Camila ficou longos minutos encarando a mensagem do repórter no celular. “Camila Duarte, gostaríamos de oferecer espaço para você comentar sobre seu desligamento conturbado da família Ferraz, no Brasil, e as acusações de conduta inadequada que circulam entre ex-colegas de trabalho.” Era mentira. Mas mentira bem contada soa como verdade quando o mundo quer sangue. Ela mostrou a mensagem a Elliot. Ele leu, sem dizer nada no início. Depois largou o celular na mesa, os olhos escurecendo. — Isso tem o dedo da Chelsea. — Eu imaginei. — Aquela carta... Ela não apareceu do nada. Chelsea deve ter comprado algum tipo de depoimento, subornado alguém. E se for isso, posso processá-la. — Mas você faria isso com a sua irmã? — Ela está fazendo isso com minha mulher. As palavras dele a arrepiara

