Valentina Narrando Entrei no carro com o coração pesado, lágrimas insistindo em escorrer pelos meus olhos. Peguei o telefone, mas nenhuma resposta dele. Suspirei fundo. Eu sabia que tinha carta branca pra entrar e sair da casa dele. Ele mesmo tinha me dito: podia ir e vir, porque isso era… uma forma de controlar sem aparecer. E eu odiava isso, mas, ao mesmo tempo, não podia negar que me dava liberdade. Porque ele me pegou novinha virgem, e mesmo ele sabendo que eu só fui dele, ele sabe o quanto eu odeio me senti a outra. Liguei o carro e segui dirigindo, cada quarteirão parecia uma eternidade. Quando cheguei, parei o carro, acionei o portão e entrei. Abri a porta e fui entrando, assim que coloquei o pé na sala, ouvi a voz de Danyele, rindo com a empregada. — Como é que você tem a cha

