Lucca Narrando Acordei como se tivesse sido arremessado de dentro de um sonho r**m: boca seca, cabeça rodando, o corpo todo pesado, como se tivesse passado a noite inteira lutando com o próprio sono. Estava no sofá do meu escritório, só de cueca, olhando pro teto e tentando ligar os neurônios. Ao lado, a garrafa de whisky vazia, o copo tombado no braço do sofá — sinal claro de que eu não tinha bebido só um gole. Minha mão buscou o copo e ele tremeu; o líquido me deixou tonto de novo. Merdä. Que pørra aconteceu ontem? Ouvi gritos. Vozeirão feminino, cortando o ar da casa. A primeira coisa que pensei foi em controlar — sempre controlei. Mas a voz era a de Valentina, e ela berrava como uma fera solta. Levantei devagar, sentindo a dor de cada músculo, e me arrastei até a porta do escritório.

