Sayuri saiu do quarto de Elona com passos firmes, mas o coração em chamas. O que acabara de ouvir ainda ecoava em sua mente como um trovão interminável. Cada detalhe, cada nome, cada lágrima... tudo se somava ao peso da responsabilidade que agora caía sobre os seus ombros. Discou rapidamente o número de Júlia — precisava da ajuda dela com aquilo. O telefone chamou duas vezes antes que Júlia atendesse. — Chefe? — disse Júlia, do outro lado da linha. — Aconteceu algo? — Júlia, preciso que você me escute com atenção — disse ela, séria. — Acabei de confirmar algo... algo horrível. Elona nos deu as peças que faltavam. Sayuri oscilava entre a satisfação por finalmente saber o que houve e o desejo de vingança que queimava no seu peito ao pensar em tudo o que aquelas mulheres estavam sofrendo

