Capítulo 4

2051 Palavras
Corações pulsantes. Corpos completamente colados, respiração descompassadas, olho no olho, boca entre-aberta e tesã0, muito tesã0. Era um sinal perfeito para um beijo. Era a cena mais perfeita pra um beijo. Damon queria muito sabe do gosto dos lábios da menina que nem sequer hesitou lhe dar esse privilégio, menta, cereja, morango ? Não sabia dizer qual o sabor que ela teria em seu gloss, mas queria muito descobrir naquele momento. Anna estava de corpo e alma, não escondia que queria ser beijada, mantinha os olhos entre-abertos e os lábios umedecidos por tamanho desejo que seu corpo estava emanando, o frio na barriga colapsando a mente da menina por completo. Ele conseguia enxergar o quanto mexeu com ela, seus olhos cheios de lúxuria. Anna não sabia escondê-los. E apesar do clima estar um dos melhores, Damon não o fez. Um dos melhores beijos que eles poderiam ter na vida por culpa de um desejo absurdo foi interrompido por Damon, condenado réu culpado desde aquele instante por não deixar rolar o beijo esperado. O beijo que deveria ter acontecido. Segurou seus instintos, e o gosto amargo dele era r**m demais pra quem tinha tudo que queria no momento em que queria, engoliu o tesã0 reprimido a força e se afastou devagar da menina, se atentando ao equilíbrio dela. Anna esperava mais do que só uma aproximação, ele dizia tanto e não fazia nada, e quando seu corpo foi afastado do dele, podia sentir a frustração palpável. Queria ser beijada e não negaria isso, se Damon perguntasse claro que não admitiria, mas do que adianta mentir se a verdade estava em sua testa ? Aquele frio na barriga, a corrente elétrica que corria por seu corpo, era novidade, era bom. Anna nunca tinha sentido algo assim na vida por alguém. Se perguntou por um momento se isso era efeito da bebida que tinha tomado mas no fundo ela sabia que o motivo dessa sensação não era uma bebida e sim uma pessoa. — Você precisa ser mais honesta consigo mesma. - Damon quebrou o silêncio, depois de despertar um fogo imensurável na menina á sua frente que o encarava ainda paralisada. Ela era inexperiente e Damon conseguiu ver isso no rosto dela, conseguiu sentir o peito dela acelerado contra o seu, batendo tão forte, tão vivo, que por um momento ele achou que sua consciência pesou. Ela era tão bonita, e não só isso, as curvas de seu corpo faziam Damon querer levá-la para sua casa esta noite mas garotas como ela se apegavam muito fácil, ele não gostava de ser o primeiro na vida dessas garotas. Ele gosta de diversão de uma noite e de em alguns dias não se lembrar mais do nome delas. Anna não parecia o tipo de garota que se divertia apenas por uma noite e por mais que ele quebrasse muitos corações, ele não queria fazer isso com ela. Como alguém nunca tinha a beijado? Como ninguém nunca tinha a levado para a cama? Com uma aparência como a dela não era difícil que ela tivesse pretendentes. Até mesmo Damon estava hipnotizado com a beleza que os Deuses deram á essa garota. — Por que diz isso? - Anna respondeu quando encontrou sua voz e se recuperou do pequeno momento que tiveram juntos. Sentia seu rosto queimando, suas bochechas tão vermelhas que podiam ser vistas de longe. Estava longe de estar bêbada mas sem dúvidas sua mente não estava sã. — É visível que você n**a a si mesma a diversão que precisa. - Damon cruzou os braços, se encostando no parapeito do quiosque, com um sorrisinho de canto. Anna desviou o olhar e respirou fundo, tentando retomar o controle das suas sensações. — Eu não sei o que quer dizer. - Ela fingiu que não sabia mas ela sabia bem sobre o que ele estava falando. Mas por que ela deveria ficar sem graça por causa disso? Por que ele era tão intimidante? — Ah, você sabe. - Ele pontuou, o timbre baixo e grave, arrepiando os pelos dela. - Você nunca beijou alguém beijou? Anna olhou na direção