6 - À Procura de Respostas

1492 Palavras
Wolfgang estava em busca de respostas. O turbilhão de emoções que o envolveu na noite anterior, principalmente após o encontro com Lina, a misteriosa mulher que havia surgido em sua vida, ainda o inquietava. A festa na casa dos Colin foi a causa de sua súbita mudança de rumo, algo que o intrigava profundamente. Aquela garota não deixou ele saber o nome dela. Saiu como uma brisa suave pela manhã. Céus, ele nem sabia se havia sido mesmo pela manhã. Talvez ela não tivesse dormido. Dominik teve uma noite de energia. Algo que ultrapassava o que ele conhecia. Não era apenas pela inocência e pureza. Não. Era mais que isso. Pareceu alguém diferente de tudo que ele havia conhecido na vida. A lembrança da montanha continuava fresca em sua mente, como se algo extraordinário tivesse ocorrido ali. Sua mente parecia estar fora de ordem, inquieta com a intensidade do encontro com aquela mulher que parecia ter despertado um novo tipo de conexão e desejo dentro dele. Ele era o alfa e podia escolher com quem ficar. "Acho que você pode está cometendo um erro em procurar alguém que talvez nem seja da cidade." Jason falou, mais uma vez do lado de fora da mansão Colin. "Eu não tenho nada para perder. O que sei dela? Ela tem lindos olhos e um corpo escultural, ela é uma recém transformada. Podia sentir o cheiro da jovialidade dela." "Isso pode ser loucura." "Não é Jason. Eu tive a melhor noite da minha vida ontem." "Encontrou uma estranha no meio de uma montanha e transou com ela." "Vamos, eu sinto uma energia parecida com a dela vindo daqui. Eu não posso negar isso." "Vai ver ela e uma filha escondida dos Colin ou uma empregada." "Quem sabe?" "Está mesmo pensando em vir aqui para conferir se a mulher está aqui?" "Sabe que pode ser a escolhida, não é?" "Faria sentindo se fosse Stella, filha do senhor Colin. Vou esperar você no carro." "Largue de besteira. A pessoa que eu fiquei, não é como nenhuma outra." Enalteceu, abrindo a porta do carro e pisou no gramado. Com passos confiantes, adentrou a propriedade dos Colin, um misto de curiosidade e uma determinação feroz o impulsionavam a buscar a presença da estranha. Mesmo sem entendê-lo completamente, sentia uma conexão inegável com ela. Seus sentidos aguçados capturaram o suave aroma dela, sua presença pairava no ar, mas, para sua frustração, não havia nenhum sinal visual dela naquele momento. Apenas o eco de sua energia ainda presente. "O senhor é a senhora Colin estão por aqui, senhor." Uma das funcionárias da casa disse, levando ele para a direção do jardim. Wolfgang examinou cada canto da propriedade, seu olhar perspicaz tentando capturar qualquer movimento ou sinal que pudesse levar à presença dela. Embora seu instinto o guiasse, não conseguia encontrar nada além do rastro olfativo que parecia estar em toda parte. A casa dos Colin, com seus quartos amplos e o jardim bem cuidado, permanecia em silêncio, a atmosfera carregada com uma sensação de mistério e expectativa. Os móveis, os quadros nas paredes e os pequenos detalhes da decoração não revelavam qualquer indício da presença de sua garota naquele momento. No entanto, Wolfgang sabia que ela estivera ali. Era como se a energia dela ainda ecoasse nos corredores e cômodos, deixando-o intrigado e sedento por respostas. Caminhando pelo jardim, ele revistou cada canto, esperando vislumbrar a figura dela, a esperança de que pudesse encontrar Lina ali o impulsionava para adiante. Seus sentidos permaneciam alertas, como se estivesse aguardando qualquer sinal do universo que lhe permitisse encontrá-la novamente. No entanto, apesar de seu empenho, Wolfgang não encontrou a mulher que buscava no pouco que andou. Sua presença parecia ter se dissolvido na atmosfera, deixando-o confuso e frustrado. A incerteza do que realmente acontecera na noite passada, somada à sensação de vazio ao não encontrar Lina, o deixava desconcertado e ansioso. Dominik Wolfgang chegou ao jardim da casa dos Colin, onde a família estava reunida. Stella, Elisa e o marido desta, senhor Colin, receberam-no com surpresa e entusiasmo, levantando-se para cumprimentá-lo. Dominik avaliou as pessoas à sua frente, notando a jovem Stella, que exibia uma beleza impressionante. Ele expressou sua explicação: "Esperava estar aqui na noite passada, mas tive um imprevisto." Eliza observou atentamente a postura de Dominik. Como alfa, ele era a figura mais influente e poderosa na matilha, e nada ocorria sem a sua permissão. Eliza também percebeu o olhar de Dominik em direção à sua filha, Stella, e a possibilidade