O Herdeiro

1239 Palavras
Século XX, Soluthurn 1990 Falaremos de uma peça chave nesta história. Lucciano de Berna;um historiador de 45 anos nascido peregrino por natureza; vem recolhendo ao longo dos anos, diversos fatos dos lugares mais pitorescos que visitara. Sua mãe Mirna, neta do Johan de Berna; deu a luz a Lucciano que tem origem Italiana com descendência alemã. Sua mãe foi casada com um requisitado barítono que viajou o mundo encantando aristocratas e plebeus com sua voz. Mirna, abdicou de tudo para acompanhá-lo e Lucciano estava junto. Talvez por isso Lucciano ame desbravar o mundo. Eles sempre souberam da história de Johan, de como havia sido adotado pelos Ruchesl, mas que havia viajado a trabalho sem nunca mais retornar; deixando para trás uma herança que foi sendo degradada após a morte de seu irmão Giocondo. Provas sobre a autenticidade da adoção não faltam, inclusive nos acervos do museu e no livro do notário mais antigo do Cantão. Lucciano é um homem culto, perspicaz e silencioso. Possuidor de um porte elegante porém seu modo de vestir seja despojado. Seus cabelos negros,os mantém presos num r**o de cavalo. Tem um físico saudável sem músculos avantajados, ele é todo natural. Vegetariano de carnes vermelhas, procura a boa alimentação. Raramente faz uso de álcool. Seus olhos acastanhados são suaves e ternos. Pode-se considerar um belo homem de aproximadamente 1.89 de altura. [...] A chegada do Herdeiro Uau, que ar puro e fresco tem este lugar!! Parece que o tempo parou por aqui. De todos os lugares que tenho estado, não vejo o estresse das pessoas se esbarrando sem olhar umas as outras nos olhos.- Ele sorri.— Até agora, já contei umas seis pessoas me cumprimentando com um bom dia sorridente. Já vi que encontrarei muitas coisas pitorescas. Soube de umas histórias incríveis. Segundo meu agenciador de viagem, vou me hospedar num hotel que fica próxima a Catedral de São Urso; disse que é maravilhosa. Devo avista-la da minha sacada. Se o que vim buscar estiver aqui, alugarei uma casa por uma boa temporada e farei minhas pesquisas. Amanhã mesmo, procurarei os curadores do Museu da antiguidade e da Mansão que pertenceu aos pais do meu bisavô. Anelo por saber da minha ancestralidade, ainda que meio torta.-risos O amanhecer em Soluthurn... -Bom dia Sol resplandecente! Vejo que não teremos nuvens por aqui hoje. A previsão é de tempo aberto. – ele fala da sacada do hotel. Era um sábado, às seis da manhã. Lucciano ama acordar cedo. Colocou um sapatênis com uma calça na cor terra, pôs uma camisa de manga curta, cinza. Não esquecendo sua boina inseparável protegendo sua pele alva dos raios solares. Foi até um café mais próximo, preferiu não comer no hotel. Queria aproveitar o ar delicioso da atmosfera calorosa do lugar. Sentou-se e pediu um chá com torradas e geleia. Lucciano estava feliz sem saber ao certo, de onde vinha essa paz e emoção que lhe tomava por inteiro. Era como se voltara a sua pátria. Pediu ao jornaleiro que passava, um jornal local para estar por dentro das notícias do dia. Os moradores pareciam se conhecer de longas datas; o que daria ao lugar, certa segurança; difícil ver isso em New York ou em Toronto. Lucciano notou essa particularidade com bons olhos. Sabia que podia ser bem recebido pelos curadores do Museu. Ele vivera na Inglaterra por cinco décadas onde estudou história medieval, moderna e contemporânea. Alí, todos pareciam estar mesmo preocupados com sua aparência impecável sem um olhar pro outro. Tempos depois, tornou-se antropólogo na Irlanda . Dalí começou suas andanças pelo mundo. Após seu desjejum, saiu a caminhar pela praça. Admirou cada detalhe da urbanização bem planejada, sua arquitetura