— Eu odeio aquela p**a! — Clara gritava com Frank que apenas se divertia com a situação. — Para de rir, c*****o!
— Clara, você está irritada com ela por quê? Até parece que ela ganhou mais do que você no último dia.
— HAHAHA faça—me rir Frank.. aquela v***a desengonçada não ganha mais do que ninguém, é a pior camgirl da agência! — Clara se jogou no sofá de couro que havia em seu quarto.
Frank a encarou. Ela estava linda, como sempre. Estava com um cropped azul marinho e um short preto. Frank encarava as coxas da mulher. Clara percebeu e começou a passar a mão direita na coxa esquerda. Quando passou pela parte interna da coxa deu uma leve arranhada. Frank sorriu, sabia onde isso iria acabar
— Clarinha, Clarinha... você sabe que não podemos...
Clara gargalhou.
— Assim como você não pode ser meu cliente, né? Frank01. Não tinha nome melhor, não? – a garota sorriu e Frank travou. Ele achava que ela sabia, mas não tinha tanta certeza assim. — Que foi? Não me diga que mudou de ideia e a partir de agora vai seguir as normas dos chefe? — A garota levantou do sofá e jogou os tênis longe de qualquer maneira. O encarou. Ele queria ela. Suas veias já estavam saltadas. Ele queria a Clara. Ah se queria. Ela começou a se aproximar, com um sorriso safado estampado no rosto, enquanto ele começou a tirar a blusa devagar.
Distante dali, PK andava de um lado para o outro na sala do apartamento de Bárbara. Ele estava esperando sua namorada terminar de se arrumar para irem ao aniversário do irmão da garota. Pedro achava tudo aquilo desprezível. Isso porque, Gabriel, irmão de Bárbara, iria completar 21 anos e era o maior bebezão, volta e meia PK tinha que ir em alguma delegacia salvar o i****a. Quem ganha festa de aniversário aos 21 anos? Ainda mais quando se é um tremendo i****a? Mas não era isso que preocupava Pedro. Hoje era a estréia de Louise na agência HOT69. Ele não queria admitir que teria a sua garota exposta para todos idiotas do mundo inteiro.
— Pedro Henrique eu estou falando com você! — Bárbara gritou pela quinta vez.
— Que foi? — ele a encarou. Ela estava com um short preto colado no seu corpo, com um cinto de fivela prateada e com uma blusa larguinha. Na blusa estava escrito "b***h" ele olhou sério para a blusa a reconhecendo. Ele havia dado uma igual para a Louise. p***a. Tudo que era lado que ele olhava ele lembrava da Louise.
— Da onde tu tirou essa blusa aí? — PK encarou Bárbara que sorriu.
— Ah.. a Louise me deu! Fofa ela ne?! Disse que estava desapegando porque iria viajar.
Pedro parou para pensar. Antes de ir embora Louise deu um presente para cada um. E para ele, ela deixou um presente e um bilhete. Restava lembrar onde estava o bilhete. Bárbara saiu para colocar seu sapato. Bingo! Pedro lembrou onde estava o bilhete. Abriu a carteira e lá estava uma foto dos dois e um pequeno pedaço de papel. Para você nunca esquecer do que existiu entre nós.
O rapaz sorriu. Um largo sorriso. Bárbara achou que era para ela e se jogou nos braços do rapaz, que a beijou carinhosamente, mas seu pensamento estava na Louise.
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— Frank! — Bryan gritou do lado de fora do quarto da Clara. Ele sabia que o amigo estava ali.
— Ô tranca f**a ein — Frank disse ao abrir a porta colocando a camiseta.
— Bora lá na sede que tem carne nova no pedaço. — Bryan disse rindo da nova remessa de garotas que haviam chegado.
— Galinha né, BB — Clara disse se referindo as garotas. Bryan odiava ser chamado pelo apelido, que havia ganhado quando chegou a equipe, por ser muito novo. Apesar da implicância, a mulher gostava dele no fim das contas. Os três andaram a passos largos um do lado do outro, até chegarem na sede. Quando chegaram, todos estavam lá em um silêncio absoluto. Forasteiro estava sentando em uma cadeira com uma mesa de escritório bem no centro do salão. Clara olhou para Mark, e recebeu de volta um olhar de cumplicidade e desejo, mas logo o homem ajeitou a postura, e foi para perto da porta, onde deveria fazer a segurança.