de uma conexão entre eles cruzou sua mente. Ela decidiu tomar a iniciativa: "Por que não se senta conosco? Já faz algum tempo desde a última vez que recebemos a visita do alfa em nossa casa." Dominik concordou, desabotoando um botão de seu terno e puxando uma cadeira ao lado de Stella. No entanto, sua mente estava focada na busca pela estranha que havia compartilhado sua energia. Enquanto participava da conversa com a família Colin, ele continuava atento a qualquer indício que pudesse levá-lo a descobrir a verdade sobre o encontro e a misteriosa mulher que o intrigava profundamente. "Parabenizo você pelo seu aniversário e sua chegada oficial à nossa matilha, Stella. Você vai aprender quão forte é e o sangue que corre em suas veias é poderoso", comentou Wolfgang, oferecendo votos a Stella. "A mãe dela era uma loba incrível, Wolfgang", acrescentou o senhor Colin, fazendo referência à ex-mulher falecida. Elisa fez o possível para disfarçar seu semblante, evitando parecer inconveniente, mas sua falsidade transpareceu. "Devia ver como sou rápida", expressou Stella, confiante. "Talvez possa chamá-la para correr comigo um dia. O que acha?", propôs Wolfgang. "Se convidá-la para um jantar, talvez ela possa retribuir o convite", sugeriu Eliza de maneira indelicada, tentando deixar um indício. "Querida", interveio o senhor Colin, preocupado com a possível aproximação entre sua filha e o alfa, ciente de seu poder e influência. "O que tem nisso, querido? Nossa filha vem de uma boa família, ela é alguém à altura de lidar com isso", ponderou Eliza. Wolfgang compreendeu a preocupação do senhor Colin, tentando aliviar o clima tenso com um sorriso. "Não será r**m um almoço ou até um jantar? Stella acabou de ingressar na matilha. É importante manter todos próximos às tradições e costumes." Enquanto isso, Mary saiu da cozinha quando tudo no café estava pronto, ainda sem saber da presença do alfa ou do encontro iminente com ele após o que Lina contara. A jovem estava visivelmente assustada. Mary pediu que ela ficasse em casa, sentindo o coração apertar ao pensar em deixá-la trabalhar o dia todo após o que acontecera. Compreendendo-a como mulher, Mary sabia que ela devia estar sensível e que o dia seguinte à festa seria o mais desafiador. Quando colocou a bandeja na mesa, ela pode visualizar o rosto dele. Houve um momento de palidez que ela engoliu e apenas abaixou o olhar. Não teve coragem. Quando saiu respirou aliviada. Agradecendo mesmo por Lina não está ali. Do outro lado, a energia se aproximou de Dominik, ele ficou inerte na cadeira dele e esperou a sensação passar. Seu animal interior rangeu os dentes e ele sentiu. Sentindo-se preocupado e curioso, Wolfgang expôs a situação ao senhor Colin. "Na noite passada, cruzei o caminho com uma garota na montanha. Este é um dos motivos que me trazem aqui. Ela tinha olhos escuros, cabelos longos e negros, era magra e baixa, embora não muito. Era a primeira lua dela, eu acho. Gostaria de saber se sabem me dizer alguma coisa. De alguma forma, sinto a energia dela desde o portão até aqui." O senhor Colin pareceu compreender. Todos ao redor também pareceram captar a seriedade do momento. "Sabe o nome dela?" questionou Colin. "Não, apenas características físicas." O senhor Colin foi realista em suas ponderações. "Bem, pode ser alguma jovem de cidades vizinhas que cruzou a fronteira sem perceber. Ontem foi o aniversário de Stella, a energia é similar quando se trata da primeira transformação, senhor." "Tem razão. Só gostaria de encontrá-la." "Jamais a viu por aqui?" perguntou Elisa, lembrando do comentário sobre o alfa ir à festa para conhecer uma escolhida. Se não era Stella, quem poderia ser? "Não, senhora Elisa, infelizmente acabei não me encontrando com ela." "Lamento. Se ela esteve aqui, podemos olhar a lista de convidados. Posso ajudá-lo. Mamãe e eu a fizemos", ofereceu Stella, sem malícia. "Pode fazer isso por mim?" "Claro, vou utilizar as informações que me passou." Elisa ficou contente com o contato. "Fico feliz por isso." "Acha que ela é daqui?" questionou Eliza. "Creio que sim. Até pensei na possibilidade que o senhor Colin mencionou, mas sei que ela está na cidade." "Se pudermos fazer algo para ajudá-lo..." ofereceu o senhor Colin. Nenhum deles cogitou a possibilidade de verificar não apenas a lista de convidados, mas também quem trabalhou naquela noite na casa. Essa possibilidade não foi considerada naquele momento. Mas devia. Iria dar na estranha que ele encontrou. Saberia que era Lina.
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