Capítulo 346

950 Palavras

Na Mansão Fontana, a luz da manhã não entrava com a mesma clareza. Ela era filtrada por pesadas cortinas de veludo cor de vinho na biblioteca de Olívia, caindo em faixas poeirentas sobre as lombadas de livros de couro que guardavam séculos de segredos da família. O ar não cheirava a café fresco, mas a cera de abelha, papel antigo e ao perfume caro e atalcado da sua matriarca. Vitória, em contraste, era uma mancha de ansiedade moderna naquele ambiente ancestral. Ela andava de um lado para o outro na frente da imponente mesa de mogno, ainda vestindo o pijama de seda da noite anterior, os cabelos escuros despenteados. Ela m*l havia conseguido dormir. A reportagem de Suzana Sampaio passava em loop em sua mente, junto com a percepção da sua avó sobre o "movimento de pinça". Olívia, por

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