simples mas que mantinha historiedade. Ele volta ao hotel; sua mãe idosa porém lúcida, o chama ao celular. [Filho, chegou bem a Soleura?] [ Sim minha mãe. Confesso que meu bisavô foi corajoso de ter saído deste local tão acolhedor.] [Pelo tom da sua voz noto que gostou da região. Mas seu bisa teve um motivo maior e você sabe.] [Eu sei. Meu bisavô era altruísta. Mas deixar tudo para trás não foi muito inteligente.] [ Não sabe o que está dizendo meu querido. Se não fora desse modo, certamente nem estaríamos tendo está conversa.] [ Minha adorável mãe,sabe o que penso sobre o destino. Eu prefiro correr atrás dele.-risos.] [ Está bem Lucci. Assim que souber de algo da família Ruchesl me avise. Cuide-se meu filho. Um beijo.] [ Certamente lhe contarei tudo.Beijos minha mãe. ] [...] Dois dias depois.... Museu da antiguidade Lucciano vai ao Museu da antiguidade. Observa os objetos, peças decorativas, vestimentas de gala e fotos. Ele se surpreende ao dar de cara com a foto dos irmãos na fábrica: Giocondo e Johan Ruchels. Na descrição da imagem não deixava dúvidas que eram os herdeiros da fábrica de charutos. Seu coração dá um salto. Se seu bisavô estava alí, certamente a história era verídica. Sendo assim, sua mãe Mirna e ele seriam herdeiros legítimos. Perder a chance de resgatar um passado tão importante não era coisa pro Italiano. Ele era obstinado. Se seu bisavô não voltou para buscar o que era seu por direito, ele o faria. -Que incrível! Sou descendente por tabela de uma família tão conhecida como os Ruchels. Me emociono ao ver como foram gentis ao criar meu bisa sem ser filho legítimo. Farei de tudo para honrar a memória deles. A velha Mirna nunca foi de falar detalhes. Ela seguiu os passos do seu avô. Mas se estamos vivos e temos direitos, não podemos deixar que outros cuidem do que é nosso. Minha mãe ficará maravilhada ao ver essas imagens. Meu bisavô não tinha nenhuma fotografia na época consigo. Bem, se já tinha planos de permanecer por um tempo, agora ficarei um pouco mais. Procurarei os responsáveis pelo acervo. Soube que há uma propriedade ainda de pé. [...] No Hotel Lucciano chegou ao hotel por volta das 14h pm. Almoçou no quarto, evitou o burburinho dos turistas conversando enquanto comia. Ele gostava de frutos do mar; pediu ostras com arroz n***o e salada de polvo. Havia feito algumas compras de roupas novas para a temporada na cidade, sendo muito bem tratado mas lojas. As mulheres eram belas, mas todas pareciam que foram criadas em série. Talvez uma característica local. Mas ele não buscava por romance. Nenhuma beldade havia chamado a sua atenção. Após provar um saboroso manjar dos deuses com seu café meio amargo, tomou nota na inseparável agenda de couro dos próximos passos a serem seguidos. Falaria abertamente com os Meyes sobre seu interesse em rever o que sua mãe tinha por direito. Sobre o acervo do Museu, poderia resgatar o que pertencera aos Ruchels, mas deixando algumas peças, fotos que mantivesse sua memória. A casa que fora mencionada por sua mãe, se estivera em boas condições; poderia ser empregada em algo que preservasse a história da família como um todo. Aos 45 anos, solteiro e um tanto cansado de rodar o mundo, Lucciano pensara na possibilidade de trazer Mirna para passar uma temporada alí. Na idade em que se encontrava já não podia está sozinha. Com o clima agradável da cidade, pessoas solícitas e na sua companhia; sua mãe não se oporia ao convite do único filho. Lucciano dá uma boa olhada no entardecer da Soluthur através da sacada; ele boceja, enquanto alonga o corpo que demonstra cansaço. Ele vai para cama descansar até a hora do jantar.
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