Século XX ano de 1990
Richard saiu muito aborrecido por ter sido maltratado pela Chloé. Tão pouco ela parecia se importar.
Ao entrar na Mansão jogando as sandálias para os lados, larga sua bolsa e sobe as escadas de joelhos, pois não se equilibrava bem estando de pé.
-Ah, melhor assim! Queria mesmo é estar sozinha hoje.-Ela balbucia chegando ao quarto já arrancando suas roupas.
Alguns metros próximo a cama estava Giocondo que a seguira. Chloé acende a lâmpada do abajour. Ao seguir para o banheiro, ela para em frente ao grande espelho. Estava somente de roupa íntima. Ficou parada por um tempo se observando; imaginando como seria Isabelle naquelas condições.
De repente, sente seus pés esfriarem como se uma de corrente de ar passasse pelo piso. Fechou as janelas e a porta da varanda. Voltou para o espelho com um súbito desejo de olhar- se despida. Retirou seus acessórios: anel, pulseira e brincos. Por fim, ficou totalmente nua. Por um momento Chloé falou em voz alta o quanto arrependeu-se de ter sido grosseira com Richard; ela ainda completa dizendo quanto seu corpo o desejava naquele momento.
Chloé estava sendo manipulada psiquicamente por espíritos trevosos ligados ao sexo: Incubus e Súcubos. Eles se alimentavam da energia que emanava do ato s****l dos obsidiados.
Giocondo estava enciumado por ver sua amada desejar seu pior inimigo. Sua dor era tão grande que passou a desejar possui-la por uma única vez. Giocondo sabia que não estava sozinho alí, outros ardiam em atos obscenos para lhe impulsionar. Palavras de baixo nível ecoavam pelo ambiente. Chloé se enchia de carícias com pensamentos mais obcenos ainda.
Giocondo se entusiasmava ao ver sua adorada Isabelle no corpo da Chloé entregue por inteira. A bebida alcoólica emanava sua essência e os demônios a tragavam. O quarto estava mais frio; e a cada gesto que Chloé fazia sussurrando palavras esdrúxulas,Giocondo também se influenciava mais. Ele é vencido pelos desejos obscuros e fala ao seu pensamento, mas ela ouvia como se falasse em alto som:
—Meu Sol. Como te desejo. Dá-me um pouco dessa energia, una-se a mim agora.
Chloé sentia esse chamado ardente enquanto acariciava os s***s. Ela começa a chamar seu nome:
—Giocondo. Posso sentir seu cheiro; você está aqui. Toma-me se puder.
Chloé deu sinal verde para que seu ectoplasma fosse direcionado formando uma imagem daquele que seria Giocondo. Ele sentiu seu corpo como se estivera vivo. Acariciou o corpo da Chloé tão intensamente que ele pôde imaginar sentir um orgasmo. Os demônios cheios de palavrões gritavam falas luxuriosas que Chloé repetia para Giocondo. Durante mais de uma hora Chloé servia aos mais variados espíritos trevosos que sugavam a cada orgasmo através da m*********o constante. Giocondo estava se enfraquecendo a medida que outros se acoplavam nela pedindo mais. Ele desaparece do quarto. Chloé acaba dormindo nua, caída em frente ao espelho e os súcubos estavam como sangue suga encima do seu corpo apreciando cada resto de energia s****l que sua i********e expelia.
Pela manhã...
—Aai que dor de cabeça! Mas que hora é essa?- Chloé se dá conta que dormiu no tapete do quarto completamente despida.—Me recordo que bebi um pouco e que fui arrogante com Richard, mas do resto não me recordo. Devo ter caído de bêbada, isso sim. Depois me desculparei com ele.
[...]
Dois dias depois...
-Bom dia Amelie, como se foi de viagem? Senti sua falta.
-Estive bem. Mamãe não tem nada grave, apenas necessita descansar e não pegar peso, coisas da coluna.
-Quem ficou com ela, agora que voltou?
-Duas primas. Minha irmã chega em dois dias e ficará a encargo. Estou mais tranquila.
-Na idade em que se encontra, deve cuidar da coluna. Mas os pais sempre são teimosos, pior que nós – Chloé ri.
-Chloé, agora que sei que minha mãe está bem, não quer dizer algo? Sua expressão de cansada diz tudo!
-Realmente me conhece. – Chloé põe as mãos cruzadas embaixo do queixo— Sabe Amelie, andei bebendo Gin num bar. Eu estava sozinha, meio nostálgica após visitar o museu.
