bc

Refém da bondade

book_age18+
533
SEGUIR
1.2K
LER
vingança
outros
Sombrio
drama
mistério
brilhante
génio
abuso
cruel
brutal
like
intro-logo
Sinopse

Qual é o preço por cometer um ato de bondade?

Bondade. O que essa palavra significa? Qualidade de quem tem alma nobre e generosa e é naturalmente inclinado a fazer o bem; benevolência, benignidade, magnanimidade.

Verônica não era nada disso. Pelo contrário, ela tinha prazer em estudar o mais c***l das pessoas, ela gostava mesmo de se aventurar no mundo da psicopatia através de suas pesquisas. Porém, jamais imaginaria que sua vida estava prestes a mudar e muito menos poderia saber que um ato de bondade a colocaria frente a frente com um serial killer perigoso e c***l.

Agora ela poderia estudar de perto um psicopata e, se desejasse, até se tornar uma assassina.

chap-preview
Pré-visualização gratuita
PRÓLOGO
Verônica nasceu em São Paulo, viveu lá até os doze anos quando sua família decidiu que a cidade estava violenta demais para se viver. Obviamente, a menina não foi consultada sobre seus desejos e teve que se mudar para Santa Rita do Trivelato, Mato Grosso, deixando para trás um estranho desejo de saber mais sobre a criminalidade. Não que ela quisesse traficar, roubar ou matar alguém. Se interessava mesmo em desvendar a mente dos criminosos. Estuda-los. Com o passar dos anos, lentamente na visão dela, Verônica tinha muito tempo sobrando para suas pesquisas. Jack, o estripador, sua identidade nunca havia sido sequer revelada, matava somente prostitutas, era cirurgicamente preciso. Charles Manson não só matava cruelmente como usava o sangue das vitimas para deixar suas mensagens, além de ensinar vários pupilos a fazer o mesmo, matar, roubar. Uma mente muito engenhosa, que parecia fascinante para a, agora jovem Verônica. Havia muitos outros, Albert Fish, Ted Bundy, Jeffrey Dahmer. Assassinos em série, canibais, e**********s. Nenhum demonstrava um mínimo de arrependimento, nada. Eram cruéis, bárbaros. Mas o que aconteceu para que se tornassem monstros? A pergunta parecia rondar a cabeça de Verônica desde o amanhecer até o anoitecer. As imagens de sangue e as expressões cruéis não a assustava, porém, sua insistência em ler sobre esses assassinos assustava sua família. Principalmente quando a garota, há cerca de cinco meses, invadiu o sistema da polícia local para ter mais informações sobre os recentes assassinatos na região. A polícia, secretamente, chamava o assassino de João Hunter, esse não era seu sobrenome, João, tão pouco seu nome. Mas qualquer um iria relacionar o nome se vissem as fotos dos crimes. Quando o primeiro corpo foi encontrado a polícia logo declarou que a vítima tinha morrido por ataque animal, muitos se perguntaram que tipo de animal faria tal coisa, mas outros preferiam acreditar nessa teoria, pois a verdade obvia assustava. Um ser humano que abriu a barriga de uma mulher com as mãos era assustador demais. O segundo corpo não deixava dúvidas que era um homicídio e que os dois casos estavam relacionados. A barriga havia sido aberta da mesma maneira, mas o fato de ter vários outros cortes, a pele ter sido arrancada do rosto e de o corpo estar amarrado nas vigas de uma velha casa, não restava dúvidas de que um cachorro raivoso não poderia ser o assassino. Verônica estava encarando as fotos com tanta concentração que não reparou que na mesa atrás dela havia um grupo de policiais. Ela admitiu que usar a conexão sem fio da lanchonete não foi a melhor ideia. Mas eles não poderiam mantê-la tanto tempo encarcerada. Não quando seu pai era o prefeito em reeleição. A punição durou dois meses trabalhando em uma madeireira e consultas semanais em um psiquiatra local. Que ela mais interrogava do que se consultava. O seu interesse por João Hunter não diminuía e ela sonhava em fazer um trabalho melhor do que o do recém chegado Vicente Ramos que não procurava pistas, não fala na rádio e muito menos pedia ajuda para o estado. Ele parecia bem mais interessado em resolver assaltos e pequenos delitos de adolescentes do que subir na carreira, o que irritava a jovem. 