casar!
-Eu sei. Mas vou lhe dar apoio. Eu o amo, mesmo que esteja arruinado.
-Nem pense nisso! Casar com um homem arruinado? Eu não faria isso. Deus me livre!
—Que loucura Charlotte! então, você só pensa em fortuna, mas onde cabe o amor nessa hora?
-O amor está em uma vida cheia de recursos e um homem bonito ao seu lado.
-Está mais parecendo uma caça-talentos. Não quero mais falar sobre isso!-Isabelle se decepciona.
—Desculpe sabelle, mas eu só queria avisá-la. Um homem arruinado é uma desgraça. Todas as portas se fecham, e a esposa perde os laços com a sociedade.
-Obrigada por me avisar. Mas não quero pensar nisso agora.
-Tudo bem. Vamos tomar um pouco de limonada e comer uma deliciosa fatia de bolo, está delicioso. Vai ser mais agradável no jardim.
-Sim, estou com sede. Essa conversa me deixou com a garganta seca.
Isabelle continuou conversando com sua amiga Charlotte sobre outros assuntos, mas não dá para deixar de pensar no que acabara de ouvir. Ela estava um pouco preocupada. Seus pais também haviam falado sobre problemas financeiros. Ela estaria em apuros se o que tinha em mente acontecesse. Ela saiu da casa de Charlotte com pensamentos sombrios.
[...]
Isabellle precisa de respostas:
-Mamãe, agora que estamos a caminho de casa, quero que saiba que estive conversando com Charlotte há pouco enquanto você estava na costureira. Estou preocupada; ela disse algo sobre as finanças do meu noivo, caso algo de r**m viesse acontecer.
—De quê sua prima andou enchendo sua linda cabecinha?
-Bem, eu mencionei algo sobre a fábrica; então a prima disse que devo ter cuidado ao me casar com Giocondo. Não quero dar ouvidos as suas sandices, mas preciso que você me diga a verdade: keu pai está com dificuldades financeiras? Eu realmente quero me casar, mas temo não poder dar o dote, embora meu noivo não se importe com isso.
- Isabellle, o que a Charlotte andou aprontando?! Ela não sabe nada sobre a vida. O que ela conhece são futilidades. Se realmente houver algum obstáculo, teremos que contar a ele. Isso não significa que não virá para cumprir o prometido.
-Eu sei, mamãe. Ele não está se casando comigo por dote. Eu também não me importo com o dinheiro. Quero poder estar ao lado de meu noivo.
-Você tem razão. É isso que nos ensinam desde que somos pequenas: que uma mulher deve amar aí seu esposo independente do que possa vir acontecer no futuro; na alegria ou na doença devemos ser fortes. Fique com seu futuro marido, aconteça o que acontecer.
-Mamãe, peciso lhe perguntar mais uma coisa:
—Diga-me, meu amor.
-Eu só tenho dezesseis anos, vou me casar em breve e nada sei nada sobre a vida de casada. O que acontece na primeira noite de núpcias?
-Filha, era sobre isso que Charlotte estava falando com você? Ainda não é hora de saber sobre esses assuntos. O que precisa realmente saber já venho lhe ensinando desde cedo, sabe muito bem como se pôr diante da sociedade e nas tarefas com a criadagem. As demais coisas de um casal o amor vai ensinando.
-Mamãe, você vai esperar até eu casar pra explicar o que preciso dizer, fazer?-E se você não tiver tempo para contar?
-Não minha filha, seja paciente. Não seja como Giovanna e Beatrice que estão na boca do povo. Meninas de respeito não se alimentam de conversas íntimas. como lhe disse, seu marido irá lhe conduzir como deve ser feito.
-Está bem mamãe.
-Filha, sobre a situação financeira de nossa família, acho que preciso revelar alguns detalhes; não quero que você se preocupe mas temos que ser mais comedidas de agora em diante. Seu pai tem feito negócios ruins. Você não pode se casar de imediato. Seu pai já conversou com seu noivo, ele concordou porque acha que você é muito jovem, devem esperar até os dezenove anos no máximo. Isso não tem nada a ver com dinheiro; foi uma decisão do Giocondo, e para seu pai foi um grande alívio! Afinal, como poderíamos dar a festa de casamento e todo o enxoval de noiva dela?
—Mas meu noivo não me comunicou nada a respeito! Será que me acha tão nova assim? - Isabelle fica pensativa e triste.
- O que são dois anos, passarão rápido, filha!
-Eu não sabia que nossa situação era tão r**m, mamãe. Meu noivo está par e tomou partido para nos poupar de uma vergonha?
—Eu não diria exatamente"nos poupar"! Ele não vem atravessando um bom período na fábrica. Não que seja grave, mas você é jovem demais para enfrentar uma crise logo no primeiro ano de casamento. Ele deve te amar muito minha filha, veja isso com bons olhos.
Isabelle precisaria ser forte para suportar duas possíveis quedas financeiras: de sua família e de seu futuro esposo.