Forasteiro estava parado. Analisava a tabela de rendimentos de cada uma. Melissa estava atrás dele. Ele era o chefe de tudo. E ela era quem cuidava das garotas. Se achava a primeira dama já que Forasteiro à comia as vezes. O que ela não sabia era que ele comia "às vezes" todas as garotas.
Bryan esfregou uma mão na outra, faceiro. Quando a porta abriu todos se encaravam. Logo estava Dodô entrando com todas as garotas. Louise era a sétima garota na fila. Por motivo do destino, ou não, sete era seu número da sorte.
Todas se apresentaram. Até chegar a vez de Louise. Forasteiro estava no celular durante a apresentação de todas as garotas.
— Eu sou a Lola. — todos a encararam. Forasteiro a analisou de cima a baixo. Lola estava com uma saia rodada branca e com um cropped, que mais parecia um sutiã, rosa pink. Mascava chiclete, e estava com o cabelo completamente escorrido, causando um belo contraste.
Forasteiro deu um sorriso de lado que irritou Melissa e atiçou Lola. Se ela queria descobrir algo seria bom manter contato com o chefe. E com isso ela piscou, o que fez Melissa bufar, e revirar os olhos.
— Novatas, venham comigo — Melissa disse guiando as garotas até o segundo andar do prédio. — Atenção. Cada garota possui um quarto. É responsabilidade de cada uma o organizar. Cada uma terá uma sala no site do HOT69. Podem ter cadastro em outros sites. Mas o principal é aqui. 70% é da agência, 10% aluguel e 20% de vocês. Vocês recebem um saldo inicial de dois mil reais para mobiliar o quarto. Vocês poderão sair daqui para ir as compras somente hoje e, é claro, acompanhada.
— Mas afinal o que a gente tá fazendo aqui? Eu vim para o emprego de garçonete — uma grota que aparentava ter no máximo 18 anos disse. Sua voz era tremula. O estomago de Louise revirou, e ela tinha vontade de meter uma bala no meio da cabeça de cada um que compactuava com aquilo. Mas para o sucesso da missão, ela precisava ser fria.
— Não se ligou ainda não princesa? — a garota ruiva exclamou — Tu tá aqui pra servir aos macho! Agora tu és uma p**a — ela começou a rir. Lola revirou os olhos e Clara deu um tapa no rosto da ruiva, pegando as novatas de surpresa. Ao olhar ao redor, Louise percebeu a naturalidade com que todos levaram a situação, e a rapidez que o rapaz moreno chegou ao lado de Clara. Ele, com certeza, era bom.
— Deixa de ser retardada Dienifer! — Clara falou séria, Frank já estava a segurando. Clara gostou de ser dominada pelo seu cliente secreto. — Olha aqui — Clara conseguiu se soltar de Frank, porque ele deixou, na realidade — Tu vê lá como tu fala do coletivo! Ninguém aqui serve aos machos, todo mundo sabe que tu és a maior v***a daqui, mas se tu não quer ser valorizada o problema é teu! Não me mete no meio, eu não sirvo a macho eu satisfaço eles!
Clara saiu rindo e entrou no seu quarto. Os antigos sabiam que as duas viviam brigando. Lola ficou intrigada, sabia que aquilo era um motivo fútil. Clara queria mesmo era dar na cara da garota. Melissa ignorou a situação e começou a dizer com quem cada garota iria as compras. Bryan iria acompanha Lola.
Bryan estava com uma camiseta preta comprida de alguma banda de rap nacional que ele curtia. Pegou a chave do santa fé preto. Se tinha algo do qual ele se orgulhava era o carro, com certeza. Lola olhava atenta ao rapaz. Alto. Cabelos pretos, cheio de estilo.
— A princesa já sabe onde quer ir? — Bryan perguntou enquanto abria a porta. Lola parou na frente dele e ele a analisou de cima a baixo. Com certeza ela era a garota mais bonita que havia chegado dessa vez.
— Sei lá. Tipo, o que dá pra comprar com dois mil? — a morena colocou a mão no queixo, estava pensativa, mas aquela cena estava muito sexy. Bryan sorriu e ficou analisando—a. A garota era gostosa. Ele com certeza não perderia a oportunidade de dar umazinha.