—Ah Chloé, imagino que essa visita ao museu te trouxe algo bom a princípio, mas logo caiu a ficha não foi?
-Sim. Exatamente assim. Eu queria ficar sozinha naquela noite. Aí chego na porta da Mansão e o Richard estava lá feito um poste. Soltei as farpas nele.
-Não se culpe, é normal se exceder. Logo Richard esquecerá o ocorrido.
-Não sei. Lhe disse palavras ofensivas indignas de minha pessoa. Nunca fui assim.
-A bebida lhe forneceu munição minha amiga. Mas me conta tudo!
-Estou com vergonha, mas preciso desabafar.
—O que houve desta vez Chloé?
—Eu não me recordava de nada quando despertei. Enquanto me duchava, ao tocar-me, senti um forte ardor. Como se estivera sido violentada.
—Você por acaso... tentou f********o como se Giocondo estivera atuando?
-Nossa, que vergonha! – Chloé não queria continuar mas Amelie insistiu. —Eu me recordo pouca coisa. Mas lembro de chamar por ele sim. Senti um frio imenso mas continuei despida frente ao espelho. Parecia real, mas o resto se apagou.
—Chloé, no mundo espiritual, costumamos chamar alguns espíritos ligados ao sexo como trevosos. Mas todos eles na verdade são o que eram em vida; bons, maus ou péssimos! Ao atrair Giocondo, que não sei se esteve com você; outros vieram e a fizeram introduzir algo em seu interior para aproveitar o máximo das suas maldades. Eles sentiram através da sua energia expelida, de suas palavras e ações. Fizeram sexo voraz com você. Existe uma linhagem chamada Íncubos e súcubos. Se os atraiu até aqui, certamente virão outra vez.
-Como poderei me livrar deles?
-Você abriu uma cancela para os touros entrarem. Cada vez que fizer amor eles estarão vigiando para te fazer de marionete ao seu bel prazer.
-Mas o que eles foram e por que vieram justamente a mim?
-Foram e**********s, psicopatas, pedófilos, drogados e alcoólatras suicidas. Todos eles sugam a energia da bebida, sexo, drogas. Você certamente estava carente e foi parar num bar. Veio para casa e encontra Richard certamente cheio de desejos por você, ele os trouxe, provavelmente ou vieram do bar com você. Precisa evitar a bebida.
- Amelie, eu acho que fiz amor com Giocondo.
- Mas por que me conta as coisas pela metade? Assim não poderei te auxiliar.
- Desculpa Amelie. Eu tenho só a impressão, mas não tenho certeza. Senti um vento frio deslizando suave por todo meu corpo e uma voz falando coisas boas em minha mente. Acho que só podia ser ele. Mas depois não me recordo.
- Chloé, pensa bem comigo: de onde acha que nasce o orgasmo?
- Ah, nas carícias, toques em regiões erógenas.
—Errado! Nasce primeiro numa ideia primordial. Você pensa em algo ou em alguém, seu cérebro automaticamente emite sinais e o hormônio do prazer faz que busque no catálogo uma imagem caso esteja sozinha, ou que olhe para seu parceiro te tocando, isso acelera o processo. Se você simplesmente toca no seu corpo sem um pensamento de prazer será em vão.
- Agora faz sentido!
-Sei que tudo é muito novo pra você,mas deve tomar cuidado. Se veio a Soluthur por uma causa justa por que irá se perder no caminho? E pior, deixar Giocondo sucumbir às trevas. Ele a ama como Isabelle, pense nisso! Se vai fazer amor com Richard, faça uma oração enviando paz para seu coração. Ele é um espírito mas já foi carne. E nem pense em ter um amante espiritual, isso é perigoso ao tornar-se vampirismo.
- Não sei se devo contar a Emma. Tenho vergonha; o que farei?
- Por enquanto só observe. Veja como se sente em relação a sua libido. Se percebe que está muito afoita ao extremo por sexo,pode ser que está obsidiada por Giocondo ou por outros. Lute para não sucumbir aos prazeres. Saia, dance, ore, cante, converse. Mas não se tranque num quarto com espíritos nem durma com Richard apenas por um orgasmo. Você pode acabar louca!
Amelie tinha razão. Aquela Mansão centenária guardava segredos desde a sua fundação. O que teria sido antes de ser construída?