Pré-visualização gratuita PRÓLOGO
Bia narrando
Quando cheguei no Rio de Janeiro, fiquei encantada. Tudo era lindo aqui: a cidade, a praia, totalmente diferente do interior e sua calmaria.
Mas nada me preparou para isso, o que eu senti quando vi ele com um sorriso lindo no rosto, com pose de dono do mundo. Ele é o sub do morro do Alemão, é um homem todo errado, que meu coração, por conta própria, decidiu que é o cara certo para estar dentro dele, sem nem me pedir permissão, me desestabilizando completamente, e eu não pude fazer nada.
Eu nunca senti isso por ninguém, nunca a esse ponto. Não tive muitos namorados, na minha cidade não tinha muita opção. Se beijei três caras, foi muito, mas também não sou inocente.
Eu nunca pensei sobre amor à primeira vista ou algo do tipo, nem sabia que existia, mas agora eu sei. Eu me apaixonei pelo Guto assim que vi ele. No começo, achei que era coisa da minha cabeça, cara novo, cidade nova, mas eu não sou assim, sou mais pé no chão.
Mas sabe quando dá aquele frio na barriga que parece que tem borboleta no estômago, e o coração bate tão rápido que parece que vai pular do peito? Então, é assim que eu me sinto toda vez que vejo ou me aproximo dele. Se falar com ele, então, sinto que vou desmaiar.
Eu sei que sou meio doidinha e não tenho papas na língua, mas não sou do tipo de mulher que fala logo de cara. Não tenho coragem para isso, pelo menos não com ele, que me deixa nervosa só de se aproximar. Algo me diz que ele sabe dos meus sentimentos por ele, mas de uma coisa eu não tenho dúvidas: eu vou lutar por esse sentimento e por ele, por nós. Não sei como, mas não sou mulher de ficar sentada esperando um milagre. Eu levanto atrás dele.
Mas não vai ser nada fácil. O Guto, que tem sempre um sorriso no rosto, também é muito fechado. Parece que não tem sentimentos, é frio, é um cara quebrado. Não me pergunte por quê. Eu não tenho ideia, mas quero descobrir.
Quando me mudei de vez para o Rio de Janeiro, a gente acabou se aproximando um pouco, por causa do relacionamento da minha irmã com o primo dele e das minhas várias tentativas de me aproximar. Às vezes eu conseguia me aproximar, ele parecia começar a se abrir, mas do nada se fechava e me afastava, como se tivesse medo da aproximação.
Mas eu estou disposta a consertar o coração quebrado dele e fazer ele se apaixonar por mim. Vou tentar até ter certeza que ele não quer mesmo ser consertado, mas, se eu vir uma faísca, eu vou até o fim. Se não, não me chamo Beatriz Lopes.