de Damon rapidamente com a boca entre-aberta, chocada em como ele era tão direto e sem pudor. Pensou em todas as coisas feias que poderia dizer para responder a sua pergunta mas o que ela deveria fazer? Mentir? — E por que isso seria da sua conta? - Ela cruzou os braços, juntando as sobrancelhas, visivelmente incomodada com a forma que ele se expressava. Como uma pessoa não tinha filtros? Ele não se importava em magoar os sentimentos dos outros? — Isso é um sim, pressuponho. — É por opção. - Ele ergueu o nariz, como uma garota mimada que ela não era. Mas Damon feria seu ego de maneiras que somente Maria tinha feito até hoje. Damon soltou uma gargalhada leve por causa da reação dela. — Imagino que sim, você é uma garota muito bonita. - Anna sentiu suas bochechas corarem novamente mas apesar disso desviou o olhar, era vergonhoso. "Você poderia ter mudado isso hoje" — Foi o que Anna pensou e logo depois afastou esse pensamento rapidamente. Ela não deveria ficar pensando sobre isso. — Obrigada. - Ela agradeceu, apesar do orgulho na garganta. Sua criação a obrigando a ser educada em qualquer circunstância. — Então isso significa que você também nunca foi tocada por um homem. - Damon passou a mão pelos cabelos, o jogando para trás charmosamente, relaxada como se uma conversa como aquelas não fosse nada demais. E não era, pra ele. Pra Anna era uma conversa muito anormal. — Depois de me chamar de p.uta, não achei que voltaria a tentar me ofender. — Minha intenção não é te ofender. - Damon respondeu ligeiramente. - Eu só estou curioso. — E o que isso mudaria na sua vida? Nunca mais vamos nos ver. — Por que acha que nunca mais vamos nos ver? - O interesse de Damon foi acendido novamente. Não que ele tenha deixado de ficar interessado. Mas Anna parecia ser uma boa menina, não merecia ser usada da forma que ele queria usá-la. — Eu não costumo vir em festas, essa foi uma exceção por minha amiga muito insistente. Começando por ai, as probabilidades já são baixas. - Anna pontuou, um pouco aliviada por que ele tinha deixado sua castidade de lado. Pelo menos por agora. Agora fazia sentido por que ela nunca tinha beijado ninguém. Não há como conhecer pessoas trancada em casa. — Seus pais são rigorosos? - Pai protetor? Mãe brava? Era um motivo bem plausível para ela não ter curtido a vida como uma garota da idade dela deveria. Anna soltou uma risada leve, deixando toda a tensão de lado. — Você faz muitas perguntas. - Ele murmurou. Ele realmente parecia interessado naquelas perguntas mas ela não sabia bem se estava enxergando certo no rosto dele. Damon era tão sério, tão frio, ele só demonstrava o tesã0, isso era bem evidente no rosto dele enquanto encarava as belas curvas de Anna. - Mas não, eles não são. Bem, minha mãe não é, ela até mesmo me força a sair algumas vezes. — Você é um pouco peculiar. - Murmurou baixo, os olhos sombreados com o desejo. - Escolhe isso de boa vontade. — Isso não deveria ser algo que pudesse surpreender alguém, antigamente as mulheres só beijavam e se deitavam com algum rapaz depois de casada. - Não era o caso de Anna, ela só não ficava pensando constantemente em beijar alguém, não tinha tido essa vontade. Até aquela noite.. Damon conhecia bem isso. A Tríade da qual ele fazia parte ainda era bem apegada as regras de mulheres recatadas e do lar, mulheres criadas desde á infância para servir ao futuro marido, completamente pura. Mas elas não tinham essa diversão por que eram obrigadas a não ter, por honra, caso contrário o nome da família seria manchado. Por que ela escolhia ficar assim se podia ter a coisa mais prazerosa que duas pessoas poderiam fazer? — Conheço algumas meninas assim mas te surpreendia o motivo delas. - Ele murmurou, pensando em seu próprio mundo do qual Anna provavelmente nem sequer imaginava que existia. — Então não deveria ficar tão cético quanto