Capítulo 174

483 Palavras

Não houve mais palavras no terraço. Apenas o som do vento e o da respiração ofegante e chorosa de Gabriel, que se agarrava a Alessandra como um náufrago a um pedaço de madeira. Com uma força que não sabia que tinha, ela o ajudou a se levantar do chão de cascalho. Ele não a encarou. Apenas se deixou ser guiado, o corpo grande e forte agora sem vontade própria, um gigante quebrado. A descida pelas escadas de emergência foi lenta, um passo de cada vez no escuro, ela o amparando, o braço dele sobre seus ombros. Quando entraram no apartamento dele, o cheiro de álcool e solidão os atingiu. Pratos sujos, garrafas vazias, as cortinas fechadas. Era a caverna de um homem ferido. Mas Alessandra não olhou para a bagunça. Seus olhos estavam apenas nele. Ela o guiou até o banheiro, a luz fria reve

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