O grito de Alessandra rasgou a noite. Por um instante, o corpo de Gabriel congelou na beirada do abismo, o pé ainda erguido, pego entre o chamado do vazio e a voz dela. Ele se virou lentamente, os olhos sem vida encontrando os dela, cheios de um pânico desesperado. Ela não esperou. Correu. O som dos seus pés no cascalho do terraço foi o único som no mundo. Com uma força que nasceu do mais puro terror, ela se lançou sobre ele, agarrando seu corpo e puxando-o para trás, para longe da beirada. Os dois caíram juntos no chão áspero, um emaranhado de membros. O cascalho arranhou os seus joelhos e mãos, uma dor aguda e real que os trouxe de volta à terra. Alessandra se ergueu, ficando de joelhos sobre ele. As lágrimas que ela segurava agora escorriam, quentes e furiosas. Ela começou a socar