a mim. — Você não faz isso por opção, não faz por que tem medo. — Eu não tenho medo. — Então que tal eu beijar você agora? - Ele propôs, os olhos brilhando e o sorriso de lado. A barriga de Anna se encheu de borboletas e o frio consumiu todo o seu corpo, ao mesmo tempo que a incendiava. - Eu posso te ensinar como se faz. Anna engoliu em seco. Ela não sabia o que responder. Damon era intenso, era bonito e sem dúvidas despertava seus desejos mais profundos. Assistiu ele se aproximar devagar novamente e ficar tão perto dela que sentiu um arrepiar em sua espinha. Para Damon aquilo era uma brincadeira que fazia seu tempo passar com mais qualidade. Era divertindo ver o desejo de Anna estampado em seus olhos, e também excitante, ele não podia negar. Só de imaginar como deveria ensiná-la a sugar seu p.au da maneira que ele gostava com aquela boca deliciosa, o deixava animado. Era uma briga interna se deveria ou não ir em frente com ela. Ele sentia como se tivesse fazendo algo que não deveria e ao mesmo tempo sentia seu saco apertar de tamanha maneira quando olhava para ela, quase irresistível. Mas ele só ia beijá-la, não tinha m.al nisso, tinha? Ele colocou uma das mãos na nuca de Anna, devagar, delicadamente enroscando os dedos nos fios dourados da menina. Ela conseguia sentir em sua palma o quanto ela estava nervosa, arrepiando inteira. Sem dúvidas sua c.alcinha estava encharcada. Damon sentia muita vontade de conferir.. Anna estava entregue, encarava fixamente os lábios de Damon sentindo espasmos por todo o seu corpo, sentindo sua pele arrepiar com o toque dele, era uma sensação nova, algo que ela tinha acabado de descobrir, suas pernas vibravam com antecedência enquanto assistia Damon se aproximar cada centímetro mais. E como se fosse obra do dia.bo, o telefone de Damon tocou. Em sua mente ele praguejou um milhão de palavras quem quer que estivesse ligando, pensou em ignorar mas não podia fazer isso, não podia deixar de cumprir seus deveres por causa de prazer. Sem se afastar muito ele buscou o telefone no bolso da calça e o colocou no ouvido. — Preciso que venha até aqui, agora! - Anna conseguia ouvir a voz do outro lado da linha, de tão próximos que ainda estavam, mas ela não estava prestando atenção nisso, ela estava completamente congelada com as sensações dominando seu corpo, com a mão de Damon em sua nuca, os lábios dele tão próximos e os olhos dele nos seus, a consumindo. Damon não respondeu, apenas desligou a chamada e colocou o celular no bolso novamente. — Eu preciso ir. - Ele murmurou, próximo ao rosto de Anna, que estava estática. Damon se afastou de Anna definitivamente e tirou a mão da sua nuca, fazendo a menina soltar um suspiro leve que nem ela mesmo sabia que estava segurando. O tesã0 estava palpável. Ele levou a mão para dentro do paletó e tirou de dentro um cartão. — Eu quero te ver de novo, se você quiser também. — Para a surpresa de Anna, Damon levou o cartão até seu decote exposto e o colocou entre seus se.ios lentamente, o que a fez perder o ar por alguns segundos, sentindo o choque que a mão quente de Damon causou em sua pele, deixando sua respiração desregulada e seu coração agitado. — Te ensino qualquer coisa que desejar. Anna seguia o olhar de Damon, que estava fixo nos olhos azuis dela apesar de seus dedos saírem de outro local. Ele deu um sorriso de canto e uma piscadinha sensual, mas antes de se afastar de vez Damon deixou um beijo no canto da boca de Anna. E se ela sentia seu coração acelerado antes, naquele momento Anna achou que poderia enfartar. ~~ O LIVRO NÃO ESTÁ FINALIZADO E NÃO ESTARÁ, NÃO CONTINUEM A LEITURA! O livro não pode ser excluído, e infelizmente não conseguirei dar continuidade ao livro. Aguardarei a data para retirá-lo da plataforma, portanto, não leia, pois não está finalizado.
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