O La Spiaggia não era o restaurante favorito de Cesar Mendonça. Era um local de ostentação, um aquário de vidro e mármore branco onde a elite de São Pietro não ia para comer, mas para ser vista comendo. Onde um jovem rico descuidado poderia gastar uma fortuna sem perceber. Às onze e cinquenta da manhã, Borges parou o sedã blindado a uma quadra de distância. — Estamos em posição. Quatro homens dentro, disfarçados de clientes. Dois na cozinha. Mendes está monitorando as câmeras do quarteirão. Cesar não respondeu. Ele apenas ajeitou o nó da gravata e saiu do carro, sozinho. Para ele, o La Spiaggia era uma escolha tática. Um campo aberto. Uma sala de interrogatório sem paredes. Ele o escolhera precisamente porque Olívia se sentiria segura ali. Cercada por seus pares, pela "sociedade", e

