O sol brilha lá fora e os primeiros raios invadem a janela cheia de grades. Mexo-me um pouco e sinto a dor no corpo, parte por dormir no chão, parte por ter sido esfaqueada. A verdade é que já perdi as contas de quantos cicatrizes há em meu corpo e o hilário, ou não, é que eu tinha apenas três cicatrizes antes. Mas quando penso nas crianças e em Sammy, sei que minha cicatrizes são poucas. Sinto minha mão dormente e só então me lembro de que ainda estou de mãos dadas com um cara, não um cara que me bateu ou me estuprou, mas sim um cara que disse que queria me proteger. Passo os dedos nos dele, parecem que estão menos rígidos, como se ficar apertando meus dedos o tivessem ajudado. – Acordei. – ele diz. – Oi. – respondo ainda sonolenta. – Porque sinto que você está bravo comigo? Sammy n