— Bryan — aquela voz rouca causou um arrepio na Lola. Bryan sabia muito bem quem era o dono daquela voz.
— Sim, Foras — ele sorri e os dois se cumprimentaram.
Lola ergueu a sobrancelha.
— Bryan.. preciso que tu pegue um carregamento pra mim — Forasteiro olhou para Lola, como quem mandasse ela parar de prestar atenção no assunto. A garota por sua vez pegou um óculos de sol que estava em cima do painel da santa fé e o colocou logo em seguida encarando Bryan.
— Claro... vou levar a Lola pras compras e depois eu pego.. — Bryan começou a falar e logo foi interrompido.
— Acho que tu não entendeu, BB. Tu vai agora pegar um carregamento. O caminhão ta chegando em menos de uma hora. Confere direito aquelas armas lá.
A troca de olhares entre Bryan e Lola fez com que ambos se arrepiassem, e que Forasteiro ficasse com ainda mais raiva.
— Vai precisar bem mais do que esse sorrisinho bonito pra ganhar alguma coisa de mim — BB piscou e jogou as chaves para o Forasteiro. Ele tinha certeza que o chefe queria apenas tirar uma casquinha da garota nova.
— Entra ai. Vou te levar. Aonde tu vai querer ir? — Forasteiro encarava Lola. Ela o encarou assim que colocou o sinto de segurança.
— Cara, aonde eu compro uma cama decente com dois mil? Eu nem conheço essa cidade! — ela passou as mãos no cabelo e Forasteiro começou a rir. Ela tinha um jeito engraçado. Seria ótimo dar uns pegas nela.
— Que tipo de cama você quer? — Ele começou a dirigir e volta e meia ficava olhando para a garota ao seu lado.
— Cara... qualquer cama. Dando pra dormir já era — ela olhou pra ele que ria. — Qual foi?
— Já sei onde a gente vai.
Forasteiro continuou o caminho todo dirigindo calado. Lola não falou mais nada depois disso. Ela queria saber mais sobre ele, mas não podia dar pistas. Tinha que ser aos poucos. Até porque ela era a única garota que não parecia estar assustada com o que estava acontecendo.
Forasteiro parou o carro em frente a uma lojinha de móveis. Era afastada do centro da cidade, mas era excelente. Lola conseguiu comprar uma cama, uma cadeira e uma pequena mesa. A agência dava os computadores de última geração. Forasteiro deu o endereço e voltou para o carro. Lola ainda tinha 450 reais e mais mil e quinhentos que ela tinha guardado no sutiã.
— Forasteiro, será que a gente não poderia passar num sexy shop? — Ela olhou para ele com uma carinha de cachorro que caiu da mudança. Ele riu e assentiu com a cabeça.
Mais alguns quarteirões e eles chegaram a lojinha. Era uma loja sem fachada. Super discreta. Os dois entraram e as atendentes todas foram para cima do homem, ele era um cara bonito. Pele morena clara e um cabelo e olhos negros. Estiloso. Chama atenção por onde passava. Ele logo pediu privacidade e todas saíram da volta. Lola riu com a cena e teve uma ideia para atiçar o novo chefe. Pegou três fantasias. Uma de diabinha, uma de fada e uma de policial. Resolveu experimentar. Primeiro ela colocou a de fada. Forasteiro estava sentado em uma poltrona bem na frente do provador. Ela saiu de lá para que ele visse. Ele estava mexendo no celular., então ela pigarreou, chamando atenção e ele a encarou. Pegou seu celular pra tirar foto e ela fez que não com o dedo indicador e correu de volta para o provador.
Ah Lola! Eu adoro um jogo. Pensou ele. Logo ela estava de volta com a fantasias de diabinha. Dessa vez ela m*l apareceu e já saiu. Depois ela veio com a fantasia de policial. Nessa ele a fotografou. Ela sorriu e girou as algemas no dedo, logo em seguida mordendo o lábio. Ele sorriu e se levantou.
— Foras, você poderia me ajudar aqui? — Lola disse com uma voz extremamente sexy — não consigo tirar essa parte de cima da fantasia.
Forasteiro a encarou.
— Ah que se f**a — entrou com tudo dentro do provador a prensando na parede.