Balada

1196 Palavras
**Mia narrando** Eu e Alice dormimos a tarde toda, acho que vamos madrugar nessa balada. O Juan, que era pra ser o nosso guia, aquele filho da mãe não nos respondeu até agora, deve ter nos roubado e estar feliz gastando o nosso dinheiro suado. Desgraçado, se eu o encontrar vamos reviver o coliseu, vou arrancar o dinheiro de volta: Termino de me vestir e percebo que estou super básica perto da Alice. uso um vestido preto justo apenas a parte de cima do corpo junto com um cinto da gucci, e para meus pés apenas um tênis branco já que sei que vamos andar, enquanto isso minha amiga é bem mais estilosa Ela está usando uma calça colada de couro com uma lingerie vermelha na parte superior e um salto fino, e eu até de tênis estou, poxa devo me trocar. — Acho que estou muito simples_ falo sem graça, e ela me olha e analisa. — Está perfeita, amiga. Eu que quero arranjar uma mulher linda e gostosa, ou um homem enorme com um p*u do tamanho do meu braço, você está incrível. Só falta isso aqui — ela me entrega um batom vermelho, e eu guardo. — Depois eu passo, vamos jantar primeiro, e por favor amiga, se arrumar alguém para ficar não me esquece na balada ok? Por favor. — Hey, a arma de choque que seu pai deu pra gente, e eu nunca vou te esquecer maminha — ela fala, pegando as duas armínhas, e eu fico com a minha na mão já facilitando tudo [...] A comida e o vinho chegam em nossa mesa, e mesmo comigo doida de fome, a Alice tem que tirar foto de tudo primeiro: — Nem adianta bufar, come esse palitinho de pão. Não é todo dia que a gente está na Itália, temos que registrar tudo— ela fala, e eu concordo, sorrindo para algumas fotos. — Deu, vamos comer amiga, pelo amor de Deus, ou eu começo a comer a mesa— pego meu garfo e experimento a massa. Meu Deus, que perfeição. Acho que deve ser até uma humilhação chamar o nosso macarrão que vem em uma embalagem de macarrão. — Nossa, que delícia. É um orgasmo de sabores na minha boca — a Alice fala, e eu concordo enquanto como. Saímos do restaurante e decidimos andar até a balada, que é aqui do lado, e assim poupamos dinheiro. Não vou mentir, essas ruas escuras dão muito medo, mas perder mais dinheiro ainda igual com o desgraçado do nosso guia seria pior. A Alice me cutuca e aponta para trás com a cabeça. Olho nervosa e vejo o mesmo homem que estava perto da gente no restaurante, e também funcionário do hotel: — E agora?— sussurro para ela, e ela não me responde mas me puxa para andar mais rápido. Ele aumenta o passo também e morro de medo — Corre, vamos Mia— ela fala, e nós corremos. Chegamos já na porta da balada, e os seguranças nos olham confusos por nossa agitação — Aiutaci, è uno stupratore, "Nos ajude, é um estuprador" — eu falo para os seguranças, e um corre até o cara que nos seguia. Eles nos deixam entrar, e andamos pela multidão até o bar muito movimentado. —Amiga, eu não quero beber não, ainda estou com o coração acelerado—falo, e ela n**a. — Então eu vou beber, e você cuida de mim— ela fala. — Não, não. Meu pressentimento para hoje está r**m Alice. Nenhuma de nós vai beber. Por favor — Você é sem graça— ela reclama mas pede água, e eu olho para a entrada ainda com medo. Vejo um homem muito bonito e com cara de m*l entrando. Acho que ele percebe o meu olhar e me encara de volta. De início, ele me olha surpreso, e depois só me encara. Não consigo entender o seu olhar. Uma mulher segura em seu ombro e fala algo. Ele aponta com a cabeça para mim, e ela sorri. Bem, ele já tem companhia, então vou arrumar a minha. Me levanto, e a Alice sorri para mim: — Vamos mostrar o gingado brasileiro, ela fala, andando comigo até a pista. Dançamos juntas, de frente uma para outra. Ela coloca as mãos em minha cintura, e eu mexo o meu quadril ao som da música. Ela se aproxima do meu ouvido sussurando sedutoramente. — Tem uma mulher super gata me encarando— ela fala, e deixo meu pescoço cair para trás quando dou risada. Ela ri junto e beija minha pele exposta, sempre faz isso para mostrar as outras que ela é bi, e como não me incomoda sempre a ajudo Ela aponta com a cabeça a direção. Olho delicadamente e vejo que era ela que estava com aquele homem da entrada: — Ela é acompanhante de um homem, loiro e com cara de m*l e camisa aberta. Não sei aonde ele está agora, mas o vi chegar— falo, e ela olha em volta e sorri para mim. —A mas eu sei onde ele está, na área vip, e está de olho em você— ela aponta, e eu olho. Ele levanta o copo para mim e sorri, um safado. — Deve ser gay, quem anda com a camiseta aberta assim? Mostrando todo o abdômen sarado e tatuado— falo, e ela dá risada. Trocam a música por uma italiana que eu nunca ouvi na vida. Um segurança gigante para ao nosso lado enquanto estou em sua frente com minha b***a colada nela, dançando sensualmente juntas — Os irmãos Cordopatris chamaram vocês para a área vip, podem vir comigo— ele nos olha, e eu olho para a Alice negando com a cabeça. —Pressentimento r**m, amiga. — digo e como sempre ela confia em mim negando o convite —Obrigada, mas não queremos ir, recusamos o convite— a Alice fala, e ele vai embora. — Acho que a gente deve ir embora, amiga.— peço parando de dançar e ela faz cara de triste — Mas já? Eu queria dançar mais, até beijar umas bocas— pergunta e respiro fundo observando o lugar. —Sim, a gente compra uma sobremesa perto do hotel. Vamos lá. —Está bom, me rendo— ela diz fingindo sofrimento mas meu coração ainda se acelera e andamos com cuidado para a saída, por haver uma multidão enorme. —Buona notte bella donna, — aquela mulher para em nossa frente e pega na mão da Alice, beijando. — Amiga, traduz e agradece para mim— ela fala para mim, e a mulher da risada olhando minha amiga. — Eu sei falar sua língua. —Sendo assim, muito obrigado, mas temos que ir — ela fala, e a mulher recompõe a sua postura para séria e meio doida eu diria. —Nós podemos levar vocês— o loiro aparece e parece deixar o ar seco levando toda minha compostura e foco. Prendo a minha respiração sem perceber, somente com a sua postura e sua voz rouca ele para o momento, fazendo minhas pernas tremerem e meu coração bater acelerado por medo.
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