2007 Comodoro, Mato Grosso. “Meu pai é um assassino. Se alguém estiver lendo isso agora, por favor, me ajude, não tenho mais forças para aguentar, tentei pedir ajuda de uma de minhas professoras, mas ele descobriu, ela corre perigo. SOCORRO!” – O que é isso? – O investigador Vicente Ramos da Silva se depara com um de seus cabos lendo um papel amassado e sujo de sangue. – Um menino apareceu aqui e deixou isso na recepção, ele veio acompanhado da namoradinha, os dois pareciam estar em choque. – Eles ainda estão aqui? – pergunta o detetive enquanto lê a letra grande e arredondada, é obvio que se trata de uma brincadeira de mau gosto. – Sim senhor, já ligamos para o pai da garota e o menino está se limpando no banheiro, está todo sujo de sangue, Ele queria ir embora, mas o seguramos para a própria segurança. – Deixe isso comigo cabo, deve ser só travessura de criança. – Mas senhor o sangue parece ser muito real. – Vicente ergue a mão em um gesto autoritário e o cabo se cala. – Vou falar com o garoto, qualquer coisa eu mesmo ligo para o conselho tutelar. – Sim senhor. O investigador coça a cabeça e digita uma mensagem de texto rápida e concisa no aparelho celular. Então se dirige ao banheiro, entra e tranca a porta atrás de si. O garoto ergue a cabeça e encara Vicente com arrogância, mas no fundo de seus olhos pode-se notar um medo bem conhecido, medo este que nenhuma criança deveria sentir perante uma autoridade da lei: – O que você está fazendo aqui Samuel? – Vicente pergunta com um tom de voz irritado. – Eu... Eu só... – O menino começa a engasgar com as próprias palavras e abaixa a cabeça em sinal de rendição. – Você contou para ele? – Você conhece as regras. – Vicente coloca a mão no ombro do menino e se abaixa para ficarem do mesmo tamanho. – A gente não pode falar com ninguém sobre o que seu pai faz, é segredo. – Eu já tenho quinze anos, sei diferenciar o certo do errado, esse papo de segredo não cola mais comigo. – Mas isso não muda o fato de que deveria ficar quieto, já que falou vai ter que ser punido, sinto muito Samuel, mas você conhece as regras. Vicente leva o garoto até a recepção e o entrega para o pai, o homem sorri e agradece ao detetive por não registrar queixa contra a suposta brincadeira de mau gosto do filho e vai embora aparentando ser um cidadão como qualquer outro, bom pai, trabalhador, marido fiel. Mas o adolescente conhecia muito bem a verdadeira face do pai. O bilhete não era brincadeira, mas sim um pedido desesperado por socorro. – Detetive o que faço com o bilhete? – Arquive-o junto com os trotes. – Sim senhor.  Ao chegar em casa, Samuel fecha os olhos enquanto é amarrado em uma das vigas de seu quarto. José, como era chamado naquela cidade e seu pai, puxa uma cadeira e observa o garoto se debatendo, chorando, assustado demais para gritar. O homem segura um punhal na mão, olha com desgosto para o garoto. – Quanto mais se debater mais rápido irá desmaiar. Isso é fraqueza. José havia cortado as solas do pé do garoto. O sangue escorria e sujava o chão que já parecia bem manchado. O garoto não queria mais aquela tortura, ele não se importava de parecer fraco. Quando o corpo de Samuel para de se mexer, José guarda a faca e a cadeira em um canto e pisa no sangue que está no chão deixando uma pegada de seu sapato. Ao passar pela sala se depara com a mãe do menino chorando em um canto enquanto prepara uma carreira de pó de um remédio qualquer. Ele dá de ombros, se deita na cama e fecha os olhos. Sua expressão é de paz. Ele dorme. Como se aquilo fosse a forma mais normal de punir uma criança. O garoto ficaria daquela maneira por cinco dias. Com o mínimo de água e comida.

editor-pick
Dreame-Escolha do editor

bc

As malucas tão na área

read
2.6K
bc

APENAS AMANTES

read
3.9K
bc

Dádiva

read
33.8K
bc

Thalya

read
2.2K
bc

Prometida ao Mafioso

read
39.6K
bc

A Filha do Delegado

read
4.4K
bc

Forjada pela dor

read
11.4K

Digitalize para baixar o aplicativo

download_iosApp Store
google icon
Google Play
Facebook