José Fernandez ( JF) Ainda dentro do Morro do Formigueiro entrei em um galpão abandonado, distante da parte da favela mais usada pelo FJ, aqui por enquanto seria a nossa sede. Liguei o interruptor, acendendo algumas das luzes do teto alto, outras ficaram piscando, falhadas devido a insalubridade do lugar. Aqui era o antigo armazenamento de drogas, armas e lavagem de dinheiro, uma imensa fortaleza desabitada, uma triste e decepcionante lembrança da época dos nossos pais. Dei o sinal, pondo as mãos em conchas em volta da boca, avisando com um som que somente eu conseguiria fazer com os lábios. Era bem característico, além de bem sonoro. Aquilo deu um tremendo eco. Quando os vi saindo dos seus esconderijos, abaixei as mãos me aproximando mais e mais, olhando os maquinários enferrujados,

